
A Polícia Civil de Blumenau informou que a menina de 8 anos, sequestrada pelo pai Anderson Rafael Hasse, ainda não retornou à cidade e permanece em um abrigo no Rio de Janeiro. A expectativa da família é de que a criança seja liberada e retornada a Blumenau ainda nesta semana, mas a decisão final depende da manifestação do juiz responsável pelo caso.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Bruno Fernando, a mãe da criança já teve contato com ela e está aguardando apenas a autorização judicial para a devolução da menina. "É um caso delicado, que o juiz precisa tratar com cautela, tanto no Rio quanto aqui. A família está aguardando a liberação ainda nesta semana", afirmou o delegado.
O pai, Anderson Rafael Hasse, de 40 anos, segue preso no Rio de Janeiro após ser detido na quinta-feira (20) na comunidade da Rocinha, na Zona Sul, onde se entregou. Ele foi preso por sequestrar a filha, entre o fim de fevereiro e o início de março, quando deveria tê-la devolvido à mãe.
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De acordo com a Polícia Civil de Blumenau, o sequestro foi planejado por Anderson há cerca de três meses, devido à perda da guarda da menina e a uma situação envolvendo a família da mãe da criança. Amigos e familiares também estão sendo investigados.
Além disso, a polícia apurou que Anderson estava se desfazendo de bens valiosos, como um carro e instrumentos musicais, e havia realizado um empréstimo bancário superior a R$ 60 mil, com o qual financiou a fuga. O dinheiro foi sacado das contas pessoais dele.
A última vez em que Anderson e a filha foram vistos foi antes do Carnaval, na região do Morro do Baú, em Ilhota, onde foram deixados por um motorista de aplicativo com malas e uma caixa de som. Anderson informou ao motorista que seguiria para Blumenau e depois para Piratuba, mas colegas de trabalho negaram qualquer programação de viagem.
A Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) também revelou que Anderson utilizava a alienação parental para manipular a filha, o que contribuiu para a perda da guarda da criança. Com as evidências, a polícia solicitou a prisão temporária de Anderson pelos crimes de sequestro, cárcere privado e desobediência.
O caso segue em investigação, e a expectativa é que a menina, possa retornar à sua família em Blumenau em breve.
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