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“Quando esquecemos de quem somos, perdemos a saúde mental e o corpo adoece”, diz psicólogo Jonathan Krueger

le explica por que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo.

20/01/2026 às 10h01 Atualizada em 20/01/2026 às 16h32
Por: Maurício Cattani
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Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

O mês de janeiro é marcado pela campanha Janeiro Branco, que chama a atenção para um tema cada vez mais urgente: a saúde mental. Em Blumenau, a mobilização envolve ações gratuitas, rodas de conversa e eventos abertos à comunidade, buscando quebrar tabus e incentivar o cuidado emocional.

Para falar sobre a importância da campanha, os sinais de alerta para o sofrimento psicológico e onde buscar ajuda, o AJ entrevista o psicólogo Jonathan Krueger, um dos organizadores do Janeiro Branco em Blumenau. Ele explica por que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo e destaca como a rotina acelerada e o uso excessivo das redes sociais impactam o bem-estar das pessoas.

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Confira a entrevista 

-Jonathan, para começar, o que é o Janeiro Branco e por que essa campanha é tão importante nos dias de hoje?

Janeiro Branco é a maior campanha de saúde mental no mundo e também da nossa cidade, precisamos da campanha para alertar as pessoas para cuidarem de sua saúde mental, uma vez que essa questão passa despercebida para a maioria das pessoas, que vivem simplesmente conectadas ao seu corpo físico, esquecendo que somos providos de emoções e sentimentos também.

-Quando a gente fala em saúde mental, do que exatamente estamos falando? É só sobre doenças ou vai muito além disso?

Saúde mental é sobre a conexão que temos com a nossa essência, nosso potencial,nosso empoderamento pessoal. Acessar as nossas capacidades, potencialidades, e viver mais pleno e feliz nesse mundo. Quando esquecemos de quem somos, perdemos a nossa saúde mental e por consequência o corpo adoece, muitas vezes fisicamente e outras vezes emocionalmente.

-Quais são os principais sinais de alerta que indicam que uma pessoa pode estar precisando de ajuda psicológica?

Isolamento social, uma pessoa que era super feliz, interagia com muitos e agora fica isolado, trancado em seu quarto, as vezes muito quieto, recusa várias vezes convites para sair, em uma conversa há sempre um teor negativo sobre a visão das coisas, perca do prazer da sua rotina, tristeza sem motivo, enfim alguns sinais para ficar atento.

-A rotina acelerada, o trabalho e o uso das redes sociais têm impactado como a saúde mental das pessoas aqui em Blumenau?

Sim, vivemos presos na tela enquanto o tempo vai passando, nossa vida se vai junto com o feed das redes sociais. Vivemos algo falso e imaginário nas redes sociais, quando entramos em comparação com a vida dos outros ou simplesmente quando postamos algo para sermos vistos, admirados ou validados. As redes sociais são uma grande ferramenta de conexão, que usada sabiamente podem transformar um mundo, porém na maioria das vezes a utilizamos de forma distorcida.

-Ainda existe muito preconceito em procurar um psicólogo? Na sua avaliação, como é possível romper essa barreira?

Sim, o ser humano ainda acredita que precisa dar conta de tudo, que buscar ajuda pode ser sinal de fraqueza. Crenças do tipo: ninguém vai me entender, eu sou muito imcompreendido, meu problema é difícil, eu mesmo já tentei, como alguém pode ajudar alguém como eu? Essas crenças enraizadas acabam fazendo com que a pessoa não procure ajuda. 
A solução é falar de saúde mental o tempo todo e em todos os lugares, fazendo com que as pessoas percebam, entendam e integrem essa informação dentro de si, mudando assim a cultura do que acreditam.

-Quais ações estão sendo realizadas em Blumenau dentro da campanha Janeiro Branco?

Este ano estamos fazendo vários eventos nos três shoppings da cidade (Blu Livro - Park Europeu, Norte Shopping e Neumarkt) com várias rodas de conversa com temas como terapia, burnout, ansiedade, cuidados com a mente em geral. As rodas são conduzidas por psicólogos e psicanalistas e são gratuitas para toda a comunidade 

-Para quem sente que precisa de ajuda, por onde deve começar? Onde é possível buscar atendimento psicológico na cidade?

Primeiro pesquise um psicólogo(a) na sua rede social e verifique as suas postagens, o que ele fala, se você se conecta com o profissional, envie uma mensagem, converse com ele, muitas vezes as principais dúvidas são tiradas naquele momento, fale de valores, fale de tudo o que trazer dúvida. Outra opção mais emergencial geralmente é o CVV ligando no número 188, onde um voluntário vai te ajudar, te escutando e te orientando.

-E para quem convive com alguém que não está bem emocionalmente, como oferecer apoio sem julgar ou pressionar?

Frases como "eu estou aqui para você", "estou te escutando", "eu acredito que você vai sair dessa", "sou um acolhimento e escuta para você", são de extrema importância para a pessoa se sentir acolhida e fortalecida a buscar ajuda. Se possível acompanhe essa pessoa nas primeiras sessões até o psicólogo.

-Para fechar, qual mensagem o senhor deixa para quem está nos ouvindo agora e talvez esteja enfrentando um momento difícil?

Tudo o que você está passando por mais difícil que possa imaginar, por mais difícil que é sentir essa dor, existe uma solução. E nós do Janeiro Branco estamos aqui para te acolher, fortalecer e trazer, novas possibilidade e formas de ver a vida.

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