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Caso Bianca: Justiça nega exame psicológico em Everton Balbinott

Caso Bianca: Justiça nega exame psicológico em Everton Balbinott

16/07/2019 às 07h36 Atualizada em 16/07/2019 às 10h36
Por: Tom
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Foto: Redes Sociais
Foto: Redes Sociais

Everton Balbinott, acusado de ter assassinado a ex-namorada Bianca Wachholz com um tiro no rosto em julho do ano passado, vai continuar detido no Presídio Regional de Blumenau. O juiz Juliano Rafael Bogo, da 1ª Vara Criminal do Fórum de Blumenau, negou que o réu passe por uma análise psiquiátrica, ou seja, um exame de sanidade mental. O pedido do advogado, Jeremias Felsky, foi feito no último dia 8 de julho, informando que Everton fazia terapia com uma psicóloga, já que "vivenciava distúrbios psicológicos."

Conforme a decisão do magistrado, anexada ao processo nesta segunda-feira (15), "fazer terapia com psicólogo não significa, necessariamente, sofrer de qualquer perturbação da saúde mental. Segundo, porque a defesa não apresentou nenhuma prova do alegado." Com o indeferimento do juiz, o Tribunal do Júri está mantido, porém ainda não há data para acontecer.

"A família, com essa decisão, constata mais uma vez, que a Justiça está sendo feita. E que esse tipo de artimanha jurídica, ou seja protelar o julgamento, não mais está sendo aceita pelo poder judiciário," afirma o assistente de acusação da família Wachholz, Alexandro Roberto Maba.

Esta foi a quinta vez que Everton mudou a tese de defesa. A primeira foi que o réu teria cometido o crime por conta da existência de uma dívida do casal, depois foi que Bianca gostava de gastar dinheiro e teve que fazer empréstimos. A terceira tese, diz que o acusado teria ido no dia do homicídio entregar a arma para a mãe da vítima, Sônia Lima. Por último, a tese afirmava que Everton teria matado a ex-namorada agindo em "legítima defesa da honra."

Relembre o crime

Bianca Wachholz foi morta no dia 25 de julho, na casa dos pais, no bairro Itoupava Central. O crime foi testemunhado pela mãe da vítima, Sônia Lima. Segundo testemunhas, Everton não aceitava o fim do relacionamento. Um dia antes de cometer o homicídio, o acusado já havia ameaçado a vítima dizendo que a mataria colocando uma arma em sua cabeça.

Bianca, assustada e com medo, foi até a casa dos pais e naquele mesmo dia enviou um áudio pelo WhatsApp a um amigo do casal relatando tudo o que havia acontecido e disse que registraria um boletim de ocorrência. Cerca de uma hora depois, Everton pulou o muro da residência. A artista plástica disse à mãe que ouviu alguém entrando.

Ao abrir a porta da cozinha, Sônia se deparou com o ex-companheiro da filha e convidou ele para entrar. Em seguida, Bianca apareceu no corredor e perguntou se Everton estava armado. Naquele momento, ele sacou o revólver e perseguiu a vítima, que se desequilibrou e caiu no chão do banheiro. Foi aí que ele fez um único disparo no rosto de Bianca, que morreu na hora.

O ex-namorado fugiu e se apresentou à polícia um dia após cometer o crime, prestou depoimento e foi liberado. Porém, a polícia representou pela prisão preventiva do suspeito e assim que a Justiça emitiu o mandado, Éverton foi preso, no dia 27 de julho, na casa de um parente. Desde então, ele está detido no Presídio Regional de Blumenau à espera do julgamento.

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