
Eu odeio repetir temas, confesso.
Defendo que, histórias como as que vivemos em Blumenau, sempre tem que ter uma dose de ineditismo, um olhar diferente, crítico e poético até mesmo de fatos muito conhecidos.
Mas, acho que não é errado afirmar que, no aniversário de um ente querido, dar presente também passa pela magia de se dar um brinquedo, como no caso as crianças.
Que tempo bom aquele de antanho, quando o fascínio era ficar espiando o presente rigorosamente embrulhado escondido em cima do armário e ficar desenhando na mente o que viria a ser dentro daquele embrulho.
A ansiedade saia pela boca até o grande momento: amiguinhos, primos, família, "parabéns à você", soprar velinhas e... presentes.
Estou adiantado, admito. Blumenau vira mais uma volta em torno do sol na quarta. Mas quem disse que ainda somos crianças para abrir presentes no dia certo?
Nos demos ao luxo de abrir nossos pacotes antes da hora. E dessa vez, quem deu estes presentes para o olho saudoso foi aquela amiga nossa do Arquivo Histórico José Ferreira da Silva, tal como se abre um baú e perdem-se as reações do que tem nas mãos.
Portanto, se o fascínio rolar até mesmo em forma de lágrima saudosa, agradeçam com carinho a sensibilidade da nossa querida Mirella Nolasco, que abriu a caixa do passado infantil de muita gente com os ditos "brinquedos que soam bem", além de inspirar um pequeno garimpo de outros da vasta linha da marca no passar dos anos.
Falar da Hering - não da camisa, mas da harmônica e, aqui, do brinquedo - sempre traz aquela sensação adorável de recordação, sobretudo aos mais velhos.
E pra mim, tem aquela dose gostosa de descoberta e fascinação por algo tão lúdico e divertido produzido e criado aqui e que, infelizmente, só ilustra livros de história atualmente.
Mirella abriu o baú, como disse, e o que você vai ver abaixo é uma galeria rica de recortes de um pouco do que eram os brinquedos musicais (e outros achados infantis) da fábrica maravilhosa de Herr. Alfredo naquele canto saudoso da Itoupava Seca.
Fica como um presente não só a nossa saudade, mas a saudade de uma Blumenau que, além do chope e da cuca, também fazia música nas mãos pueris de outros tempos.
Afinal e não duvido, naquele tempo era isso que você preferia ter nas mãos: o brinquedo que soa bem...









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