
Uma denúncia de maus-tratos contra um cachorro mobilizou autoridades e moradores nesta sexta-feira (6) em Blumenau. Segundo relatos de populares, o animal teria sido atacado a facadas e teria tido os dentes quebrados na Rua Marechal Rondon, no bairro Salto Norte. Testemunhas afirmam que o cachorro recebeu cerca de dez golpes de faca.
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) está investigando o caso. O delegado Diogo Medeiros informou que a ocorrência chegou ao conhecimento da corporação informalmente, por meio de publicações em redes sociais.
Segundo o delegado, a equipe policial chegou ao local nesta sexta-feira por volta das 17h, enquanto o ataque teria ocorrido entre 10h30 e 12h, o que dificultou o trabalho de investigação. "Não há câmeras no local onde o cachorro teria sido atacado. Primeiro é necessário confirmar, através de laudo veterinário, se realmente se tratou de facadas e se foi ação humana", detalhou.
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A Polícia Civil informou que seguirá com as investigações para apurar as circunstâncias do caso e identificar possíveis responsáveis. Denúncias de maus-tratos podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181.
Na quinta-feira (5), Blumenau já havia registrado dois casos graves de maus-tratos a animais. Uma operação coordenada pela Delegacia de Proteção Animal, com apoio do Cepread e da Secretaria do Meio Ambiente, resultou na apreensão de centenas de animais em condições precárias. Todos foram encaminhados ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) para avaliação e destinação adequada.
Em uma das ocorrências, no bairro Salto Weissbach, um cachorro foi encontrado em estado de extrema debilidade, com feridas abertas, infestação de moscas e preso a uma corrente curta. O jovem responsável, de 24 anos, foi preso em flagrante e responderá pelo crime de maus-tratos, cuja pena varia de 2 a 5 anos de reclusão.
Na outra ocorrência, no bairro Garcia, agentes identificaram um criadouro irregular com 247 animais, incluindo aves exóticas, aves silvestres sem documentação, coelhos, hamsters e codornas, vivendo em condições de superlotação e sujeira. O responsável pelo local responderá por maus-tratos e guarda irregular de fauna silvestre, além de sofrer autuação administrativa do IMA.
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