
Termo de Permissão de Uso
Ato administrativo unilateral e revogável, do qual o poder público autoriza uma instituição particular a utilizar um bem público por tempo determinado, de forma gratuita ou onerosa.
Outorga
Consentimento, concessão, licença ou autorização formal dada pelo Estado ou por alguém para o exercício de um direito, uma procuração onde se dá poderes para que alguém aja em nome de outra pessoa.
Termo de Ajustamento de Conduta
Acordo extrajudicial/consensual, que visa regular condutas, reparar danos e evitar processos judiciais.
Previsível
Uma hora, a bomba iria estourar.
Os mais de R$ 1 milhão (R$ 1.081,741,78 comprovados em notas enviadas para a prefeitura) investidos pela SAF do BEC nas reformas do Sesi não ficariam no esquecimento.
Cobrança
A diretoria foi cobrar o ressarcimento da prefeitura.
Que, sem dinheiro, sem perspectiva de pagamento, firmou com o Blumenau, o Plano de Permissão de Uso, reconhecendo a dívida do patrimônio público.
Esse acordo deixou o Metropolitano enfurecido.
Pois, até prova em contrário, terá de pagar aluguel ao BEC para jogar no Sesi.

Nota
Indignada, a Torcida Raça Jovem se manifestou.


Nota
O BEC SAF também fez uma publicação, nesta sexta-feira (13).





Indignação
Na segunda-feira (9), o BEC convocou uma reunião com diretores do Metropolitano em seu CT provisório, no Parque Municipal do Garcia, na antiga Associação Artex.
A ideia era expor os detalhes do Termo de Premissão de Uso.
Apenas Lucas Zanotto compareceu.
E não gostou do que viu e ouviu.
Entrei em contato com o presidente que deixou claro que o clube não pagaria aluguel para o Blumenau, ainda mais para jogar em um estádio público - o Sesi ainda não é do município - continua no nome do governo do Estado.
Houve uma consulta na prefeitura.
Segundo ele, ninguém tinha conhecimento do contrato - o BEC garante que foi assinado em 24 de fevereiro.
Reconsideração
Na quinta-feira (12) houve um encontro com o departamento Jurídico.
No primeiro momento se admitiu que não havia o que fazer, a não ser buscar um acordo.
No entanto, nesta sexta-feira (13), após receber a proposta de divisão das despesas, houve uma nova recusa.
O dirigente entende que a proposta de R$ 15 mil por jogo, não é digna.
"Nem a Fiesc cobrava isso no passado", vociferou - eram R$ 10 mil.
Entendo o contexto, embora creia que o Metropolitano pagou muito mais do que R$ 15 mil por jogo para atuar em Ibirama por cinco anos seguidos (2020 a 2024), entre taxas, borderô, transporte, alimentação e até, às vezes, hospedagem na região- o Atlético não cobrou aluguel nesse périodo.
Meio a meio
A proposta é a seguinte:
Custo mensal para o Metropolitano: R$ 30 mil.
Duas taxas de R$ 15 mil.
Com uma condição: pagamento antes dos jogos - o bar está livre.
A prefeitura orçou a manutenção do estádio em R$ 40 mil.
São R$ 15 mil para reparos do gramado e mais R$ 5 mil para cuidar da piscina externa - a pegadinha do acordo.
Exclusividade
O BEC não quer guerra.
Quer divir a conta.
Seria muito mais prático, receber esse R$ 1 milhão da prefeitura e pagar R$ 15 mil de aluguel por jogo.
Sem se preocupar com manutenções.
Só esse ano já foram gastos R$ 88 mil (roçada do gramado, limpeza da arquibancada, troca de folhas de eternit, que se desprenderam do teto da arquibancada, lâmpadas, reatores, quatro câmeras de monitoramento exigidas pela Polícia Militar com zoom de 25x, transmissão on-line das imagens para operações no camarote da PM e por aí vai.
Uma bola de neve para quem é "dono" de estádio.
TAC
Essa história começou no começo de 2025 com o Termo de Ajustamento de Conduta, assinado pelo então presidente Ronei Schultze e pelo presidente da SAF na época, Ademir Packer.
A decisão previa investimento e compartilhamento da estrutura do Sesi entre os dois clubes.
A relação começou a azedar quando o Metropolitano não pagou o alvará de R$ 6 mil para jogar a Série B - o Blumenau pagou os dois.
Quando não ajudou com mão de obra.
Quando não pagou a metade das reformas.
Que sejamos justos, superou a previsão inicial de R$ 350 a R$ 400 mil para cada clube.
Contudo, bom que se diga, o estádio estava abandonado, muita coisa precisou ser feita - a ultima vez que recebeu jogos foi em 2019.
Além disso, o Metrô não dividiu a renda do clássico e não prestou contas do bar - o lucro seria dividido nos dois casos.
Filme
Por coincidência, às vesperas de mais um início de Série B, o rolo vem à baila.
O primeiro jogo do Metropolitano como mandante será dia 3 de maio diante do Hercílio Luz.
A Federação está a par do que está rolando nos bastidores.
Sinuca de bico
Na tabela divulgada, já não consta o nome do estádio em que o time vai jogar.
Já que a FCF não foi notificada sobre o local em que o Metrô seria mandante - o limite era 28 de fevereiro.
O laudo não foi enviado.
O contrato de sublocação não chegou em Balneário Camboriú.
Tudo isso é passível de multa.
A estreia do BEC, no Sesi, é dia 22 de maio, contra o Tubarão - o laudo foi enviado no prazo, bem como o contrato de outorga com a prefeitura.
Camboriú
É o exemplo mais factual e simples de explicar a situação.
Sem poder jogar em casa na Série A, indicou o estádio Orlando Scarpelli.
Fez um contrato com o Figueirense.
Pagou R$ 60 mil de aluguel por jogo - o bar não entrou no acerto.
É isso que tem de ser feito.
Costuras
O benefício é político como tem alguém cogitando?
Não sei. Talvez.
O outro lado também já foi beneficiado.
Só mudaram os personagens.
De qualquer forma, é simples saber no momento a diferença entre o certo e o errado.

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