19°C 34°C
Blumenau, SC

André Bonomini: Oktoberfest, 40 anos, 12 imagens

André Bonomini: Oktoberfest, 40 anos, 12 imagens

08/10/2024 às 11h10 Atualizada em 08/10/2024 às 14h10
Por: Tom
Compartilhe:
(JSC / Antigamente em Blumenau)
(JSC / Antigamente em Blumenau)

Oktoberfest…

Há quatro décadas redondas estes termo, nascido da realeza em uma cidade da Baviera, é parte do processo de ser e viver Blumenau.

A virada para o mês de outubro em calendário mil desde 1984 (ou pelo menos pelos anos depois deste) é cercada de ansiedade boa, mil planos e a expectativa de colorir novamente ruas e avenidas com flores e bandeiras para a celebração máxima do lado germânico da cidade de Dr. Hermann.

É sempre naquela quarta-feira a noite, quando o dia vai morrendo depois do agito diário do trabalho, que muitos vão tomando sorrateiramente a "Wurststrasse", pouco a pouco, aguardando ansiosamente o primeiro dos 17 de tantos mais "dias de folia" dos versos de Helmut Hogl.

Carros, fritz e frida, a música característica que pouco a pouco aumenta formando nosso baile da vida, puxando a cada um para tomar conta dos quatro setores da já clássica Vila Germânica, seja na primeira ou segunda, terceira, quarta, qual seja a noite de festa que for a escolhida para celebrar.

Seria como inserir um carnaval a moda do Vale em cada outubro, feito e organizado a maneira tradicional para sorriso popular e deleite do turista forasteiro. E tal como qualquer festa neste mesmo naipe, a Oktoberfest desperta inúmeras sensações: amor hipnotizante entre musicas, cores e o chope corrente ou o ódio pelo barulho, ruas e avenidas lotadas e os irresponsáveis em uma esquina ou outra. Faz parte, uma simbiose aceitável para quem chega ao marco de 40 anos com muitos por vir.

E nestas páginas que viramos de um extenso livro de história que começa com enchente, olimpíadas, Ayrton Senna, Diretas e musica pop, já se acumulou detalhes e momentos que jamais conseguirão ser figurinhas completas de um compêndio de memória. Por mais trabalhos que surjam, os incontáveis instantes - os mais lembrados ou os mais esquecidos - se avolumam e a justiça nunca será completa, algo natural.

Sem pretensão alguma e, talvez, promovendo uma espécie de "repeteco" de histórias, vamos reunir aqui 12 fotos, procurando apenas ampliar os detalhes que não percebemos ou talvez perceberíamos com o passar dos anos dentro deste universo incontável de uma Oktoberfest. Ela é bem mais do que a simples mistura de chope e alegria, é um registrador de memória e recordação que enriquece páginas de uma cidade habituada com o processo mas nunca com o que ele pode trazer dentro dele.

Assim sendo, vamos voltar no tempo. Fique atento, pois reflexos destes jamais imaginaríamos que veríamos ser o crescer como seriam (nota: algum pode faltar, justiça poética a este escriba, por favor!)…

(Família Nunes / Antigamente em Blumenau)

Artífices: A sabida história da Oktoberfest não tem, exatamente, 1984 como marco inicial, mas a enchente talvez seja a melhor justiça poética que ela pode ter para iniciar a trajetória de quatro décadas. Em entrevistas passadas, o ex-prefeito Dalto do Reis contou da ideia surgida antes mesmo do ano zero, sobretudo com as observações do então secretário de turismo Antônio Pedro Nunes sobre a festa de Munique.

O momento inicial seria 1983, com a decoração começando a ser colocada pouco antes da maior das seis enchentes. A tragédia daquele ano ultrapassou a régua do tolerável e o ano seguinte seria, de fato, o iniciador. Teria que ser 1984, e a chegada da festa foi o embalo que uma cidade, combalida por mais uma grande cheia, precisava para entrar nos trilhos outra vez.

O resto? começou ai, no sangrar do primeiro barril e na responsabilidade de Dalto e Antônio Pedro. Tudo estava apenas começando e os outubros vindouros jamais seriam os mesmos.


