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Blumenau, SC

Estreia, vitória e mistério

Vencer, convencer, esconder o jogo

24/04/2026 às 15h26 Atualizada em 24/04/2026 às 16h50
Por: Emerson Luis
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Fotos: Juhphotos_/CA Metropolitano e Lucas Rodrigues/BEC
Fotos: Juhphotos_/CA Metropolitano e Lucas Rodrigues/BEC

Peninha

O produto final do futebol é o resultado.

Cláudio Roberto Reinert usava a frase com frequência, nas transmissões e nos programas esportivos, fosse no rádio ou na televisão.

O bom e velho "Pena" (amado e odiado por ser autêntico) faz falta no nosso meio. 

Oposição

A propósito, quem tem opinião nessa cidade?

Política, econômica, social, cultural, esportiva...

Raros - cada vez mais raros.

A galera não tem mais saco, motivação ou paixão pela profissão.

A ignorância das pessoas passou dos limites. 

Chega uma hora que cansa. 

Situação

Quem ainda está na lida é porque precisa mesmo.

Outros têm acordos e prazos com patrocinadores para honrar.

Melhor mesmo, como muitos já fazem, é se encostar em alguma repartição.

Ou fazer o trivial, se omitir, perguntar e responder, concordar bovinamente com tudo, cumprir tabela.  

Estão errados?

Claro que não. 

O amanhã é imprevisível.  

Welves em ação contra o Azuriz PR. Foto: Richard Ferrari/BEC

Liderança

Enquanto esse dia não chega, pode se dizer que bem provável que diante do Marcílio Dias, a capacidade do Blumenau, será de fato, colocada à prova. 

Se voltar do litoral com um ponto, ótimo - trouxe três de Porto Alegre, que lhe garantiram gordura na classificação. 

Wellisson 

O "tanque" faz falta. 

Até treinou essa semana. 

Vai viajar para Itajaí.

Contudo, vai ser dúvida até a divulgação da escalação. 

Mercado

Não há no elenco ninguém com suas características.

Por isso, a diretoria está em busca de dois atacantes.

Não tá fácil. 

Tem clube até mesmo da segundona estadual pagando mais. 

Altos e baixos

Não dá para atribuir a queda de rendimento contra o Azuriz PR, apenas na conta da sua ausência.

Conversei com alguns torcedores.

Ninguém gostou do desempenho.

Diante do Tubarão também - aqui dá para dar um desconto porque foi usado o time reserva. 

O paradoxo é que para alguns jogadores e o técnico, que concederam entrevistas após os dois jogos, a equipe foi bem, teve até quem disse que as atuações foram ótimas.   

Sinais

O que deixa o torcedor desconfiado é que, contra o Brasil RS, ele viu um BEC brigador, aceso, concentrado, sintonizado, decidido. 

E em seguida, a postura foi diferente. 

A vitória veio. Isso é o que importa". "Estamos no caminho".

Não dá para tirar a razão. 

Como contestar 9 pontos em 3 jogos?

O receio é um iminente mata-mata e até mesmo a sequência de 18 jogos na Série B. 

Série B

Mesmo com a formação reserva e apenas Vinícius Jaú como titular - só começou o jogo porque Welves estava suspenso pela expulsão no Carlos Renaux - o 0x0 com o Tubarão foi ruim. 

A equipe apresentou individualidades interessantes como os laterais Pedrinho e João Pedro e o zagueiro Wesley.

Por outro lado, teve jogador que não aproveitou a oportunidade.  

Tropeço

Se Caio Mota tivesse aberto o placar no 1º tempo, a história do jogo poderia ter sido outra.

De todo modo, o crescimento na partida só veio (e naturalmente as chances), após as entradas na etapa final de Josué (12 minutos) e Anthonio (aos 34).   

Conjecturas

Existe o temor natural da carga (expressão bastante usada ultimamente) que cada atleta recebeu até aqui. 

E a apreensão com a maratona que está por vir. 

Mesmo assim, "ignorando" a ciência e os números, um ou outro titular poderia ter começado o jogo. 

A chance de construir a vitória e gerenciar o placar seria maior. 

Bem como menor seria a probabilidade de queimar substituições.

