
A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente apontado como o principal executor da agressão que resultou na morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. O pedido, que contou com o apoio do Ministério Público (MPSC), para impedir que o jovem deixe o país, uma vez que ele já havia viajado para os Estados Unidos logo após o crime.
A Polícia Federal também foi comunicada sobre a restrição. Para a Polícia Civil, a retenção do documento e o pedido de internação provisória são fundamentais devido à gravidade do ato infracional e ao risco de reiteração de fuga ou destruição de provas.
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Apesar do apoio à retenção do passaporte, o Ministério Público apontou "lacunas" no inquérito. As promotorias da Infância e Juventude e a Criminal informaram que requisitarão novas diligências para obter mais precisão na reconstrução dos fatos. O objetivo é detalhar a participação de cada um dos adolescentes envolvidos e confirmar se não houve outros crimes associados.
Além da agressão ao animal, a polícia investiga uma possível coação no curso do processo. Familiares dos jovens são suspeitos de ameaçar um porteiro de um condomínio na Praia Brava que poderia servir como testemunha.
A investigação foi complexa porque não existem imagens diretas do momento do ataque ao cão. Para indiciar o adolescente, a força-tarefa analisou mais de mil horas de gravações de 14 câmeras diferentes e ouviu 24 testemunhas.
O uso de tecnologias de melhoria de imagem permitiu identificar as roupas usadas pelo agressor e comprovar que ele saiu de casa na madrugada de 4 de janeiro, data em que o Orelha sofreu a pancada fatal na cabeça.
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