
Imposição
O Metropolitano não ganhou o clássico por causa da cobrança da torcida no CT.
Não venceu o jogo porque um dos assistentes da partida já foi membro de uma torcida organizada.
Derrotou o rival porque foi melhor.
Do começo ao fim.
Simples assim.
Foi dominante, seguro, maduro, organizado, centrado, consistente.
Além de todos esses fatores, contou com a incapacidade do adversário.
Que não jogou nada.
Espectador
Caio Bolonhin não sujou o uniforme.
Não é exagero.
O goleiro fez uma única (e básica) defesa, após um escanteio batido por Vinícius Jaú.
O BEC não deu um mísero chute a gol!
Apatia
Foi uma atuação coletiva e individual pífia.
A pior da temporada.
Que se agravou com a expulsão de Marcão, aos 33 minutos.
Se bem que mesmo com o capitão em campo o tempo todo, não creio que a equipe venceria o jogo.
Poderia, no máximo, segurar o empate.
Vacinados
A cobrança pode ter mexido com um ou outro atleta mais jovem.
Contudo, esse elenco tem jogadores experientes, rodados, que já enfrentaram esse tipo de pressão.
Tanto é verdade que o time não mudou a maneira de jogar.
Eficaz
Teve, óbvio, por conta da obrigação de se reabilitar, uma atuação disciplinada taticamente.
Ainda corrigiu o posicionamento da defesa, que vinha sofrendo gols em contra-ataques.
E, sobretudo, foi efetivo - embora no instante em que ficou com dois a mais em campo, poderia ter sido mais incisivo, para ampliar o placar e reduzir a diferença no saldo para o concorrente (2 a 4).
Saldo que o mantém em 3º lugar, atrás justamente do Blumenau - e do Caravaggio (saldo 9).
De todo modo, o Metrô ganha muita moral para a sequência do campeonato.
Resignação
Perder faz parte.
A maneira como se é derrotado, não.
O problema do BEC foi a passividade, a inércia, a falta de atitude.
Futuro
Não há terra arrasada.
O time continua bem posicionado nas duas competições - na Série D está com a vaga encaminhada.
De todo modo, não tem como o torcedor não se preocupar com o que ele viu (ou não viu) na quarta-feira.
Foi apenas um acidente?
Uma tarde ruim?
Domingo (24), contra o Azuriz PR, em Pato Branco PR, deveremos ter uma resposta.
Capela
Não foi por falta de aviso entre os envolvidos, na reunião de 29 de abril, promovida pela Polícia Militar.
A PM proibiu a entrada no Sesi, por tempo indeterminado, de instrumentos musicais e faixas.
Vetou, para os próximos 4 jogos, bandeiras com mastros.
As medidas serão avaliadas depois da punição.
Blumenau:
Guarani - 27/05
Jaraguá- 07/06
Caravaggio - 24/06
Juventus - 01/07
Metropolitano:
Juventus - 30/05
Guarani - 13/06
Caravaggio - 04/07
Jaraguá- 28/07
A coincidência é que são contra os mesmos adversários.
Chama a atenção que parte da suspensão (bandeiras com mastros) já estará liberada no segundo clássico.
Desejo
A PM não tem o poder de decisão para determinar que a partida do dia 15 de julho seja com torcida única.
Também não tem o direito de barrar a entrada no estádio dos torcedores já identificados nos dois confrontos.
Mas vai recomendar ao Ministério Público, aos clubes e à Federação, que tais medidas sejam aplicadas.
Cabe aos órgãos competentes acatar ou não as sugestões.
Se vai se consumar ou não, já é outra história.
Exterior
As brigas não acontecem no estádio.
Até porque existe um protocolo de segurança muito bem elaborado pela Polícia Militar.
A maior "ameaça" durante um jogo é a troca de gentilezas entre as torcidas.
O barril de pólvora não está na arquibancada.
O caldeirão de ódio explode mesmo é lá fora.

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