
Os assistentes de acusação aproveitaram nesta quinta-feira (29), a oportunidade de réplica na fase dos debates no júri popular do autor do ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, para fazer uma homenagem às famílias das vítimas.
A réplica teve início com a explicação do Promotor de Justiça, Guilherme Schmitt, sobre o laudo de insanidade mental, momento que afirmou que todos os requisitos para a validade do laudo foram cumpridos. A explicação foi feita após o defensor público pedir o reconhecimento da psicopatia e o afastamento do laudo de insanidade mental, alegando que não havia sido realizado da forma correta.
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O Promotor afirmou que o transtorno de personalidade antissocial não é o mesmo que psicopatia, diferente do que alega a defesa do autor. De acordo com ele, este transtorno não gera incapacidade, somente insensibilidade.
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Argumentou ainda, que o réu tinha pleno raciocínio lógico do que estava fazendo, pois premeditou todo o crime, escolhendo o local em que iria. Demonstrando dessa forma, que tinha total discernimento que seu ato era errado.
Fechando a réplica, os assistentes de acusação descreveram cada vítima e suas famílias, mostrando fotos e vídeos. Momento que gerou comoção entre os presentes.
Agora, a juíza se reunirá com os jurados, a acusação e a defesa para a votação dos quesitos que orientarão a sentença. A leitura da sentença está prevista para o final do julgamento e será realizada com a presença apenas dos familiares das vítimas, do réu e da imprensa.
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