
A Câmara Municipal de Blumenau informou que a votação para a abertura do processo de cassação do mandato do vereador Almir Vieira (PP) não ocorrerá nesta quinta-feira (12), conforme previsto. Segundo o Legislativo, uma manifestação complementar da Procuradoria-Geral sobre aspectos procedimentais demandou nova verificação técnica, impossibilitando a inclusão do tema na ordem do dia.
A nova previsão é que o plenário aprecie a denúncia na próxima quinta-feira (19). O pedido de cassação, protocolado pelo ex-promotor Odair Tramontin, baseia-se em possível quebra de decoro parlamentar após a prisão do vereador na semana passada, durante a Operação Happy Nation.
Veja a nota da Câmara
A Câmara Municipal de Blumenau informa que a deliberação sobre o recebimento do pedido de abertura de processo de cassação de mandato do vereador Almir Vieira (PP) não constará na pauta da sessão ordinária desta quinta-feira (12), conforme estava previsto.
Durante a tramitação interna do pedido, houve manifestação complementar da Procuradoria-Geral da Casa quanto a aspectos procedimentais, o que demandou nova verificação técnica e impossibilitou a inclusão da matéria na ordem do dia de hoje.
A previsão é que o tema seja submetido à apreciação do plenário na próxima sessão ordinária, marcada para quinta-feira (19), já com o parecer jurídico completo, observados os trâmites legais e regimentais. A Câmara reafirma seu compromisso com a legalidade e a condução responsável dos trabalhos parlamentares.
Apesar do adiamento na Câmara, a Justiça confirmou o afastamento de Almir Vieira do cargo por 180 dias. Almir Vieira é investigado pela Polícia Civil por suspeitas de, corrupção, lavagem de dinheiro e prática de "rachadinha" (desvio de salários de assessores). Ele chegou a ser preso no dia da operação, mas depois foi liberado.
Em nota enviada pelo advogado Diego Vinicius de Oliveira, a defesa do parlamentar afirmou que o afastamento será cumprido com "serenidade e respeito às instituições". O texto rebate informações sobre valores apreendidos na operação:
"Não existem 'altas somas de dinheiro'. O valor encontrado foi de R$ 30.000,00, quantia com origem certa, lícita e plenamente comprovável", diz a nota.
A defesa afirma ainda que o patrimônio de Vieira é fruto de herança e venda formal de ativos, e que aguarda o acesso integral ao inquérito para apresentar esclarecimentos definitivos. "A verdade não teme investigação", conclui o comunicado.
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