
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou que vai requisitar à Polícia Civil novas diligências para aprofundar a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo os promotores, a análise preliminar do inquérito revelou lacunas que impedem, no momento, a reconstrução precisa dos fatos.
A decisão envolve duas frentes do MPSC: a 10ª Promotoria de Justiça (Infância e Juventude), que avalia a participação de adolescentes em atos análogos a maus-tratos, e a 2ª Promotoria de Justiça (Criminal), que foca na conduta de adultos envolvidos.
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Além da agressão ao animal, o Ministério Público investiga a prática de coação no curso do processo. Há denúncias de que familiares dos adolescentes investigados teriam ameaçado o porteiro de um condomínio na região da Praia Brava.
A Promotoria Criminal quer detalhar esses episódios para confirmar se as ameaças têm relação direta com a tentativa de acobertar a agressão aos animais. Para dar suporte ao caso, o MPSC disponibilizou estruturas de elite, como o CyberGAECO, especializado em crimes tecnológicos, e o Grupo Especial de Defesa dos Direitos dos Animais (GEDDA).
Por envolver menores de idade, a investigação tramita em segredo de Justiça, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A lei proíbe qualquer divulgação de nomes, apelidos, fotos ou parentescos que permitam a identificação dos adolescentes.
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