
Realidades
Santa Catarina e Hercílio Luz foram melhores nos dois jogos.
Não só foram.
São melhores do que Blumenau e Metropolitano.
Lá na frente, após as oito rodadas, talvez isso possa mudar. Talvez.
No momento, Hercílio e Santa são mais organizados, entrosados, seguros e confiáveis.
Atrativos
Perderam, é verdade, assim como os times daqui, uma ou outra peça de destaque - o Metropolitano foi quem mais sofreu.
Só que ambos buscaram reposições, no mínimo, à altura dos que saíram.
Foram mais agressivos e assertivos no mercado.
Bem provável, por terem mais recursos.
E condições de seduzir um atleta, com um contrato mais longo, por exemplo.
Até porque, a dupla vai jogar a Série A estadual, em 2027.
Rivais
É sensato supor que os nossos representantes não vão ter vida fácil para se classificar às semifinais.
O Barra já tem vaga na Copa do Brasil e na Série C - deve vir com a garotada.
É o mesmo perfil do Nação.
Até aí, em tese, dois concorrentes a menos.
Já o Figueirense vem sedento pela Copa do Brasil.
E o Marcílio Dias vai incomodar.
Marinheiro
Assisti no canal do Metrópoles Esportes, no YouTube, a vitória justa do Marcílio sobre o Joinville por 4 x 2.
A equipe de Itajaí manteve a base que avançou até a 3ª fase da Série D (por isso está garantido em 2027) e ainda trouxe reforços pontuais.
Como o meia-atacante Lucas Evaristo, que foi o artilheiro da Série B com 12 gols.
E o centrovante Cristiano, ex-Metrô, que começou no banco, entrou na etapa final e deu a assistência (fez a parede depois de um lateral) para o gol justamente do ex-meia-atacante do Caravaggio.
Até Zé Mendes, ex-BEC, foi bem, fez gol, porém se machucou (adutor) e deve ficar fora pelos próximos 15 dias.
O Marcílio perdeu Davi Torres (Brasil RS), mas trouxe do Joinviille o lépido ponta haitiano Garrinsha.
Dessa forma, pode se afirmar, que o Metropolitano terá um oponente bem encardido na próxima segunda-feira (7), às 15h, no Sesi.
Transpiração
O que já era previsto se confirmou.
Por conta do corte de gastos e aposta em jogadores mais jovens, o time (o elenco) enfraqueceu tecnicamente.
Fazer uma cobrança tática mais contundente nesse momento, pode soar exagero - Cassius Hartmann foi anunciado no dia 7 de agosto.
Embora nesse período estejam computados dois jogos-treino (Athletico e Santa Catarina).
O torcedor vai ver em campo um grupo que se doa mais, que corre mais, mas que é inferior àquele vice-campeão da segundona.
É preciso ter um pouco de paciência e esperar para ver como a equipe vai se comportar daqui em diante.
Precaução
De todo modo, se imaginava, por ser o primeiro jogo, fora de casa, com gramado ruim, um esquema mais cauteloso.
O treinador foi ousado, porém começar a partida com três atacantes diante de um Hercílio Luz arrumado e com a confiança em alta, não foi a melhor escolha.
Mesmo que Cassio Hartmann tenha dito que teve o controle da partida depois das mudanças no intervalo e no decorrer do 2º tempo, o Hercílio foi dominante.
Previsibilidade
No Sesi não foi diferente.
Por mais que tenha colocado três bolas na trave, no aspecto geral, o Santa Catarina foi superior e mais efetivo.
Não fosse Glédson, em determinados momentos do confronto, o placar poderia ter sido maior.
O Blumenau usou praticamente o mesmo time (e os mesmos reservas) que vinham atuando.
Reforços
A novidade foi Rafael Cruz, que ocupou a vaga de Júnior Sergipano, que sentiu fadiga muscular e foi vetado.
O zagueiro, que esteve em campo em todos os 18 jogos do Caravaggio, não foi bem. Tanto é que foi substituído pelo lateral João Pedro - Marquinhos Pedroso foi recuado.
Outra "cara nova" foi Diego Jardel.
Muito bem marcado (assim como João Vitor, Vinícius Jaú e Josué), foi substituído aos 14 minutos da etapa final por Gustavo Oliveira, outro velho conhecido.
Bastou o Santa anular os pontos fortes (e previsíveis) para o BEC não render.
Com as entradas de Tinoco (Jaú), Gustavo Modesto (Marquinhos Pedroso) e Henrique Zen (Anthonio) houve um crescimento na reta final.
Insuficiente para buscar, no mínimo, o empate.
Azarão
Em tempo, apesar de enfrentar um grupo todo reformulado (só dois remanescentes, entre eles o bom atacante Kennedy), o Joinville de Diego Souza tem bons valores individuais e deve dar trabalho neste sábado (5), às 15h, mesmo em Jaraguá do Sul - o gramado da Arena está recebendo piso sintético.
Bode expiatório
A torcida mais uma vez voltou a pedir a cabeça de Carlos Correa.
De todo modo, é preciso entender o que se passa nos bastidores e não espinafrar apenas o técnico.
Ele tem sua culpa, é verdade, já que o Blumenau segue previsível - só não foi apático no clássico.
Pelo contrário.
Fez uma grande atuação.
Correa merece um crédito de confiança porque soube que tem sido um bombeiro (ou seria um banqueiro) no dia a dia.
Queda de braço
Isso desestabiliza o ambiente e afeta qualquer jogador - mesmo quem possui um padrão financeiro independente.
Também me disseram que os jogadores não se manifestam porque têm medo de serem dispensados, até porque a Copa SC é a ultima competição da temporada e o atleta precisa de visibilidade.
No fim, quem tem brigado pelos jogadores (pelo menos alguns) são os seus empresários.
Tanto é que o representante do volante Emerson Silva teve um enrosco pesado com um dirigente na semana passada.
Como resultado, o volante treinou em separado, foi afastado, cortado da relação do jogo contra o Santa Catarina, e foi embora.
Simplesmente o melhor volante do time.
Conforme informações de bastidores, por ter um contrato até o final de 2027 e um salário considerado alto para o padrão atual, o "acordo" teria sido bom para as duas partes.
Espera-se de uma vez por todas que o problema seja resolvido para não gerar uma iminente reação em cadeia.
A queda de rendimento, a partir do mata-mata com o São Luiz RS e na reta final da Série B, não foi mera coicidência.

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