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Time grande

Titulares, reservas ou formação alternativa?

17/04/2026 às 13h45 Atualizada em 17/04/2026 às 14h38
Por: Emerson Luis
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Foto: Emerson Luis
Foto: Emerson Luis

Ineditismo

O Blumenau vai protagonizar um momento único.

Na verdade, o futebol profissional da cidade.

Não lembro de algum clube ter participado de duas competições ao mesmo tempo. 

Seja BEC, Metropolitano ou até mesmo Palmeiras e Olímpico, no passado. 

O Blumenau original disputou quatro jogos da Copa do Brasil.

Dois confrontos contra o Operário MS (empate de 1x1 no Sesi e vitória de 1x0 em Campo Grande).

E duas partidas diante do Flamengo (duas derrotas de 3x1, no Sesi e no Maracanã).

Em julho de 1989.

Flamengo e Blumenau no Maracanã. Foto: Internet 

Série B

No segundo semestre também jogou o Campeonato Brasileiro, denominado, na ocasião, de Divisão Especial.

Com 96 equipes - o Bragantino foi o campeão.  

O BEC fez parte de um grupo com Brusque, Marcilio Dias, Juventude RS, Glória RS e Esportivo RS.

Fez a melhor campanha.

Mas acabou eliminado na 2ª fase pelo Criciúma (duas derrotas por 1x0).

BEC no Sesi em 1989. Foto: Internet 

Segunda Divisão

Seguiu na disputa do Campeonato Brasileiro em 1990 - agora com 24 representantes - o Sport foi o campeão.

Encarou Atlético Paranaense, Coritiba PR, Juventude RS, Joinville e Criciúma - acabou na vice-liderança do grupo.

Em seguida teve como adversários Guarani SP, XV de Piracicaba SP e Criciúma - foi o último colocado. 

Série C 

Em 1992 participou da Série C - não existia Série D na época.

Contra Chapecoense, Operário PR e Maringá PR.

Fez 1 ponto em 6 partidas.

Foi o lanterna entre os 31 integrantes - a Tuna Luso PA ficou com a taça.

Os resultados já eram reflexo da sua derrocada fora de campo.

Juventude e Metrropolitano em Caxias do Sul. Foto: Internet

Metropolitano

O mesmo se aplica ao rival. 

Que chegou a ser recordista de participações na Série D.

Oito vezes, de 2010 a 2017.

A melhor de todas foi em 2013.

Chegou às quartas de final.

Quando disputou o acesso com o Juventude RS. 

No Sesi, 2x2.

No Alfredo Jaconi, 0x0.

Os dois jogos em setembro. 

Hora H

Isso significa que o Blumenau vai se dar ao luxo (ou não) de usar dois times diferentes, a partir deste fim de semana.

Parece ser um negócio bem atrativo.

Entretando, pode se tornar um dilema. 

Sobretudo para quem tem um elenco enxuto, como o do BEC.

E que ainda conta com cinco atletas no departamento médico: Júnior Sergipano e Lucas Reis (zagueiros), André Castro e Jonathan Cabeça (volantes) e Juliano (atacante). 

Pressão

Calendário desgastante, excesso de jogos, tempo curto de recuperação.

É o que os técnicos de grandes clubes mais reclamam nas entrevistas coletivas. 

Curioso para saber qual critério e discernimento vão ser adotados pela comissão técnica nas escalações. 

E como será (ou já está sendo) para o treinador, lidar com essa tensão diária.   

Azuriz PR e Tubarão 

Os titulares, naturalmente, vão enfrentar o oponente paranaense. 

Zé Mendes deve ocupar o lugar de Gustavo Brandão, suspenso.

Fica a dúvida para o jogo da estreia na segundona estadual. 

Para encarar um concorrente direto pelo acesso, vai se optar pelo time considerado reserva ou o principal?

Ou ainda vai para o jogo com uma formação alternativa?

Time B

Da qualquer forma, mesmo com o DM lotado, se a opção for pela equipe suplente, há de se ter um 11 competitivo. 

É só uma suposição (não creio que será essa a escalação). 

Glédson, Pedrinho, Gustavo Brandão, Wesley e João Pedro.

Vitinho, Maikon (ou Matheus Almeida) e Alvaro.  

Welves, Caio Mota e Brown.   

Wesley jogou nos 3x0 sobre o time Sub-20 do Barra. Foto: Lucas Rodrigues/BEC

Prioridades 

No discurso apresentado para o grupo, foi colocado como meta o acesso para a Série A catarinense e a permanência na Série D. 

Para isso, é bom lembrar, é preciso passar pelo mata-mata da 2ª fase.

Boleiros têm objetivos e motivações na carreira.

Querem visibilidade, um contrato melhor. 

E hoje, o que dá mais evidência e possibilidade de crescimento e negócio é a competição nacional. 

Protagonismo

Embora no fundo, jogador quer mesmo é jogar. 

Só uma lesão afasta esse pensamento. 

Ninguém gosta de ser coadjuvante. 

Ainda mais sentado em uma cadeira na casamata. 

Comemoração da vitória sobre o Brasil RS. Foto: Richard Ferrari/BEC

 

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Emerson Luis
Sobre o blog/coluna
Jornalista com ampla experiência na cobertura esportiva, Emerson Luis assina uma coluna de opinião dedicada ao esporte no Vale do Itajaí. Com olhar crítico, linguagem direta e paixão pelo que faz, analisa os bastidores, os destaques e os desafios do cenário esportivo regional. Mais do que informar, busca provocar reflexões e valorizar os protagonistas do esporte local.
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