(Arquivo Histórico)

Delinquência: As vezes, uma ideia de carro alegórico para os desfiles da Oktoberfest começa com uma certa dose de ousadia e contravenção a ordem das coisas. Grandes atrações começaram desta forma, levando alegria contra o grito desesperado dos organizadores do desfile para que saíssem da pista e não maculassem o programa original.

Felizmente, os delinquentes mereceram e merecem palmas até hoje pelo ato de desobediência ao invadir desfiles e deixar marcas inesquecíveis até hoje. A Bierfarhrrad era uma destas ousadias, vinda das mãos dos agitadores Ingo Penz e Horácio Braun, gênese do que seria a Choppmotorrad anos depois. O Planeta Péia, começado pelo atrevimento de Nerino Fulan em uma bicicleta de três lugares surgida no meio da multidão foi o mesmo exemplo.

Apesar de tempos de maior organização na seleção de novos carros hoje, verdade seja dita: não fosse este abuso e muita coisa divertida jamais entraria na pista.


(Antigamente em Blumenau)

Sábados de manhã: Siegfried Hipfl, ou apenas Siggi ou Zigi (com o trompete em destaque), como queira colocar o apelido em ordem. Um personagem necessário para o princípio da Oktoberfest e como a conhecemos, cantada e versada sobre a ótica dos alemães que cruzaram o Atlântico para dar a pitada de alegria que a festa precisava. Foi o talento de tantos destes, inclusive dos que aqui ficaram depois, que as bandas da região tiveram novo impulso, deixando de lado as "injustiças" e trazendo novos elementos ao som característico de todas.

Foi pela mão e conhecimento do saudoso radialista Fred Ullrich que a porta foi aberta ao som vindo direto da Alemanha, acumulando grandes momentos e passagens históricas. Fora o show de Siggi nos pavilhões (com direito a instituição do Ein Prosit! a cada momento e de tocar em cima das mesas), o maestro levava a consagrada Götz Buam para a fachada da Moellmann (foto) nos sábados de manhã, garantindo uma trilha sonora diferente para os que cruzavam o centro em dias da festa.

Siggi viria à Blumenau pela última vez em 2006, com o mesmo rastro de alegria e carisma de sempre. Ele nos deixou em agosto de 2021, aos 81 anos e tantos outros dedicados a música, das quais somos gratos por tanto.

Música não é tudo se não tiver, em algum momento, um pouco de carisma do criador. Danke, Siggi!


(JSC / Antigamente em Blumenau)

O Vovô: Arrisco dizer que um dos maiores privilégios de uma Oktoberfest para muitos que incentivam a festa como tal é se colocar na pele de seu cartaz maior: o Vovô Chopão. Criação máxima do talento e perspicácia de Luiz Cé, foi ele o que emprestou a cada ano a cara e o velho caneco sempre cheio de chope para ser a figura de destaque dos cartazes da Oktoberfest a cada ano até o começo dos anos 1990.

O universo do personagem de Cé rendeu inúmeras criações e virou peça de campanha de várias frentes. Já a fantasia que honreia um ou outro durante uma festa, cuja identidade sempre é um grande mistério, passou por evoluções necessárias até mesmo para refinar a fidelidade na interpretação do personagem. As primeiras, como da imagem, talvez não eram a coisa mais convidativa a se ver, mas ajudava a construir a fantasia em torno do personagem.

Luiz Cé é figura carimbada até hoje, nos corredores da festa, e encontra-lo pela Rua XV em dia de desfile é quase uma obrigação, como "pedir a benção" por mais um ano em que o Vovô leva a Vovó Chopão à pista para ser, como nós, mais um folião.


(Arquivo Histórico / Antigamente em Blumenau)

Helmut: Um dia, conversando com Dalto dos Reis nos corredores da Câmara de Vereadores (papos estes sempre longos e ricos de memórias), o amigo e ex-prefeito contou-me sobre uma passagem que muito poucos conhecem: como foi o processo de convencimento para que Helmut Hogl trouxesse a consagrada orquestra que comandava para Blumenau.

Nas palavras de Dalto, aquele bom susto por se fazer uma descoberta: não foi fácil, até porque rolou uma certa resistência em ir a "uma cidade do interior do Brasil" para fazer show. As conversas tiveram, inclusive, a palavra da esposa, Sonir Högl, no convencimento final. E cá pra nós: ele teve que morder a língua e admitir que fez uma grande jogada: a Oktoberfest talvez não seria a mesma sem o brilho e o tema composto para ela, em 1989.

