
A desconfiança tem se tornado um obstáculo para a saúde pública em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. Somente em 2025, os Agentes de Combate às Endemias (ACEs) registraram 1.718 recusas de moradores, além de mais de 66 mil imóveis que estavam fechados ou onde os residentes optaram por não atender a equipe.
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O principal motivo para a resistência é o receio de golpes aplicados por falsos funcionários. Segundo a Vigilância Ambiental, o alto índice de negativas impede que o município atinja a meta de 80% de visitas anuais, essencial para o controle do mosquito Aedes aegypti e de escorpiões.
Para garantir a segurança da população e permitir o trabalho de fiscalização, a Secretaria de Saúde reforça as características do uniforme oficial:
Colete: Cor cinza com a logo da Prefeitura de Navegantes no lado esquerdo do peito.
Identificação nas costas: Escrito "Vigilância Ambiental".
Crachá: Deve conter nome completo, matrícula e a secretaria correspondente.
Acessórios: Em dias de sol, utilizam chapéu com a logo da prefeitura e a inscrição "Secretaria de Saúde".
Além da desconfiança, os agentes enfrentam riscos físicos. Apenas neste início de ano, seis servidores foram mordidos por cães soltos nos quintais durante as inspeções. A prefeitura faz um apelo para que os moradores prendam seus animais de estimação durante a visita.
Outro ponto de atenção é o uso da recusa como forma de protesto por problemas de infraestrutura, como asfalto ou bueiros. "O trabalho dos agentes é uma medida de proteção coletiva contra doenças. Recebê-los é uma atitude que contribui para a prevenção em toda a comunidade", destaca Diane Assunção, gerente de Vigilância Ambiental.
Serviço: Em caso de dúvida sobre a identidade de um agente, o morador pode ligar para a Vigilância Ambiental no telefone (47) 3185-2384.
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