
Prioridade
Independentemente da época do ano, tenho dito com frequência no quadro de esportes do Balanço Geral (hoje não foi diferente) e no Clube da Bola, programas da NDTV Record, que a Série B estadual é a nossa Copa do Mundo, a nossa Olimpíada.
A segundona não para durante o mundial.
É o ganha pão de muita gente.
Que trabalha para estar em uma posição melhor (aqui ou em outro lugar) depois do êxito em uma competição de tiro curto como essa - 21 de abril a 26 de julho.
Um produto que poderia ser melhor explorado.
Clientes
Na penúltima coluna aqui no portal, reclamei da baixa presença de público nos jogos no Sesi - média de menos de 1.000 pessoas (incluindo menores e gratuidades).
Foi um protesto contra quem não frequenta o estádio, afinal quem vai a campo precisa ser exaltado.
Entretanto, se o público é baixo e o número de sócios também (mesmo com as duas equipes liderando a competição), muito se deve à inoperância dos clubes, que deixam a desejar na hora de noticiar e persuadir o seu maior patrimônio.

Preferência
Qualquer ação passa, necessariamente, pelas redes sociais.
Via de regra, a turma esquece que muita gente ainda ouve rádio e assiste televisão.
Um exemplo foi Blumenau x Jaraguá.
Só soube na quarta-feira (10), no dia do jogo, que seria cobrado meia-entrada para todo mundo.
Mais exatamente às 8h30 da manhã, quando abri os stories do Instagram para saber das novidades dos clubes - faço isso com frequência, já que não existe mais interação ou "furos" jornalísticos, nos meios de comunicação tradicionais.
Só no outro dia vi que a publicação tinha sido postada anteriormente no feed.

Programação
Evidentemente que informei no jornal, mas é o tipo de notícia que poderia ter circulado na terça-feira.
Não mudaria nada?
Seriam mais do que os 309 torcedores, que enfrentaram o frio e a chuva fina, em uma tarde de trabalho normal, para a maioria?
Talvez sim, talvez não.
Não importa.
Porque esse não é o ponto.
O x da questão é o processo como um todo.
Norma
Perguntei ao colega de trabalho Rodrigo Vieira se ele sabia da novidade e se a divulgou no Jornal da Menina FM.
Para minha surpresa (nem tanto) disse:
“Estou sabendo agora por ti.”

Metropolitano
A instituição tenta conquistar novos simpatizantes com preços acessíveis.
De ingresso (R$ 20) e de sócios (planos a partir de R$ 14,90).
Mesmo assim, não tem tido o retorno esperado.
Quis saber de um dirigente se foi feita alguma perspectiva sobre o número de associados - hoje são 411.
"Isso é meio imprevisível. Até o público está abaixo do esperado. Estamos com a mesma pontuação do líder, campanha sólida, e mesmo assim, o público é bem baixo. A fórmula do campeonato com três jogos no mês em casa contribuiu. O torcedor tem de pensar em ir ao jogo ou colocar comida dentro de casa."

Blumenau
Existe, da mesma forma, uma frustração com o número de sócios (e com o público no estádio também).
O clube insistiu por muito tempo (no Instagram) no plano mais acessível, de R$ 65, com pix recorrente.
Conseguiu algumas adesões no ínicio, contudo, no contexto geral, o saldo ficou aquém.
A projeção era estar neste momento do ano com 1.500 sócios - tem um terço.
O prazo para se cadastrar termina na próxima segunda-feira (15).
Depois não vai dar mais para fazer.
Feedback
O que sinto nas ruas é a falta de aproximação, de conexão, de contato físico com as pessoas.
Poderiam ser feitas visitas e entrega de pampletos em empresas, nos terminais de ônibus, nos bairros, no centro em dias de eventos, como a Rota de Lazer.
Nos clubes sociais, nas patotas, nos bares, serviço de som na ruas, em feijoadas, pasteladas, macarronadas…igual os políticos fazem nos fins de semana.
"Mas não tem dinheiro para fazer isso tudo", deve ser o argumento.
Nesse caso, é preciso se reinventar e se adaptar ao orçamento - o retorno você vai ter lá na frente.
Mundo virtual
O BEC tem desde o ano passado um espaço no piso inferior do Shopping Park Europeu.
Que nunca foi aberto - ainda não recebi a resposta se o aluguel vem sendo cobrado normamente ou não.
A ideia era explorar o local para suprir parte dessas necessidades.
O projeto deve ter sido colocado em segundo plano, com a instalação do contêiner da Finta, na entrada do Sesi.
Que só vende camisas e produtos do time.
Lá não tem como ser sócio - até 2025 era possível na Renal Vida.
2013/2014
Algumas pessoas ainda têm dificuldades de fazer a migração por meio de aplicativo ou site.
Que são os meios utilizados pelos dois clubes.
Não existe local específico para tal, seja no CT do Fidélis ou no CT do Garcia.
É tudo por celular ou computador.
Ponto físico
Já escrevi sobre isso, só que não custa reforçar.
No auge do Metropolitano, o clube se viu obrigado a montar uma loja, na esquina da Avenida Beira Rio com a Rodolfo Freygang.
A demanda por produtos era enorme - nunca se vendeu tanto.
Filas e mais filas em busca do tão cobiçado ingresso.
O Sesi ficou pequeno em alguns jogos da Série A.
1988/1989
No ápice do Blumenau, no hexagonal final que redundou no vice-campeonato estadual e na participação na 2ª fase da Copa do Brasil contra o Flamengo, não foi diferente.
Faltou ingresso.
O Sesi não deu conta.
Morro do Sabá lotado.
Sinergia
O sucesso tinha (e tem) a ver, óbvio, pelos resultados em campo.
Pela dedicação de profissionais daqui, em sua maioria.
Que conheciam o biotipo e os costumes do blumenauense.
Que sabiam da importância da interação com as pessoas, além da parceria com a Imprensa.
Numa época em que todo mundo se ajudava.

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