
Relativo
Falta de ritmo de jogo, de entrosamento, de harmonia, de competitividade, de identidade, de afinidade, de convicções...
O rosário de adjetivos (ou desculpas) antes (e depois) do batismo em uma competição oficial é grande.
Compreensível, na maioria das vezes.
Principalmente quando se tem pouco tempo de preparação e mudanças significativas no elenco, sobretudo nas caracteristicas individuais.
Aparentemente, não foi o problema enfrentado pelo Blumenau.
Mesmo com as atividades iniciando dia 9 de março e um jogo oficial confirmado, menos de um mês depois.
Ideal
O grupo tem a mesma comissão técnica e 11 remanescentes da última temporada.
Internamente tem se falado bastante sobre essa espinha dorsal.
Porém, não custa lembrar, são 16 caras novas.
Com jogadores, que apesar de serem parecidos em certas coisas, têm personalidades diferentes.
Intertemporada
A maioria dos novos atletas disputou os estaduais.
Há, no entanto, algumas exceções.
"Jogo é jogo e treino é treino".
É um velho clichê.
Mas que costuma (geralmente) fazer diferença.
Foguinho
De acordo com todos os sites especializados em estatisticas, o meia-atacante de 25 anos fez sua última partida oficial pelo Pouso Alegre MG, no dia 25 de fevereiro de 2025, na derrota de 2 x 0 para o Athletico, pela Copa do Brasil - no Campeonato Mineiro participou de oito jogos.
Marquinhos Pedroso
O lateral esquerdo de 32 anos deixou o Marcílio Dias em setembro do ano passado.
Sua última aparição no time (entrou durante o jogo) foi no 0 x 0 da estreia da Copa Santa Catarina diante do Barra.
Em tese, os dois serão titulares contra o São José RS, neste sábado (4), 17h, em Porto Alegre.
Contradição
Outras contratações menos badaladas também não jogaram ou entraram em campo poucas vezes.
Não deixa de ser um paradoxo para quem utiliza a minutagem como mantra.
Por outro lado, há atletas da última temporada que chegaram prontos.
Mistério
Para fazer um julgamento mais assertivo, é necessário, no mínimo, ver um time treinar.
E hoje, dentro do BEC, isso é quase impossível.
Pode filmar a galera se aquecendo, fazendo roda de bobinho, dando trotes...
Mas Deus o livre se mostrar uma transição, uma jogada ensaiada, fundamentos...
Trivial
Foi assim ano passado.
Com o Blumenau e também com o Metropolitano.
"Esconderam o jogo" e proporcionaram uma pelada na estreia da Série B.
Pedra filosofal
Achava que essa "bolha" fosse obra do ex-treinador Leandro Mehlich.
Me enganei.
Virou regra.
Todos os clubes, de uma maneira geral, adotaram essa doutrina.
Banal, fresca.
Não culpo as assessorias de comunicação.
Cumprem ordens.
A do BEC, no caso, faz um trabalho extremamente profissional e competente.
Assim como a do Metrô, que tira leite de pedra.
Velha guarda
Eu devo estar ultrapassado, ranzinza, demodê.
Até porque fui muito mal acostumado.
Já escrevi sobre isso por aqui, contudo não custa lembrar.
Depois de um coletivo acirrado, buscava a escalação no "tête-à-tête" com os treinadores, no vestiário do velho Deba, em uma conversa séria e descontraída ao mesmo tempo,
Chute
Dessa maneira, informal e fria, trabalhando com achismos e algumas tendências, o 11 tricolor na grama sintética do Francisco Novelletto Neto, deve ter:
Glédson.
João Vitor ou Pedrinho.
Marcão.
Lucas Reis ou Gustavo Brandão ou Zé Mendes.
E Marquinhos Pedroso.
Antônio Camargo ou Victor Hugo.
André Castro ou Emerson Silva.
E Foguinho.
Vinícius Jaú.
Wellinsson.
E Welves ou Josué.
Interrogação
Me falaram que esse BEC, versão 2026, é mais competitivo, brigador e intenso.
Grupo montado para permanecer na Série D e buscar o acesso da Série B estadual.
De qualquer forma, antes de atirar pedras ou abrir champanhe, melhor esperar para ver esse time jogar.
E desejar boa sorte.


Mín. 20° Máx. 37°