Apesar disso, naquele fim dos anos 1980, ele era motivo de amor e ódio: a regra de repertório da festa (que mais da metade do repertório tenha musicas germânicas) não era tão clara e Helmut revirada as paradas brasileiras, colocando até o "Hilarié" da Xuxa no programa. Demorou para que a regra criasse um acerto, mas um debate necessário que ainda repercute nos dias de hoje, entre o controle e a avaliação, como este escriba já pode testemunhar.

Na imagem, o resultado do convencimento: Helmut e a banda diante do Hotel Himmelblau, em fins dos anos 1980 para, logo mais, seguir para outra noite de show. O maestro faleceu em 2000, deixando saudades e um nome escrito até em placa de setor na Vila Germânica.


(JSC / Antigamente em Blumenau)

Costumes: No começo de tudo, havia no ar ainda um certo clima de festa de chope, como aquelas que tomavam os pavilhões da antiga PROEB em tempos pré-Oktoberfest. A saudosa professora Thereza Palmas Ribeiro contava, por vezes, que demorou para que a festa entrasse no cotidiano de cada outubro, sobretudo em 1984, onde ela mesma dizia que "muitos não sabiam" e iam sendo levados pelo ambiente em volta.

Também naquele período, muitos pavilhões eram mais recheados de mesas longas, muitas delas feitas pela tradicional Móveis Rossmark, e cujo comportamento excedente - como subir nelas - era algo condenável e passivel de chamada de atenção dos fiscais em cada pavilhão. Fora isso, era o local de reunião de muitas famílias, que por vezes até "marcavam lugar" para encontros de noite a noite.

Na imagem, um fragmento indiscreto de uma destas tantas famílias e amigos na apreciação da gastronomia típica da festa. E não é qualquer família: a gentil moça de óculos no lado direto da foto é a sempre história "vovó" Alda Niemeyer, figura histórica e lenda viva do radioamadorismo da cidade, em um raro momento de descontração em meio a grande festa.

Um encontro entre a face incansável do resgate de uma enchente e a celebração que teve a enchente como justiça poética. Feliz foi o fotógrafo.


(Antigamente em Blumenau)

Bierwagen: Um carroção grande com seus vários barris de chope, emulando os carroções que entravam triunfalmente em meio aos desfiles da Oktoberfest de Munique, ou uma simpática caminhoneta cruzando lentamente as agitadas vias da cidade em um momento de correria cotidiana levando o "pão líquido" e musica?

Na memória de muitos, a mais corriqueira lembrança do período de festa é da passagem de uma caminhoneta Chevrolet sempre decorada e tendo, além do barril de chope, o bandoneon do saudoso Arthur Schmidt. Carpinteiro de ofício e músico de mão cheia, daqueles que praticamente aprendem a tocar de forma autodidata, era o acompanhante ideal do Bierwagen nas várias viagens pelo centro da cidade.

Conhecido cidadão do bairro Progresso, Schmidt nos deixou em janeiro de 2010, inserido num panteão de personagens folclóricos de todos os tempos da festa. Uma galeria seletíssima e merecida para rostos e música indeléveis como a dele.


Lama e morte: A enchente foi a poesia que faltava para inspirar a festa, num sentido cru da definição de motivo da Oktoberfest. No entanto, em alguns momentos destas quatro décadas, a chuva parecia completar o ambiente com uma página tensa e triste em meio a cor e a alegria. A intensidade pode ser prevista, mas o estrago e, infelizmente, a morte nunca tem parâmetros.

Uma noite de outubro, a do dia 14 em 1990, é o exemplo mais pesado de tudo isto. Foram 21 mortos numa enxurrada que atingira em cheio regiões dos bairros Gloria e Progresso, no Reino do Garcia. A ocupação inadequada de encostas combinada ao volume de chuva e o solo saturado daqueles dias foram a soma nefasta para a tragédia tão anunciada por especialsitas, como os professors Lauro Bacca e Adilson Pinheiro.

