
O Centro de Inovação Blumenau (CIB) completa cinco anos em 2025. Inaugurado em dezembro de 2020, em plena pandemia, o espaço rapidamente se consolidou no ecossistema de inovação do Vale do Itajaí, alcançando ocupação total de seus ambientes já nos primeiros meses de funcionamento. Desde então, tem sido palco de projetos, conexões e iniciativas voltadas a impulsionar o desenvolvimento tecnológico, aproximando universidades, setor público, empresas e a sociedade civil organizada.
Para marcar o aniversário, o presidente do CIB, Udo Schroeder, conversou com o AJ Entrevista sobre a trajetória do centro, os próximos desafios e o impacto da implantação do primeiro Distrito de Inovação de Santa Catarina, que terá sede em Blumenau.
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Ao completar cinco anos em 2025, como o senhor avalia a trajetória do Centro de Inovação Blumenau até aqui?
Podemos avaliar nossa trajetória como bastante exitosa. Quando inauguramos o CIB, em 17 de dezembro de 2020, em plena pandemia, estávamos com 93% dos espaços comercializados, fruto de um trabalho de divulgação que se iniciou ainda no ano de 2019, por uma equipe que se mostrou muito competente. Em fevereiro de 2021, 60 dias após a inauguração a taxa de ocupação dos espaços atingiu os 100%, e desde então, estamos com fila de espera de projetos. Em relação a execução dos projetos esperados do Instituto Gene, entidade gestora do CIB, todos foram entregues dentro dos prazos previstos. Lembrando que no guia de implantação, elaborado pelo Governo do Estado, temos previsto 10 funções e 59 subfunções.
Pensando em fomentar o conceito de inovação desde cedo, quais iniciativas o senhor acredita que podem aproximar escolas e universidades desse ecossistema?
O modelo de negócio utilizado pelo Instituto Gene, considera 4 hélices de atores que participam da gestão e execução das atividades que são: Academia (universidades, centros de pesquisa e escolas); Setor Público (Municipal, regional e estadual); Setor Privado (Indústria, comércio e serviços); Terceiro Setor (Sociedade civil organizada). Dessa forma, estamos permanentemente conectando os setores e as instituições na busca da inovação continuada.
Como o senhor enxerga o atual cenário de inovação e desenvolvimento tecnológico em Blumenau?
Para monitorar o cenário e o nível de maturidade do ecossistema e inovação e empreendedorismo de Blumenau, anualmente é feito um seminário, coordenado pelo SEBRAE junto aos atores locais, para avaliação da situação. De acordo com a última avaliação o nível de maturidade atual á “em desenvolvimento”. Numa escala de 0 até 25 pontos, a evolução começou no ano de 2022 com 15,52 pontos, passou para 18,54 pontos em 2023 e para 19,19 pontos em 2024. A próxima avaliação ocorrerá em outubro de 2025. As variáveis analisadas são: 1) Ambientes de inovação, 2) Programas e ações, 3) ICTI, 4) Políticas Públicas, 5) Capital e 6) Governança.
Blumenau será sede do primeiro Distrito de Inovação de Santa Catarina. O que isso representa para a cidade e para a região do Vale do Itajaí?
O Distrito de Inovação é uma área geográfica, dentro do bairro Itoupava Seca, entre SENAI e a rua Santa Catarina (Ponte da Itoupava Norte) próximo ao CIB. Para esse espaço está sendo finalizado pelo órgão de planejamento da prefeitura um plano que contemplará a implantação de: Transporte sustentável e integrado; Sistema cicloviário; Sistema de monitoramento inteligente; Iluminação pública inteligente; Rede lógica e de fibra óptica; Drenagem urbana; Mobiliário urbano e arborização urbana; Programa de gerenciamento de resíduos; Parque do Ribeirão do Tigre; Praça da Inovação; Boulevard de conexão; Parque linear às margens do Rio Itajaí-Açu; CIB 2; Restauro da Casa Salinger e da Fábrica da Manteiga; Smart DIB; Revitalização das vias. Para o início da implantação do distrito, o governo do Estado está disponibilizando R$ 60 milhões.
Como o Distrito de Inovação deve se conectar com o trabalho já desenvolvido pelo Centro de Inovação?
Através da implantação das ações previstas acima e de uma política de incentivos urbanísticos e construtivos, buscaremos atrair para a região empreendimentos que que transformem o espaço em um ambiente que melhore a qualidade de vida das pessoas.
Quais são os principais projetos ou metas que o Centro de Inovação Blumenau pretende desenvolver nos próximos anos?
Além de continuar a execução das funções e subfunções já previstas no guia de implantação do centro, e da expansão com o CIB 2, estão nos planos a criação de um Parque tecnológico e um Centro de Pesquisa, para conectar fisicamente Universidades, empresas e a comunidade em geral.
Que mensagem o senhor deixaria para jovens empreendedores e pesquisadores que desejam ingressar nesse ecossistema de inovação?
Costumo dizer que a principal função que temos no CIB é o de ser um ponto de conexão, entre necessidades/problemas com as soluções. Para isso, além de contar com nossos agentes de inovação, temos um programa chamado Gene Experts, que consiste em um banco de talentos em diversas áreas do conhecimento, justamente para atender as demandas das mais diversas. Portanto, convido a todos que ainda não conhecem o CIB nem nossas entregas que venham nos visitar. Temos um projeto de visitas guiadas, que mesmo que você não tenha nenhuma demanda específica, durante a visita podem surgir ideias de inovação e empreendedorismo.
Como o senhor imagina a atuação futura do Centro de Inovação em Blumenau e em Santa Catarina nos próximos anos?
A visão do Instituto Gene é “Ser referência nacional como agente de conexões do ecossistema de inovação e empreendedorismo." Nessa trajetória dos primeiros cinco anos, já alcançamos indicadores importantes que nos colocam com esse reconhecimento. Para o futuro perseguiremos ainda mais esse objetivo, contando com nosso time de talentosos agentes e integrado com todos os stakeholders do ecossistema de inovação e empreendedorismo. Pretendemos ampliar ainda mais as ações para todos os municípios do Vale Europeu, contribuindo nosso desenvolvimento regional. Em especial, reforçaremos nossos programas e projetos de inovação social, com uma visão holísticas para atendimento de todas as comunidades.
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