
Goleada
Florianópolis sobrou nos Joguinhos Abertos.
Ficou 99 pontos à frente de Blumenau, 5º colocado.
O segundo pior desempenho da história, desde quando a competição foi criada, em 1988.
Superior apenas ao 6º lugar de 2025.
Quando somou 69 pontos.

Declínio
Blumenau só foi campeão com o karatê feminino.
Já Florianópolis ergueu nove troféus de 1º lugar (ciclismo feminino, jiu-jitsu masculino, jiu-jitsu feminino, judô masculino, judô feminino, skate masculino, skate feminino, tênis masculino, voleibol masculino).
Jaraguá do Sul, seis (basquete masculino, futsal feminino, futsal masculino, natação masculino, tênis de mesa feminino, xadrez masculino).
Jogos Abertos
Usar os JASC como parâmetro é covardia.
São 44 conquistas em 61 edições disputadas - os últimos êxitos foram em 2018, 2019, 2020, 2021 e 2024.
Quem chega "mais perto" é Florianópolis, com oito canecos.
Joguinhos Abertos
Agora, quando se trata de eventos da base, nos últimos anos, Blumenau vem despencando no ranking.
A cidade chegou a ser soberana na década de 90.
Era dominante nessa faixa etária dos 15 aos 18 anos.
Ainda tem 14 títulos no total - o último foi em 2021, após um jejum de 10 anos.
No entanto, fomos suplantados por Joinville, campeão 16 vezes.
Olesc
Aqui, na competição que nasceu em 2001, com atletas de 13 a 16 anos, a superioridade é muito maior.
Diria, esmagadora.
12 títulos para Joinville - atual campeão.
Contra quatro de Blumenau - 2007, 2012, 2013, 2018.
Jaraguá do Sul já está na cola - 2001- 2002- 2021.
Bem como Criciúma - 2011, 2014.
Legado
Nada vem acontecendo por acaso.
O rombo de R$ 372 milhões, que atingiu todas as secretarias, agravou a crise.
Todo mundo teve de reduzir gastos, se adequar.
Lógico que o esporte (como sempre) foi atingido pela afiada tesoura.
Redundando em cortes no orçamento das equipes e salários atrasados.
Futuro
A minha preocupação não são os resultados (tão cobiçados pelos dirigentes), e sim, a formação, a motivação, a continuação da carreira.
No fim, você depende de resultados, de pódios, de bolsas.
Para receber um salário, digamos, digno.
E uma proposta para defender outro time ou município.
Daniel Passold Filho
Como foi o caso do remador do América.
Sempre me intrigou fato de um atleta tão vitorioso, seguir atuando por aqui.
Prata da casa, identificado com o clube onde começou na Iniciação Esportiva, família, amigos, relacionamentos, uma bolsa relativamente boa por ser tricampeão Sul-Americano, campeão Pan-Americano, presença em mundiais, cinco anos na seleção brasileira...
Tudo isso, o mantinha motivado e focado,
Só que não deu mais para segurar.
Pinheiros -SP
O blumenauense está indo para uma potência nacional.
O América também é referência.
Contudo, guardadas as devidas proporções, não dá para comparar as estruturas e os incentivos.
Em São Paulo, dependendo da sua adaptação, Daniel tem tudo para se tornar um profissional ainda mais qualificado, com condições ainda maiores de alcançar seu grande objetivo, que é disputar uma Olimpíada.
Regra
As dificuldades para viver do esporte existem em todos os lugares.
Blumenau não é uma exceção.
De qualquer maneira, já faz um tempo que estamos sendo engolidos pelos vizinhos.
Que pagam melhor.
Que cobram menos.
A concorrêcia faz parte do jogo.
Aceitação
O que não pode é normalizar a situação.
Levar uma surra dentro de casa e achar que está tudo bem.
A realidade precisa ser mostrada e ampliada - embora isso esteja cada vez mais difícil.
Basta ver as narrativas e manchetes, vagas e superficiais - como essa da foto no elevador do meu prédio.
Tamo junto
Contribuem para a nossa derrocada, o enfraquecimento da Imprensa (não há mais contextualização dos fatos).
Da omissão de técnicos (muitos deles dão aulas em escolas particulares e não vão bater de frente com o sistema).
E até mesmo o puxa-saquismo de alguns aspones (que se dão ao trabalho de curtir uma simples publicação com palminhas, bíceps, fogo e carinhas de felicidade.
Blumenau
Quem te viu, quem te vê.

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