
O GAECO do Ministério Público de Santa Catarina e a Polícia Civil deflagraram na manhã desta terça-feira (7) a Operação Pão e Circo, que investiga um cartel formado por empresários do setor de eventos que fraudavam licitações para dominar o mercado de shows com artistas de renome nacional. Foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios, sendo 18 em Santa Catarina e um em Porto Alegre, além de um mandado de prisão preventiva contra um empresário.
Segundo as investigações, os envolvidos manipulavam preços, eliminavam a concorrência e pagavam propina a agentes públicos para viabilizar o esquema, usando lavagem de dinheiro para ocultar os valores obtidos. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 9 milhões em bens e valores dos investigados, além de medidas como afastamento de funções, restrições para contratar com o poder público e proibição de contato entre investigados e testemunhas.
Entre os municípios catarinenses onde foram cumpridos mandados estão Indaial, Brusque, Itapema, Itaiópolis, Canoinhas, Mafra, Laurentino, Pouso Redondo e outros. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, uma vez que a investigação envolve pessoas com foro por prerrogativa de função. O caso tramita em sigilo.
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O nome da operação
O nome "Pão e Circo" faz referência à política dos imperadores romanos de controlar a população por meio de comida e espetáculos públicos, desviando a atenção dos problemas enquanto a nobreza acumulava poder e riqueza. A analogia remete ao esquema investigado, que usava shows e eventos públicos como meio para desviar recursos e perpetuar privilégios.
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