Era apenas o segundo fim de semana da festa, que iria até dia 21, mas as duras palavras do então prefeito Victor Sasse já davam o tom: "não há mais clima". O lucro liquido de quase 1 milhão de dólares seria destinado aos flagelados e as bandas alemãs da programação promoveram um show extra no último domingo para ajuda aos atingidos.

Aprendizados daquela tragédia, entre chope e lama? Anos depois, outras do mesmo o pior montante viriam, e as lições duramente teriam de ser assimiladas. Cancelamento? Não ocorreu como podia se pensar, mas anos depois uma situação parecida obrigou uma pausa. A complicada relação de Oktoberfest com chuva nunca foi pacífica e o tempo conta sobre isto.


(JSC / Angelina Wittmann)

Freddy no Celeiro: Em 1993, os questionamentos sobre a perda de rumo e sentido da Oktoberfest chegavam a um ápice complicado, ao ponto da cidade viver, ao mesmo tempo, duas festas semelhantes em lugares diferentes. De um lado, a já tradicional em busca de números superlativos e quase descontrolada com foliões acampados em ônibus de turismo e a babel sonora entre Bude e Tunga, no Centro.

Já a outra, efêmera e marcante, a chamada "Oktoberfest dos Bons Tempos" era a aposta do então Centro Comercial Celeiro do Vale em reviver aquilo que se acreditava ser a verdadeira essência da festa, enaltecendo a música tradicional e a gastronomia apurada num clima rigidamente familiar. E para tanto, a grande chegada daquele evento era uma das vozes mais importantes da chamada Volksmusik: Freddy Quinn, veterano já naqueles tempos na primeira visita que fazia a cidade (talvez a única).

Á epoca, Freddy estava com 62 anos e muita bala na agulha para distribuir em canções. Todo o equipamento para o show veio da Alemanha e o trato do cantor era o mais detalhista possível, como me recordara também Fred Ullrich, um dos intermediadores da vinda do artista. Foram grandes noites ao som de clássicos na voz grave do austríaco mais ilustre da volksmusik alemã.

Freddy ainda segue firme e bem de saúde do alto de 93 anos de vida. Já a "Oktoberfest dos Bons Tempos" virou apenas nota de rodapé da história e o Celeiro do Vale desapareceu falido e tornou-se apenas pilha de escombros na velha estrutura há poucos anos atrás, destruído por um incêndio. E o debate pela melhor qualidade da Oktober oficial praticamente começou naqueles dias tensos de 1993.

Quem viveu, viveu.


Terezinha Nunes de Oliveira: Transgressão e deserção, devem ser palavras bem exageradas para definir algumas figuras da Oktoberfest que fizeram história quase que numa explosão de amor e desejo de viver este clima único de Blumenau em cada outubro. Atrações de desfile nasceram de uma certa dose de transgressão às regras e a "deserção", o "ficar por aqui" trouxe turistas e músicos para serem um blumenauense e mais, no dia a dia e na grande festa.

Já Terezinha foi a mescla perfeita de ambos, e de ambos que nasceu a marca dela própria em meio a atrações ditas mais vistosas de um desfile. Carioca da gema, de Jacarepaguá, apareceu com traje espanhol e as castanholas nas mãos pela primeira vez em 1988, justo neste misto intenso de amor e "boa desobediência" que, anos depois apenas, a colocaria como uma atração de desfile.

Esperar pela "espanhola" no desfile não era cantarolar a canção de Kledir, mas bater palmas com aquela carioca que jamais pisara na península ibérica mas guardava o gosto pelo tradicional instrumento espanhol e sua caracterização a cada ano. Quis, infelizmente, o destino ser cruel demais com Terezinha: era nos deixaria tão repentinamente momentos antes do desfile de abertura da Oktoberfest de 2003, aos 73 bem vividos anos de vida.

Há quem ouça, meio ao longe, as castanholas soando pela XV num dia de desfile. Uma personagem que merece lembrança sempre. Afinal, carinho por tanto deste universo não tem pré-requisito, apenas sentimento que constrói o imaginário da celebração.


