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Cobranças, boatos e vitórias

Nos bastidores da bola

15/05/2026 às 14h37 Atualizada em 15/05/2026 às 14h59
Por: Emerson Luis
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Fotos: Richard Ferrari/BEC e Paulo Guilherme/CA Metropolitano
Fotos: Richard Ferrari/BEC e Paulo Guilherme/CA Metropolitano

Roteiro

Inquieto e perfeccionista ao extremo, costumo começar a escrever os artigos a partir de segunda-feira - o tema já começo a desenhar no fim de semana. 

Logo, o que vem a seguir, é um relato de terça-feira de manhã.

Mais exatamente na antiga Associação Artex.  

Antes, portanto, da vitória de quarta-feira, do Blumenau sobre o Hercílio Luz. 

Incêndio

“O bicho pegou na reapresentação. O homem (Daniel Carboni) estava enlouquecido, pagou geral, cobrança forte, pesada, tanto é que dois jogadores foram embora”.

Repórter

A confissão veio de um morador do Garcia, que estava dando a sua caminhada diária, no local onde o BEC treina

“Recado”

Achei um exagero, mas fiquei desconfiado, afinal na mesma terça-feira, o presidente fez uma publicação no Instagram, que me deixou intrigado. 

Cauê no seu primeiro jogo no BEC. Foto: Richard Ferrari/BEC

Tesão

A primeira impressão que tive, é que Cauê, de 18 anos, estava com fome, cheio de vontade, louco para entrar em campo.

Mesmo aos 48 minutos do 2º tempo.

Apuração

Claro, que antes de publicar qualquer coisa, procurei o dirigente.

Carboni confirmou que houve cobrança, sim.

Normal, habitual, nada acima do tom.

Estreia

Falou que a legenda da foto tinha como foco exaltar o primeiro jogo profissional do zagueiro.   

Que passou por Avaí e Chapecoense, disputou os Joguinhos Abertos por Indaial e estava jogando futebol amador no Real Glória.

Foi observado em treinos da base e agradou Carlos Correa. 

Normalidade

Daniel garantiu que ninguém foi dispensado, pois ele como gestor, não age de cabeça quente, de maneira impulsiva.

Disse que depois de ver o jogo ao vivo, o assiste novamente, com calma, em casa.

Analisa o que deu certo e o que deu errado.

No dia seguinte conversa com o departamento de Futebol, para depois, se necessário, racionalmente, tomar as decisões.

Fizesse o que "grita" a arquibancada e a Imprensa, seria ele mais um dirigente teatral, fazedor de média com a torcida, que costuma colocar a paixão acima da instituição  

Daniel Carboni. Foto: Reprodução/NDTV Blumenau 

Regra

Sobre a produção do time reserva, foi categórico ao afirmar, que não existe nenhuma formação, inclusive na Série A, no mesmo nível da principal (concordo plenamente). 

Também deixou claro, que pela ordem, o principal foco é a classificação (encaminhada) para a 2ª fase e o primeiro mata-mata da Série D - que garante a vaga para 2027. 

E naturalmente se manter na liderança da Série B e conquistar o acesso.

Entrega

Carboni ainda falou que não pode reclamar da falta de comprometimento do time.

Admitiu que o desempenho ficou abaixo do esperado.

Reconheceu os méritos do Fluminense - mesmo assim esperava pelo menos o empate.

Brown comemora o gol em Tubarão. Foto: Richard Ferrari/BEC

Bálsamo

No fim, nada melhor do que uma vitória, como essa no Anibal Costa, para acalmar os ânimos.

Com uma atuação segura, com uma equipe centrada e equilibrada, mesmo pressionada em alguns momentos (Ariel foi decisivo).

Tivesse sido derrotado no sul do estado, bem provável que uma "barca com pelo menos cinco atletas" poderia passar, como me informou (antes do resultado) uma fonte ligada indiretamente ao clube. 

Aferição

Por ora, não tem nada decidido, até porque não há motivos nesse momento.

De qualquer maneira, bom lembrar, existe uma reavaliação quinzenal do elenco.

Outro detalhe que impacta em uma posição, digamos radical, é que dispensa em futebol é um pepino. 

Muita gente pensa que jogador é CLT normal. E não é.

Trâmites

Carboni explicou que o atleta (e o treinador também) tem um contrato determinado para o trabalho.

Para o clube dispensá-lo tem de pagar o vínculo inteiro. 

Se tem acerto até dezembro, por exemplo, tem de bancar até o fim do ano.

Ou fazer um acordo ou ainda achar um outro time para encaixá-lo.

Não surpreende, a enxurrada (pode-ser até uma enchente) de processos trabalhistas que grassam no futebol brasileiro. 

Por isso, tudo é muito bem avaliado na SAF, completou.  

Planejamento

O certo é que a confiança foi reestabelecida.

Bem como a recuperação da liderança.

Foco total voltado para o Marcílio Dias, em confronto que vale o 1º lugar isolado do grupo, neste sábado (16), às 15h, no Sesi.  

Cobrança

Fiz a mesma pergunta para o presidente Lucas Zanotto.

Sobre a sua percepção e a do clube, no revés do Metropolitano para o Caravaggio.   

“Foi uma derrota meio amarga. Mas, ao mesmo tempo, a gente tem que respeitar o adversário também, pois é muito difícil jogar em Nova Veneza. O fator casa prevaleceu. Claro, a gente tinha chance de sair com o resultado. Só que o tropeço veio em uma excelente hora, já que a rodada ajudou. Temos confronto direto ainda com o Fluminense e com o Blumenau. De certa forma, a gente já levantou a cabeça, reuniu o grupo e vamos focar no jogo deste domingo (17), às 15h, com o Tubarão, no Sesi”.

DW em ação diante do Caravaggio. Foto: Juh_photos/CA Metropolitano

Adaptação

Assim como o Fluminense, o Caravaggio, inferior tecnicamente, foi mais intenso e vibrante, soube jogar um jogo de segunda divisão.  

O principal problema do Metrô foi a falta de pontaria. 

E lógico, a falha do goleiro Patrick, no começo do jogo, e as brechas que o time ainda permite ao adversário, nos contragolpes. 

Gian Rodrigues e elenco. Foto: Paulo Guilerme/CA Metropolitano

Confronto direto

Sigo com minha convicção. 

O time é bom, tem pontos fortes, vai seguir brigando pela vaga. 

Para isso precisa vencer o Tubarão, neste domingo (17), às 15h, no Sesi. 

Preços promocionais até à meia-note de sábado. Arte: CA Metropolitano

Clássico

As atenções se voltam para sábado e domingo.

Mas para semana que vem, previsão de um duelo bem interessante.

Com a possibilidade de se ter novamente a divisão da liderança - desde que o Fluminense não vença o Nação. 

Com mando do Metropolitano (90% a 10% na divisão das torcidas). 

Quarta-feira (20).

Às 15h.  

Horário que quebra todo mundo. 

Refletores do Sesi não vão ser trocados a tempo. Foto: Emerson Luis 

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Emerson Luis
Sobre o blog/coluna
Jornalista com ampla experiência na cobertura esportiva, Emerson Luis assina uma coluna de opinião dedicada ao esporte no Vale do Itajaí. Com olhar crítico, linguagem direta e paixão pelo que faz, analisa os bastidores, os destaques e os desafios do cenário esportivo regional. Mais do que informar, busca provocar reflexões e valorizar os protagonistas do esporte local.
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