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Gaeco faz operação contra fraude cibernética que desviou mais de R$ 330 mil de universidade em SC

As investigações seguem sob sigilo e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

15/01/2026 às 10h15
Por: Maurício Cattani
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Foto: Gaeco/Divulgação
Foto: Gaeco/Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Blind Eye para desarticular um esquema de fraude financeira que desviou mais de R$ 330 mil de uma instituição de ensino superior sediada em Santa Catarina. A ação é realizada pelo CyberGAECO, em conjunto com a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Chapecó.

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Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás e do Rio Grande do Sul. Segundo a investigação, o foco desta fase é desarticular a logística financeira do grupo criminoso, formado por uma rede de colaboradores que atuavam como “laranjas conscientes” na recepção e dispersão dos valores desviados.

De acordo com o MPSC, além das buscas, a Vara Regional de Garantias da Comarca de Chapecó autorizou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados. As medidas permitiram rastrear uma rede de contas utilizada para pulverizar o dinheiro, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro para dificultar o rastreamento dos recursos.

A investigação aponta que o crime foi cometido com o uso de malwares bancários de alto nível. Os suspeitos teriam capturado as credenciais de acesso de uma funcionária da instituição e realizado, em poucos minutos, transferências via Pix, TED e pagamentos de boletos, somando R$ 339.930. Para ocultar a origem dos acessos, os criminosos utilizaram infraestrutura internacional, incluindo VPNs com servidores na Holanda.

Apesar disso, a análise técnica conseguiu mapear o caminho do dinheiro e identificar contas bancárias criadas especificamente para receber e movimentar os valores ilícitos. Segundo o GAECO, os titulares dessas contas participaram conscientemente do esquema, cedendo seus dados em troca de vantagens financeiras.

A operação contou com apoio do GAECO do Ministério Público de Goiás, das Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Goiás, além da ROTAM e da Polícia Militar de Goiás.

O nome da operação, “Blind Eye” (Olho Cego), faz referência à Teoria da Cegueira Deliberada, que caracteriza a conduta de pessoas que, mesmo diante de fortes indícios de ilegalidade, optam por ignorar a origem criminosa do dinheiro em busca de lucro fácil.

Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para perícia. As investigações seguem sob sigilo e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

 
 
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