
Tendência
Quando seu adversário é inferior, é essencial derrotá-lo, de preferência por goleada.
Ainda mais quando você não está sobrando, nadando de braçadas, sem concorrentes.
Foi o que o Blumenau fez em Joinville.
Aplicou 6 x 0 no limitado Nação - cabia mais, pois jogou com um atleta a mais desde os 27 minutos - recuperou a liderança e transferiu a responsabilidade para o ríval.
Queda de braço
Que ainda é seu principal oponente ao título.
Pois está ajustado, equilibrado e confiante.
Bem como o próprio BEC, que coletivamente, está um tom acima.
Porém, individualmente, o Metrô demonstra ter mais poder de decisão.
Pode ser cedo (serão mais seis jogos pela frente), mas arrisco a dizer que o acesso (de um ou de outro) passa pelo resultado do clássico da volta, dia 15 de julho.
Vinicius Kiss
Conversei com o homem de confiança da LA.
Perguntei se o grupo está fechado ou se existe alguma chance de mais contratações - o prazo encerra dia 3 de julho.
O executivo disse que o departamento de Futebol está satisfeito com o plantel, tanto em número de atletas, quanto em características.
“Mas, sempre estamos observando o mercado.”
Elogiou a disputa pelas posições em todos os setores.
“Esse era um objetivo desde o planejamento, ter um bom elenco, onde as trocas mantém ou elevam o nível.”
Banco
Quis saber se esse nível foi mantido nas ausências de DW, Parisoto e Ariel Marques, suspensos - substituídos por Perin, Marcos Pedro e Hugo Cordeiro.
“Sim, todos entregaram a performance que nós esperávamos. Como ocorreu diante do Blumenau, quando Rodrigo Gaia e Cristiano, também punidos, foram bem representados por Pingo e Ueslei Jr. E assim será ao longo da competição, que tende a ser cada vez mais dura com o passar das rodadas.”
Foco
O Blumenau recebe o São José RS neste domingo (7), às 15h, para ratificar o 1º lugar do Grupo A16.
Vai encarar dia 21 ou 22, fora de casa, o 4º colocado do Grupo A15: São Luiz RS, Cianorte PR ou Joinville, o menos provável.
As inscrições vão até 7 de julho.
Daniel Carboni
Indaguei o presidente (e o cara que "manda" no clube) sobre a possibilidade de reforços.
"Poderão ter ajustes, mas será debatido após o dia 7, pois em um grupo grande é normal que aconteçam alguns ajustes mais pontuais de equilíbrio do elenco."
E também sobre o momento em campo.
"Assim como na derrota não está tudo errado, a vitória não está tudo certo. O planejamento era finalizar o primeiro turno na liderança do catarinense e entre os dois primeiros da Série D no final da 1ª fase. Estar no bloco de cima. Será a primeira final do ano para nós e o que vier temos estar prontos. Antes tem de pontuar contra o São José RS e focar no catarinense. Pessoalmente, estou bem contente com o desempenho fora de casa."
"Saldo até o final da 1ª fase é secundário. Importante, mas secundário. Agora é pontuação e vitórias. E quando começar o segundo turno apertar o ritmo.”
Fisiologia
O dirigente se baseia muito nos números e estatísticas, por isso entende que quem tem elenco mais curto, mesmo com uma só competição, vai começar a sentir.
"Performance dos principais jogadores, a falta de ritmo dos que entram. Jogadores de Série B estadual tem um histórico de no máximo 15 jogos no ano. Vamos ver como encaram 18 em menos três meses. Os atletas que fizeram nos últimos três anos, de 25 a 30 jogos, geralmente sentem menos. Por isso, o controle de carga."
Bola na rede
Carboni não deixa de ter razão quando afirma que o essencial, no momento, é vencer.
Que o saldo, por ora, é secundário.
Pode até ser, só que é justamente o saldo que garantiria o BEC, hoje, na Série A de 2027.
Superávit
E é precisamente ele, o saldo, que faz com que o torcedor do Metropolitano lamente a vitória de "apenas" 2 x 0 diante do Juventus.
Quando a equipe desacelerou (ou se preservou) na etapa final e deixou de produzir um escore mais elástico.
Na entrevista coletiva, o técnico Gian Rodrigues não gostou dos dois tempos distintos (deixou nas entrelinhas que cobraria o grupo), mas destacou a entrega do time e solidez da defesa, que sofreu pouco.
O torcedor do Blumenau também se queixa dos 2 x 0 sobre o Guarani, quando o placar foi construído em 8 minutos e a equipe parou de atacar.
São detalhes que podem fazer a diferença no final de uma competição.
E antes.

Luto
Gostaria de me solidarizar com o auxiliar técnico do Metropolitano, Everson Aguiar.
Prestar minhas condolências também para sua esposa.
Como pai, ao receber a notícia ontem, no fim da tarde, da morte do seu filhinho de 4 anos, fiquei destruído, não consegui nem bater minha bolinha direito.
Uma criança.
4 anos, cara!
Não sei mensurar o tamanho da dor da família.
Uma perda irreparável.
Insubstituível.
Só desejar força e muita fé em Deus nesse momento.
E acreditar que todos estarão juntos novamente um dia.

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