
A temporada da MotoGP que se aproxima carrega um rótulo curioso: “ano de transição” — e não é por acaso. O cenário que vimos nos últimos anos, dominado por uma marca e impulsionado por desenvolvimento técnico intenso, está prestes a mudar. 
Desde 2022, a Ducati reinou com quatro títulos consecutivos e estabeleceu um parâmetro quase inalcançável no regulamento atual. Mas isso está prestes a virar página: em 2027 entra em vigor um novo conjunto de regras, incluindo motores de 850cc e aerodinâmica revisada, o que faz com que 2026 seja um momento de pausa estratégica para quase todas as equipes. 
Por isso, fabricantes decidiram congelar desenvolvimentos de motor e limitar grandes mudanças por agora — ninguém quer dar passo em falso enquanto prepara o salto para a próxima era.  Isso significa que as atualizações que veremos em 2026 podem ser menores, focadas em afinações, e com muita atenção ao equilíbrio entre desempenho e confiabilidade.
No meio desse cenário, algumas equipes e pilotos veem chance real de se aproximar da ponta. Equipes como Aprilia, Honda, Yamaha e até KTM estão de olho em aproveitar qualquer brecha para ganhar posições, enquanto o calendário traz ainda desafios novos — com o retorno do GP do Brasil em Goiânia dando um tempero extra à temporada. 
Para os pilotos, manter consistência e capitalizar corridas onde o pacote seja competitivo será a chave para pontuar alto. Em um campeonato em que poucos detalhes decidem resultados, esse equilíbrio entre paciência tática e frenagem agressiva pode definir quem entra forte na disputa pelo título.
Enfim, 2026 pode até ser chamado de “transição” no papel, mas na pista tem tudo para ser um campeonato imprevisível, cheio de oportunidades e rivalidade real entre marcas e pilotos.
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