
Crise
Pedido de impeachment.
Auditoria.
Limitação de poderes.
Gestão temerária.
Quebra de confiança.
Cláusula de exclusividade com investidor.
Distrato com a SAF.
Atraso no plano de pagamento da Recuperação Judicial (RJ).
Rebaixamento para Série B.
Eliminação na 1ª fase da Série D.
Pedido de licença do cargo.
Satisfação
Não poderia haver um enredo mais atribulado para o presidente do Joinville.
Dartanhan de Oliveira contrariou o dito popular de que o raio não cai no mesmo lugar duas vezes.
A sua cabeça vem sendo pedida com frequência em uma bandeja - assumiu em 2022 com chapa única.
Ele pode estar todo enrolado ou encrencado.
Deve ter errado mais do que acertado.
No entanto, uma coisa não pode deixar de ser ressaltada.
Ao convocar em agosto uma entrevista coletiva de mais de uma hora para falar do seu retorno (antecipado por causa da renúncia do vice-presidente e presidente em exercício), colocou a cara a tapa e não se omitiu.
Sabatina
Não relutou em responder as perguntas da mídia esportiva joinvilense - muito mais forte, crítica e engajada do que a nossa.
Admitiu sua parcela de culpa.
Reconheceu que tomou decisões precipitadas.
Ao mesmo tempo, como líder do projeto, apresentou propostas, se prontificou a encontrar soluções para amenizar a crise - a dívida gira em torno de R$ 50 milhões..
Copa SC
Darthanhan antecipou R$ 600 mil da tiqueteira (ingressos) para dar uma arrumada na casa e colocar o time em campo - só de taxas de inscrição de atletas na FCF foram R$ 75 mil.
Pagou os salários atrasados (quase três meses) dos colaboradores e dos seis jogadores remanescentes - ainda negocia com quem saiu.
Apresentou os nomes de sete garotos promovidos da base - na expectativa de vender pelo menos um deles ainda este ano.
Listou os 20 contratados - dos quais 11 vão ser bancados por clubes de origem.
Estipulou a folha mensal em R$ 159 mil - CLT, imagem e moradia.
Além dos R$ 30 mil da comissão técnica - chefiada por Diego Souza.
Também destacou o aluguel do Estádio João Marcatto e o transporte até Jaraguá do Sul - R$ 15 mil por jogo.
Tudo explicado e documentado em 50 páginas - e apresentado ao Conselho Deliberativo, o mesmo que não tem concordado com suas ações.
Fayr Play Financeiro
Mas por que cargas d'água esse cara está escrevendo sobre o JEC?
Justamente porque a gente não vê por aqui ninguém falar franca e abertamente sobre esses temas "espinhosos".
Como negociações, venda de atletas, empréstimos, rescisões, contratações, salários, fundos, quotas, aportes, recursos, dívidas, empréstimos, credores, LA, SAF, RJ, CT...
Uma caixa de Pandora.
Por que os clubes daqui não alertam ou tranquilizam seus torcedores?
Não apenas com textinhos básicos e floreados nas redes sociais - cheios de consentimentos e palminhas.
Sócios e torcedores estão desanimados diante dos últimos resultados em campo.
Lançar um alerta sobre as iminentes dificuldades ou criar uma perspectiva positiva sobre o futuro, seria sensato.
Respostas
O problema é que existe uma condescendência geral.
A maioria da Imprensa e dos torcedores faz ouvidos de mercador.
Só um ou outro que não fica resignado.
É preciso cobrar respostas, colocar o dedo em algumas chagas.
Quebrar o silêncio e o embaraço.
Pois alguns esclarecimentos se fazem necessários.
Rumores
Boatos têm vida própria e criam ervas daninhas.
A não ser que sejam cortados.

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