
Propósito
Tem coisas na vida que não dá para abrir mão.
Que não se pode deixar passar.
Ainda mais quando você depende apenas da sua capacidade para conseguir o objetivo.
Blumenau
São três frustrações em um espaço de 10 meses.
Dentro de casa.
Diante da torcida.
2025
Série B - eliminado pelo Camboriú.
Copa Santa Catarina - se passasse pelo Joinville faria a final com o Figueirense.
2026
Série D - com a derrota para o São Luiz RS, deixou de garantir vaga em 2027.
E não é questão de sapo enterrado no Sesi, não.
É competência na hora H.
É perfil de atleta.
E lógico, adversários mais preparados para confrontos decisivos.
Predileção
A Copa Santa Catarina, que deve começar entre o final de agosto e começo de setembro, pode ser a tábua de salvação, não só do Blumenau, mas também do Metropolitano - o Conselho Técnico deve ser realizado no final do mês.
São duas vagas em jogo.
Uma para a Série D e outra para a Copa do Brasil de 2027.
Não custa lembrar.
Se o BEC tivesse avançado para a 3ª fase, poderia optar em jogar a Copa do Brasil - se fosse longe, lógico, na Copa SC.
No Metropolitano ainda não se sabe qual vai ser a prioridade - o foco no momento é, e sempre foi a Série B.
De qualquer forma, essas probabilidades não mudam a preferência das duas torcidas.
O acesso estadual.
E naturalmente, a desgraça do ríval.
Virada da chave
Expressão comumente utilizada após um revés.
De fato, passou, é olhar para frente.
No entanto, não dá para esquecer da atuação morna do time contra os gaúchos de Ijuí.
A falta de apetite para liquidar a partida- especialmente no 1º tempo.
Também não dá para ignorar, o pífio aproveitamento nos pênaltis.
Jogo é jogo
“Cobraram os de melhor aproveitamento nos treinos”.
Essa foi a resposta do Douglas Atkienson, assessor de Comunicação, quando questionei qual foi o critério usado pela comissão técnica na escolha dos batedores.
A coincidência é que todos vieram do banco - e todos são relativamente jovens.
Victor Hugo - 21 anos.
Gustavo Pereira - 23.
Kevyn Moreira - 24.
Gustavo Brandão - 25 - o único que acertou (entrou só para bater o penal mesmo).
Perfil
Fala-se muito que pênalti é momento, é confiança, é tranquilidade.
Por isso mesmo não consigo entender porque o capitão Marcão, 37 anos, que estava com a motivação alta após o gol de empate, não chamou a responsabilidade.
O mesmo vale para quem continuou em campo como Marquinhos Pedroso (32).
É só uma percepção, um chute, mas duvido que bateriam tal mal - Victor Hugo até cobrou bem, mas Gabriel catou.
Outros titulares, rodados, não estavam mais em campo.
Wellisson, expulso; Vinícius Jaú, Álvaro, Jonathan Cabeça e Josué, substituídos.
Mesmo mal no jogo, muito bem marcado, não entendi a entrada de Gustavo Pereira no lugar de Josué no intervalo.
Josué e Jaú não poderiam ter mudado de lado?
Não era muito cedo para abrir mão da velocidade e insistir apenas na manjada jogada pela direita entre João Vitor e Jaú?
Jonathan Cabeça passou a jogar na lateral para liberar JV, mas não deu certo.
Foi o momento certo de sacar o próprio Jaú e até mesmo Álvaro?
Mesmo cansados?
O jogo se encaminhava para a decisão na bola parada - as trocas aconteceram aos 30 minutos.
E os dois, certamente, não refugariam.
Série B
O Blumenau não tem mais a desculpa de jogar duas competições, na quarta, domingo, sábado, terça…
As viagens longas, chatas, cansativas...acabaram.
São mais três tiros curtos.
Joinville, 125 km - neste sábado (4), às 15h, Fluminense.
Palhoça, 150 km - dia 19, Guarani.
Jaraguá do Sul, 60 km - dia 26, Jaraguá, na ultima rodada.
7 jogos
O time voltou a depender só do seu desempenho para subir, já que faz o confronto direto diante do Hercílio Luz, dia 11, sábado, às 11h, no Sesi.
O torcedor só não está mais emputecido por conta dessa possibilidade.
Contudo, vai se afastando diante das frustrações.
Os números não mentem.
17/08/2025. BEC x Camboriú. Público: 3.144
09/11!2025. BEC x Joinville. Público: 3.043
27/06/2026. BEC x São Luis RS. Público: 1.703
É extremamente positivo o que foi alcançado desde a criação da SAF - diretoria e departamento de Futebol falam muito sobre isso.
O BEC ressurgiu.
Mais não adianta ter melhor campanha e na hora que o bicho pega, pipocar.
Existe ainda a possibilidade real e iminente de redenção.
Metropolitano
Um time considerado favorito ao título não pode empatar contra um adversário que luta contra o rebaixamento - mesmo jogando como visitante.
A equipe teve mais volume, mais chances, mas não empolgou, não teve capacidade para furar o bem armado e disciplinado ferrolho do Nação.
Foi previsível, lenta, abusou dos chuveirinhos.
Faltou tesão, intensidade, fome, sede de vitória.
Animosidades
O ambiente, que até o jogo contra o Hercílio Luz era bom, começou a esquentar com a briga entre os próprios torcedores na arquibancada do Anibal Costa - teve o envolvimento da turma que viajou com o presidente.
Ficou mais pesado na chegada do ônibus à Blumenau,
A atmosfera piorou depois do jogo em Joinville, com o bate-boca entre Ruan Marvyn e um torcedor - o zagueiro não gostou da cobrança exagerada.
Sensações
Foi criado um cenário de estresse e pressão para o jogo decisivo (mais um) contra o Caravaggio.
O técnico Gian Rodrigues costuma dizer ao elenco que a vitória e a derrota precisam ser sentidas em 24h.
De todo modo não sei como se está trabalhando o emocional dos atletas - a maioria experientes e acostumados com cobranças.
Também não faço ideia de que maneira os torcedores vão se comportar na arquibancada.
Certo mesmo seria todo mundo esfriar a cabeça e se ajudar.
Focar no que realmente interessa.
E seguir vivo, sonhando com o acesso.
Pois o campeonato segue aberto.



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