(Acervo / Portal Alexandre José)

Realeza sem fim: A passagem de cetro e coroa de uma realeza à outra na última noite de Oktoberfest é, sem dúvida, uma das grandes apoteoses dentro deste ciclo de dias de folia de cada outubro. A torcida mordaz e animada em torno de alguma das concorrentes, os discursos de enaltecimento da festa, a avaliação minimalista dos jurados, todo o drama e ansiedade em volta de uma escolha que simboliza um ano em que um trio empresta charme e graça para divulgar, entre mil vestidos e figurinos, a maior festa alemã das Américas mundo afora.

A sucessão de 2019 para 2020 é um destes tantos momentos. No sorriso aberto no palco, a então rainha eleita Sasha Benner Bauer, ladeada pelas princesas Giane Prochnow e Franciele Aline Schwanke seriam as próximas a viver esta rotina de sorriso e graça oficiais da celebração. Mas quem poderia imaginar, entre os flashes fotográficos e os gritos apoteóticos que aquele reinado pudesse durar mais do que se esperava no semblante das três?

Ficou com este trio o momento mais tenso e longo de reinado que a Oktoberfest viveria, bem como a ausência necessária e dolorida de dois anos da festa do palco da Vila Germânica entre 2020 e 2021, com o ápice da pandemia da Covid-19. O silêncio dos setores, tão importante para o cumprimento de medidas de proteção, contrastava com a velada tristeza pelo evento ausente no calendário, e a realeza eleita naquela noite de 2019 teve que seguir respirando fundo numa caminhada que parecia sem fim.

A passagem de cetro em 2022 foi o último ato de uma jornada longa, difícil mas, no final, gratificante e histórica. Estatísticas e processos longos também entram os compêndios, e lá dentro deles estarão os nomes de Sasha, Giane e Franciele, representantes de um tempo onde, além da graça, era preciso ter resiliência e calma para enfrentar o inimigo invisível, a "enchente sem água" como se ouvira falar nos tempos duros da Covid-19.


(SECOM / Prefeitura de Blumenau)

Para, respira e segue: E chegamos ao ano anterior, cuja história dura de uma enchente confluiu com a festa da forma mais intensa já vista. Água no chope já havia sido uma combinação chata e triste em eventos como 1990 e 2011, mas 2023 exigiu medidas tão extremas quanto necessárias, e uma extensão das festividades como jamais vista, para resiliência e desafio de corpos já cansados de organização, músicos e foliões.

As chuvas do começo de outubro levaram a cidade a mais uma série de enchentes, a maior em um único ano (seis cheias) superando as cinco de 1973. O pico máximo foi de 10,76m e a série também foi responsável por ultrapassar a marca de 100 cheias desde o primeiro registro, em 1852. A Oktoberfest, que já havia aberto os trabalhos em meio a chuva, sofreria ao mesmo tempo um dos movimentos mais ousados e tensos da história: uma suspensão das festividades.

Foram cinco dias de setores vazios e uma desmontagem estratégica que, ao menos, preveniu algum estrago que pudesse acontecer. A retomada, mesmo cercada de alguns questionamentos e bronca de alguns turistas, ocorreu ainda em meio a chuvas e cheias mais contidas e terminou estendida até o dia 29 de outubro daquele ano, buscando a manutenção de postos de trabalho de tantos que lá trabalhavam no período.

Momentos tensos e nervosos que todos que giram nesta órbita de quatro décadas esperam não viver mais por este 2024, quando a cidade se veste de festa outra vez para uma Oktoberfest. Outras páginas de livro histórico serão escritas, outra realeza passará o cetro a seguinte e o ciclo continua, entre personagens, momentos, chope, comida, musica e alegria daquela que, depois de quatro décadas, rotula-se como a maior festa alemã das Américas.

E aqui estamos para registrar tudo. A história segue, a Oktoberfest também.

Ein prosit!

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Blumenau, SC
21°
Tempo nublado

Mín. 19° Máx. 34°

22° Sensação
1.07km/h Vento
90% Umidade
100% (2.98mm) Chance de chuva
06h26 Nascer do sol
06h13 Pôr do sol
Sex 34° 18°
Sáb 36° 19°
Dom 29° 20°
Seg 27° 20°
Ter 30° 21°
Atualizado às 18h01
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,16 +0,04%
Euro
R$ 5,95 -0,38%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 366,135,29 -2,09%
Ibovespa
188,052,02 pts 0.05%