
Santa Catarina consolidou sua posição como uma das economias mais dinâmicas do país ao aparecer no topo do novo levantamento da PNAD Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2024, divulgado pelo IBGE.
O estudo mostra que 22,4% dos trabalhadores catarinenses estão empregados na indústria, percentual que coloca o estado como líder absoluto no país e muito acima da média brasileira, que ficou em 12,9%. A presença expressiva do setor está diretamente ligada à ampla diversidade industrial da região, que reúne desde grandes polos alimentícios e moveleiros até fabricantes de máquinas, equipamentos elétricos e empresas do setor energético.
A distância entre Santa Catarina e os demais estados reforça o peso da atividade industrial na composição da economia local. Logo atrás aparecem Paraná e Rio Grande do Sul, ambos com 16,2% de participação da indústria no emprego, enquanto São Paulo (15,6%) e Minas Gerais (14,3%) completam a lista dos estados com maior presença do setor. Nenhum deles, porém, se aproxima do desempenho catarinense.
A força industrial se soma à distribuição equilibrada do mercado de trabalho no estado. Além dos 22,4% ligados ao setor industrial, o comércio responde por 19,5% das ocupações, enquanto a administração pública reúne 14,2% dos trabalhadores. Atividades de informação, comunicação, finanças e serviços profissionais representam 12,3%, seguidas pela construção civil (7,4%), agricultura (5,9%) e transporte (5,8%).
O levantamento do IBGE também avaliou o perfil educacional da força de trabalho brasileira e, novamente, Santa Catarina obteve desempenho acima da média. Um quarto dos trabalhadores do estado possui ensino superior completo, índice superior ao nacional, que é de 23,4%. No ranking geral, Santa Catarina aparece na quarta posição, atrás apenas do Distrito Federal (40%), Rio de Janeiro (29,9%) e São Paulo (28,7%), mas à frente de Paraná (24,7%) e Rio Grande do Sul (22,6%).
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O estudo detalha ainda que, além dos 25% com diploma universitário, 42,8% dos trabalhadores catarinenses concluíram o ensino médio ou estão no nível superior incompleto; 16,3% têm fundamental completo ou médio incompleto; e 15,9% não finalizaram o ensino fundamental.
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