
O vereador de Blumenau Almir Vieira (PP) teve o afastamento do mandato confirmado por 180 dias por determinação da Justiça. A informação foi confirmada ao AJ Notícias pelo advogado de defesa, Diego Vinicius de Oliveira.
Com a decisão, o primeiro suplente, o delegado de Polícia Civil Rodrigo Marchetti, deve assumir temporariamente a vaga na Câmara Municipal. Até a última atualização desta reportagem, o Legislativo informou que ainda não havia sido oficialmente notificado sobre a medida judicial.
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Mesmo sem a notificação formal, o plenário da Câmara deve votar nesta quinta-feira (12) o pedido de abertura de processo de cassação contra o parlamentar. A denúncia foi protocolada pelo ex-promotor de Justiça Odair Tramontin e aponta possível quebra de decoro parlamentar após a prisão em flagrante do vereador na semana passada.
Vieira foi alvo da Operação Happy Nation, deflagrada pela Polícia Civil, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e a prática de “rachadinha”, desvio de parte dos salários de assessores parlamentares.
Segundo a Câmara, o pedido de cassação seguiu os trâmites regimentais. A Procuradoria-Geral realizou análise técnica do documento, e a Corregedoria emitiu parecer favorável à admissibilidade, entendendo que há indícios para abertura de investigação política.
De acordo com o presidente da Câmara, vereador Ailton de Souza (PL), o parecer será submetido ao plenário. Caso a denúncia seja aceita, o processo será encaminhado à Comissão de Ética, que ficará responsável pela apuração, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Antes da decisão judicial, Vieira estava afastado das atividades parlamentares por meio de atestado médico de 15 dias apresentado na terça-feira (10). Desde a operação policial, ele não compareceu às sessões.
O afastamento determinado pela Justiça será cumprido com serenidade e absoluto respeito às instituições. Quem não deve, não teme — e é justamente por confiar na Justiça que se aguarda com tranquilidade a completa apuração dos fatos.
Assim que concluído o trabalho da autoridade policial e garantido o acesso integral ao inquérito, todos os esclarecimentos serão apresentados de forma ampla, transparente e definitiva.
É preciso deixar claro: não houve qualquer prática ilícita. Ao contrário do que vem sendo irresponsavelmente divulgado, não existem “altas somas de dinheiro”. O valor encontrado foi de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), quantia com origem certa, lícita e plenamente comprovável.
O único incremento patrimonial recente decorre exclusivamente de herança regularmente recebida e da venda formal desses ativos — tudo devidamente documentado.
Lamenta-se a tentativa de construção de narrativa precipitada, com julgamentos antecipados e exploração política de um momento que exige responsabilidade. O devido processo legal, com contraditório e ampla defesa, não é um detalhe — é garantia constitucional.
A confiança na Justiça permanece inabalável. E espera-se que aqueles que hoje atacam com voracidade tenham a mesma firmeza para reconhecer seus excessos e se retratar quando a verdade for restabelecida.
A verdade não teme investigação. E será restabelecida.
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