
Blumenau encerrou 2025 sem registrar casos de feminicídio consumado, algo que não ocorria há pelo menos dez anos. Entre 2020 e 2024, os registros variaram de um a quatro casos por ano, segundo dados do Observatório da Violência Contra a Mulher de Santa Catarina.
O resultado é atribuído à Rede de Proteção à Mulher de Blumenau, que reúne instituições das áreas de segurança, Justiça, saúde e assistência social. Fazem parte da rede a Rede Catarina de Proteção à Mulher do 10º Batalhão de Polícia Militar, a Comissão OAB Por Elas e a Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Vereadores.
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A rede atua oferecendo acolhimento, escuta qualificada, orientações e encaminhamentos, além de desenvolver ações de prevenção e conscientização na comunidade. Em 2025, foram realizadas palestras em escolas, hospitais e empresas. Para 2026, o programa será ampliado para a rede municipal de ensino, visando prevenção desde a infância e adolescência.
Segundo a procuradora Cristiane Loureiro, iniciativas como a Lei Força Delas, que garante aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres, complementam a atuação da rede no enfrentamento da violência doméstica.

Os dados mostram o alcance das ações: a Procuradoria da Mulher realizou 250 atendimentos, a OAB Por Elas registrou 177 atendimentos gratuitos, e 1.647 medidas protetivas estiveram ativas em 2025, com suporte de 25 advogadas voluntárias.
A Rede Catarina de Proteção à Mulher acompanhou 1.729 medidas protetivas, manteve 1.382 botões do pânico ativos e realizou 1.011 visitas preventivas, incluindo acionamentos da Polícia Militar. A Polícia Civil de Blumenau encaminhou 1.431 medidas protetivas de urgência, instaurou 1.145 procedimentos policiais e cumpriu 63 mandados.
O conjunto de ações evidencia que o trabalho articulado da rede contribui para a prevenção da violência extrema contra a mulher e garante suporte às vítimas.
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