
Um novelo de lã nas cores da causa. Uma roupa, um brinquedo, um amigurumi. Cada peça feita à mão pode carregar uma mensagem de conscientização, respeito e inclusão, e quem faz artesanato sabe disso melhor do que ninguém.
Foi com essa ideia que a Círculo, uma das maiores referências em fios para artesanato da América Latina, lançou a cor TEA do já consagrado fio Mollet. Parte das vendas dos fios Mollet TEA se converte em recurso direto para o Instituto Vinícius Ian.
O preconceito nasce do desconhecimento. Quando uma cor, um produto ou uma história se tornam visíveis no dia a dia das pessoas, a conversa sobre inclusão deixa de ser abstrata. Um produto com esse tema, circulando nas lojas e nas mãos de quem nunca teve contato com a pauta, realiza um trabalho de informação que nenhuma cartilha consegue fazer.
Há ainda um efeito que sustenta o trabalho por dentro. Esse tipo de geração de recursos recorrentes é o que nos permite planejar com mais segurança, em vez de depender apenas de ações isoladas. Quanto mais essa parceria avança, mais ampliamos a capacidade de atendimento do Programa Juntos, a maior rede de atendimento a famílias atípicas e autistas, e levamos projetos como a Sala Aconchego para novos espaços.
O Instituto Vinícius Ian atua com atendimento jurídico, ações de saúde, educação e suporte a famílias atípicas em todo o Brasil. Cada fio vendido vira parte disso.
Mas há algo mais antigo nessa relação entre autismo e trabalho manual. Tradicionalmente, as atividades manuais já são apontadas como grandes aliadas no cuidado e no desenvolvimento de crianças com TEA. O amigurumi é um bom exemplo: macio, silencioso, fácil de aceitar.
Muitas crianças autistas vivenciam o mundo com uma sensibilidade sensorial muito maior do que imaginamos. Texturas ásperas, sons inesperados ou estímulos visuais intensos podem gerar desconforto real, às vezes sobrecarga. O amigurumi tem boa aceitação justamente porque respeita a forma como a criança autista percebe o mundo, em vez de forçar uma adaptação.
Ele também contribui para a consciência corporal: a criança aprende a manusear, abraçar e posicionar o objeto, o que fortalece a autonomia e a confiança em pequenas conquistas. São ganhos discretos no dia a dia, mas que se acumulam de forma significativa ao longo do tempo.
Por trás desse novelo há uma empresa com história. A Círculo é a maior fabricante de fios para trabalhos manuais da América Latina, com 88 anos de mercado, cerca de 1,5 mil colaboradores, exportação para mais de 60 países e o maior alcance do segmento no Brasil. Por meio do seu Time de Artesãos, oferece formação e profissionalização com workshops no Brasil e em Portugal.
Gosto de pensar que cada pessoa que pega esse novelo entra, sem perceber, na nossa rede.
A inclusão não precisa de discurso quando ela cabe na palma da mão.
@institutoviniciusian
@rodrigo.gonçalves_mentor
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