18 finais

Internamente, a expressão foi muito utilizada antes da estreia.

Logo, o BEC perdeu a primeira decisão. 

Mesmo com formação A, B ou C, não dá para deixar de somar pontos em casa. 

Os concorrentes agradeceram. 

Vinícius Jaú contra o Tubarão. Foto: Richard Ferrari/BEC

Enigma

O Metropolitano adotou a mesma frescura, ops, postura do rival.

Imagens de treinamento tático não pode mostrar.

Aquecimento, bobinho, petelecos…está liberado.

Lei

Ratifico o que já coloquei aqui nesse espaço.

Respeito, mas não concordo com tal conduta.

Considero um exagero. 

Ninguém quer atrapalhar.

Muito menos fornecer "arma" para o "inimigo". 

Se pedir pra não mostrar lance de bola parada, desligamos a câmera e pronto. 

Tino

Em um passado recente, no próprio Metrô, usava-se esse expediente.

Sempre conseguimos trabalhar. 

Sem estresse, com bom senso, com conversa e bons modos.

Dos dois lados.  

Faniquito

Não pode é treinador querer fazer média com o grupo e com seu departamento de Futebol e ainda dar chilique.

Essa praga, ops, filosofia, está impregnada no futebol.

Parece não ter mais exceção.

Trabalho com bola na Altona. Foto: Juhphoto_

Mídia

O Blumenau tem a BEC TV.

Além das imagens (básicas por conta dessa rigidez), produz entrevistas.

Que quebram o galho de muita gente.

O Metropolitano tem feito por meio de sua Assessoria de Comunicação várias filmagens (inclusive de bola rolando). 

Discernimento

Estive na Associação Altona nesta sexta-feira (24).

Conversei com Rodrigo Gaio e Gian Rodrigues.

Previamente combinado que não poderíamos filmar bola parada e fazer só duas perguntas para cada um. 

Dei migué. 

Fiz cinco questionamentos para o treinador e oito para o meia-atacante - as entrevistas foram curtas. 

Nenhum atrito. 

Aliás, vale destacar que o Paulo Guilherme, a Juh Souza (Metrô), o Douglas Atkienson e o Lucas Rodrigues (BEC) são gente boa e fazem um trabalho exemplar.

No fim, cumprem ordens, como qualquer colaborador. 

Conjecturas

Diante desse sigilo "paranoico" não tem como fazer uma projeção sobre a estreia. 

Entendo de alguma forma a preocupação de Gian Rodrigues.

Já que ele não tem a confirmação se poderá contar com os seus 11 titulares - depende da liberação no BID. 

Vai ser assim com o Metropolitano.

Foi assim com o Blumenau.

Tem de esperar jogar para compor alguma avaliação.

Gian Rodrigues durante o treino. Foto: juhphoto_

Prognóstico

De qualquer maneira, projetando o perfil dos 28 reforços e mais 5 garotos do Sub-18, a LA aparentemente montou um grupo bem interessante, mesclado com juventude e experiência, e um treinador de personalidade que, apesar de nunca ter trabalhado em SC, entende do riscado. 

Apontar favoritismo somente se baseando na teoria é difícil.

Mas esse time pode aprontar e até mirar o acesso, se tudo ocorrer bem, dentro e fora de campo. 

As vitórias de 3x0 sobre os reservas e alguns garotos do Santa Catarina e de 2x0 diante do Juventus de Jaraguá do Sul, são bons indicativos. 

Youtube

Nos resta, então, assistir a transmissão do Grupo Weg Esportes TV, neste sábado (25), às 15h, direto de Palhoça.

E em seguida, às 17h, pelo Metrópoles Esportes, Marcílio Dias x Blumenau.

 
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Emerson Luis
Sobre o blog/coluna
Jornalista com ampla experiência na cobertura esportiva, Emerson Luis assina uma coluna de opinião dedicada ao esporte no Vale do Itajaí. Com olhar crítico, linguagem direta e paixão pelo que faz, analisa os bastidores, os destaques e os desafios do cenário esportivo regional. Mais do que informar, busca provocar reflexões e valorizar os protagonistas do esporte local.
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