
Vitória
Uma estreia positiva.
Com um resultado ótimo.
Surpreendente.
Até porque, internamente, havia a preocupação com o adversário, com o campo sintético, com a falta de entendimento do time.
Muito por conta da impressão deixada em Joinville, no único jogo-treino realizado até então, contra a jovem equipe do Nação Araquari, que não foi boa.
Além da vinda de novos atletas na semana da estreia.
Mercado
Teve gente que chegou na terça, viajou na quinta e foi titular no sábado, como Josué.
Também se apresentaram dias antes e entraram no segundo tempo, o zagueiro Zé Mendes, o volante/meia Victor Hugo e o atacante Brown.
Quase todos os clubes passaram por esse processo.
Esperavam o término dos estaduais ou tiravam dos rivais, na marra, os atletas pretendidos, com possível pagamento de multa.
Credibilidade
Sobraram muitos jogadores, é verdade.
Mesmo assim, a concorrência foi (tem sido) forte.
Boleiros conversam.
Ter histórico de pagamento em dia, estrutura e condições de trabalho ideais, pesam bastante na hora do acordo.
E se a cidade oferecer segurança e qualidade de vida para a família, melhor ainda.
Essencial
Todo mundo, de uma maneira ou de outra, sofreu na estreia, e oscilou.
No fim, jogando bem ou mal, o que vale, o que vai fazer a diferença lá na frente, é a vitória, os três pontos.
Outra coisa.
Exigir o quê depois de um 3 x 0, ainda mais fora de casa?
Processo
Dificilmente alguém vai jogar bem nessa arrancada.
O técnico do Brasil RS, Gilson Maciel, que venceu o Azuriz PR por 2 x 1, falou que o primeiro tempo da sua equipe foi acima do esperado.
Porém, ficou preocupado com a queda de rendimento físico na etapa final (já esperada por ele), por conta da falta de ritmo de jogo.
"O time deve estar pronto no quinto ou no sexto jogo".
Seu elenco também passou por reformulação - se apresentou dia 3 de março.
Banco
Com o BEC, foi diferente.
Um primeiro tempo de adaptação e pouca inspiração.
Um segundo tempo de controle (o gol logo no começo ajudou bastante), de ajustes no posicionamento, de transição rápida (as modificações feitas por Carlos Correa deixaram a equipe mais leve e rápida) e de consistência física (méritos para o trabalho diário de Lamil Valêncio).
Maratona
Vitória deixa o Blumenau na liderança isolada.
Aumenta a confiança para o confronto com o Azuriz PR, dia 19, novamente no Sesi.
Para ficar em uma boa posição na tabela e encarar a sequência pesada que vem pela frente.
Já que vão ser jogos as quartas e domingos (e até mesmo aos sábados).
De 22 de abril, data de estreia na Série B, com o Tubarão, até 20 de maio, quando enfrenta o Metropolitano, pela 6ª rodada, o BEC fará 11 jogos em 31 dias.
Grupo
O elenco será muito mais testado e exigido.
Sem contar a preocupação com lesões e cartões.
Carências em determinadas posições vão aparecendo.
Nos treinos e nos jogos.
Tanto é que o departamento de Futebol contratou essa semana, o meia-atacante Álvaro, 32 anos.
10
Ele mesmo falou na entrevista para a BEC TV, que não se considera um jogador clássico.
Não é lento, é rápido, gosta de fazer facão, de jogar pelas beiradas e de fazer aproximação com os atacantes.
Mostrou isso no coletivo desta manhã de sexta-feira (10), no Sesi.
Pela bagagem e qualidade, chega para ser titular.
Não para este jogo diante dos gaúchos - vai ficar no banco.
Dilema
Mais adiante quero ver quem o treinador vai tirar do time.
Correa não pode abrir mão de dois volantes - a novidade contra o Brasil RS pode ser Anthonio Camargo, 22 anos, que veio do Concórdia, no lugar de André Castro, 34 anos, ex-Falcon SE.
Não vai sacar Foguinho.
Muito menos Josué ou Vinícius Jaú.
Vai precisar ter o Wellinsson na frente como referência.
Uma boa e interessante dor de cabeça.
Zagueiros
Também chegou um novo defensor, canhoto - 18º reforço.
Experiente, 31 anos.
Já treinou no CT, ao lado de Júnior Sergipano, que está na fase de transição depois de operar o joelho (previsão otimista de retorno no final de agosto) e Lucas Reis, que ainda sente a perna pesada.
Acho que é Wesley, que estava no São Bernardo SP disputando a Série A3.
Vai ser anunciado oficialmente em breve.
Concorrência
A rivalidade é sempre boa.
Em qualquer ambiente de trabalho.
Uma sombra faz o cara se reinventar, se doar mais, sair da zona de conforto.
O treinamento de hoje foi intenso e concorrido.
Todo mundo querendo uma vaga entre os 11.
Esse ímpeto precisa ser colocado em prática contra o Brasil RS, domingo (12), às 15h30.
Acordo
A guerra travada nos bastidores entre os dois clubes, por conta da cobrança de aluguel do estádio, pode ter hoje seu último capítulo.
O Metropolitano fez articulações nos bastidores.
No afã de excluir o pagamento ou reduzir a taxa de R$ 15 mil, considerada alta.
Conseguiu baixar o valor para R$ 10 mil - pagamento adiantado.
Vai jogar no Sesi.
O contrato deve ser assinado nas próximas horas.
Menos mal.
Todos ganham com essa decisão.


Mín. 18° Máx. 28°