
Ineditismo
O Blumenau vai protagonizar um momento único.
Na verdade, o futebol profissional da cidade.
Não lembro de algum clube ter participado de duas competições ao mesmo tempo.
Seja BEC, Metropolitano ou até mesmo Palmeiras e Olímpico, no passado.
O Blumenau original disputou quatro jogos da Copa do Brasil.
Dois confrontos contra o Operário MS (empate de 1x1 no Sesi e vitória de 1x0 em Campo Grande).
E duas partidas diante do Flamengo (duas derrotas de 3x1, no Sesi e no Maracanã).
Em julho de 1989.
Série B
No segundo semestre também jogou o Campeonato Brasileiro, denominado, na ocasião, de Divisão Especial.
Com 96 equipes - o Bragantino foi o campeão.
O BEC fez parte de um grupo com Brusque, Marcilio Dias, Juventude RS, Glória RS e Esportivo RS.
Fez a melhor campanha.
Mas acabou eliminado na 2ª fase pelo Criciúma (duas derrotas por 1x0).
Segunda Divisão
Seguiu na disputa do Campeonato Brasileiro em 1990 - agora com 24 representantes - o Sport foi o campeão.
Encarou Atlético Paranaense, Coritiba PR, Juventude RS, Joinville e Criciúma - acabou na vice-liderança do grupo.
Em seguida teve como adversários Guarani SP, XV de Piracicaba SP e Criciúma - foi o último colocado.
Série C
Em 1992 participou da Série C - não existia Série D na época.
Contra Chapecoense, Operário PR e Maringá PR.
Fez 1 ponto em 6 partidas.
Foi o lanterna entre os 31 integrantes - a Tuna Luso PA ficou com a taça.
Os resultados já eram reflexo da sua derrocada fora de campo.
Metropolitano
O mesmo se aplica ao rival.
Que chegou a ser recordista de participações na Série D.
Oito vezes, de 2010 a 2017.
A melhor de todas foi em 2013.
Chegou às quartas de final.
Quando disputou o acesso com o Juventude RS.
No Sesi, 2x2.
No Alfredo Jaconi, 0x0.
Os dois jogos em setembro.
Hora H
Isso significa que o Blumenau vai se dar ao luxo (ou não) de usar dois times diferentes, a partir deste fim de semana.
Parece ser um negócio bem atrativo.
Entretando, pode se tornar um dilema.
Sobretudo para quem tem um elenco enxuto, como o do BEC.
E que ainda conta com cinco atletas no departamento médico: Júnior Sergipano e Lucas Reis (zagueiros), André Castro e Jonathan Cabeça (volantes) e Juliano (atacante).
Pressão
Calendário desgastante, excesso de jogos, tempo curto de recuperação.
É o que os técnicos de grandes clubes mais reclamam nas entrevistas coletivas.
Curioso para saber qual critério e discernimento vão ser adotados pela comissão técnica nas escalações.
E como será (ou já está sendo) para o treinador, lidar com essa tensão diária.
Azuriz PR e Tubarão
Os titulares, naturalmente, vão enfrentar o oponente paranaense.
Zé Mendes deve ocupar o lugar de Gustavo Brandão, suspenso.
Fica a dúvida para o jogo da estreia na segundona estadual.
Para encarar um concorrente direto pelo acesso, vai se optar pelo time considerado reserva ou o principal?
Ou ainda vai para o jogo com uma formação alternativa?
Time B
Da qualquer forma, mesmo com o DM lotado, se a opção for pela equipe suplente, há de se ter um 11 competitivo.
É só uma suposição (não creio que será essa a escalação).
Glédson, Pedrinho, Gustavo Brandão, Wesley e João Pedro.
Vitinho, Maikon (ou Matheus Almeida) e Alvaro.
Welves, Caio Mota e Brown.
Prioridades
No discurso apresentado para o grupo, foi colocado como meta o acesso para a Série A catarinense e a permanência na Série D.
Para isso, é bom lembrar, é preciso passar pelo mata-mata da 2ª fase.
Boleiros têm objetivos e motivações na carreira.
Querem visibilidade, um contrato melhor.
E hoje, o que dá mais evidência e possibilidade de crescimento e negócio é a competição nacional.
Protagonismo
Embora no fundo, jogador quer mesmo é jogar.
Só uma lesão afasta esse pensamento.
Ninguém gosta de ser coadjuvante.
Ainda mais sentado em uma cadeira na casamata.

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