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Vídeo: Promotor do MPSC detalha ao AJ Notícias esquemas de corrupção apurados pelo Gaeco em Blumenau

As duas operações apuram suspeitas de corrupção, fraude em licitações, superfaturamento de contratos e pagamento de propina envolvendo contratos públicos.

07/05/2026 às 14h20 Atualizada em 07/05/2026 às 14h21
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Após a coletiva de imprensa que detalhou as operações Sentinela e Arbóreo, deflagradas na manhã desta quinta-feira (7), o AJ Notícias conversou com o promotor de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Marcionei Mendes, que revelou novos detalhes sobre os esquemas investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

As duas operações apuram suspeitas de corrupção, fraude em licitações, superfaturamento de contratos e pagamento de propina envolvendo contratos públicos em Blumenau.

Operação Sentinela

Segundo o promotor, a investigação da Operação Sentinela aponta que informações privilegiadas relacionadas aos contratos de segurança armada nas escolas de Blumenau eram repassadas a empresários por meio de um intermediador político.

Diante da urgência da contratação de vigilância armada para os colégios, houve essa dispensa-licitação com a contratação de uma empresa que teve informação privilegiada por agentes públicos dos valores apresentados por outras empresas concorrentes desta dispensa”, afirmou Marcionei.

Segundo o Ministério Público, são investigados dois agentes públicos, três empresários e um intermediador político. Um dos empresários, fazia a lavagem do dinheiro através da rede de postos de combustíveis dele. Ele também é investigado pela Operação 'Ponto Final'.

Ainda de acordo com o promotor, os contratos investigados giravam em torno de R$ 56 milhões, com suspeita de pagamento de propina de aproximadamente 5% sobre os valores.

Operação Arbóreo

Já na Operação Arbóreo, a investigação apura supostas irregularidades em contratos ligados ao fornecimento de refeições para a rede municipal de ensino.

Segundo Marcionei Mendes, o grupo investigado teria estabelecido um percentual fixo de propina sobre os pagamentos realizados pela prefeitura.

“Nesse período que a gente tem prova, houve um acordo entre os envolvidos de um pagamento de 3%. A gente está falando de propina estimada em torno de R$ 3,6 milhões”, disse.

O promotor também afirmou que havia compartilhamento de informações privilegiadas com empresários interessados nas licitações.

“Também era a mesma situação de informações privilegiadas ao empresário que ia participar para que pudesse agravar o vencedor em relação aos outros”, completou.

Investigações seguem

Os materiais apreendidos durante as buscas e apreensões serão analisados pela Polícia Científica e devem subsidiar o avanço das investigações.

O que diz a prefeitura 

A Prefeitura de Blumenau informou que as apurações se referem a contratos da gestão anterior e afirmou que está a disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

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