
A Prefeitura de Gaspar, no Vale do Itajaí, anunciou a exoneração de Michael Maiochi do cargo de secretário municipal de Planejamento Territorial. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (6), ocorre após desdobramentos da Operação Ponto Final, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).
Michael Maiochi ocupava o cargo desde junho de 2025. Em Blumenau, ele foi secretário de Obras da Prefeitura durante o período investigado pelo Ministério Público, entre 2020 e 2024.
Confira a nota da Prefeitura de Gaspar na íntegra:
"A Prefeitura de Gaspar informa que, na manhã desta quarta-feira (6), foi efetivada a exoneração do Secretário Municipal de Planejamento Territorial, que ocupava o cargo desde junho de 2025. A medida foi adotada pelo prefeito Paulo Koerich em decorrência dos fatos recentemente ocorridos e das apurações em andamento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o objetivo de preservar e garantir os princípios legais da administração.
A Prefeitura reforça que os fatos em apuração não se referem ao Município de Gaspar nem possuem relação com a atual gestão.
A Prefeitura de Gaspar reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a responsabilidade na condução dos atos públicos, permanecendo à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários."
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A Operação Ponto Final foi deflagrada pelo GAECO na manhã desta quarta e apura um esquema de direcionamento de licitações, formação de cartel e superfaturamento em contratos de obras públicas.
Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em 16 cidades catarinenses, entre elas Blumenau, Gaspar, Timbó, Joinville e Florianópolis. Durante a ação, foram cerca de R$ 500 mil apreendidos em três residências.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontam a existência de três núcleos de atuação:
As apurações indicam ainda possíveis pagamentos de propina e práticas de lavagem de dinheiro. O prejuízo estimado aos cofres públicos pode chegar a R$ 117 milhões, conforme o Ministério Público.
Durante a operação, a Justiça determinou medidas cautelares contra os investigados, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica por dois suspeitos e a proibição de firmar contratos com o poder público.
O material apreendido será analisado pelo GAECO e deve subsidiar futura ação penal sobre o caso.
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