14°C 24°C
Blumenau, SC

Postos de combustíveis em SC e outros estados são investigados por fraude e ligação com facção criminosa

A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em Itajaí, no Litoral Norte e Criciúma, no Sul do estado.

28/08/2025 às 09h50 Atualizada em 28/08/2025 às 16h36
Por: Maurício Cattani
Compartilhe:
Foto: Gaeco/Divulgação
Foto: Gaeco/Divulgação

Na manhã desta quinta-feira (28), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), cumpriu três mandados de busca e apreensão em Itajaí, no Litoral Norte e Criciúma, no Sul do estado. A ação faz parte da Operação Carbono, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) para desarticular um esquema bilionário de adulteração e fraude no mercado de combustíveis, com participação de integrantes de facções criminosas.

A força-tarefa reúne cerca de 1,4 mil agentes do MPSP, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Polícias Civil e Militar, Receita Federal, Secretaria da Fazenda de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP). Os mandados são cumpridos em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Fraude com metanol

Segundo as investigações, a fraude passava pela importação irregular de metanol, produto altamente inflamável e tóxico, que chegava pelo Porto de Paranaguá (PR). Em vez de seguir para os destinatários legais, o material era desviado e transportado clandestinamente para postos e distribuidoras, onde era usado para adulterar combustíveis.

O esquema teria movimentado bilhões de reais e envolvia adulterações qualitativas (combustível fora das especificações) e quantitativas (volumes menores que o informado na bomba). Em mais de 300 postos de combustíveis foram detectadas irregularidades.

✅ Clique aqui para entrar no grupo do AJ Notícias no WhatsApp

Envolvimento de facção criminosa

De acordo com o MPSP, uma facção criminosa está associada a uma rede de organizações que se infiltraram no setor de combustíveis e no sistema financeiro para dar aparência de legalidade ao esquema.

Proprietários de postos que venderam seus negócios sem receber os valores acordados relataram ter sofrido ameaças de morte ao tentar cobrar as dívidas.

Rastro financeiro

As investigações apontam que os lucros eram ocultados em uma rede de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs controladas pelo crime organizado, dificultando o rastreamento dos recursos. O dinheiro teria sido usado para comprar usinas sucroalcooleiras, distribuidoras, transportadoras e postos de combustíveis, ampliando a atuação do grupo.

Bloqueio de bens

Além das medidas criminais, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP) pediu o bloqueio de bens dos investigados. O valor do tributo sonegado ultrapassa R$ 7,6 bilhões, segundo o Ministério Público.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Blumenau, SC
20°
Tempo nublado

Mín. 14° Máx. 24°

20° Sensação
0.45km/h Vento
85% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h32 Nascer do sol
06h02 Pôr do sol
Sáb 21° 13°
Dom 22° 16°
Seg 21° 18°
Ter 21° 18°
Qua 26° 17°
Atualizado às 18h01
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,42 +0,19%
Euro
R$ 6,35 +0,44%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 622,130,96 -3,35%
Ibovespa
141,422,27 pts 0.26%