
Começaram os debates entre a acusação e a defesa no julgamento do autor do ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, na tarde desta quinta-feira (29). Cada lado tem até uma hora e meia para apresentar seus argumentos. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), representado pelos Promotores de Justiça Guilherme Schmitt e Rodrigo Andrade Viviani, iniciou as exposições, destacando que o réu tinha como objetivo chamar a atenção do maior número possível de pessoas com seu ato.
O MPSC abordou o laudo de insanidade mental, que apontou que o autor possui transtorno de personalidade antissocial, mas que, ainda assim, tinha plena capacidade de entender a gravidade de seus atos. Sobre o uso de drogas, o médico psiquiatra responsável pelo laudo afirmou que o réu não pode ser considerado dependente químico e que estava totalmente consciente durante o cometimento do crime.
A promotoria também destacou as qualificadoras que agravam o crime:
Mais cedo, o réu prestou depoimento no Fórum de Blumenau, durante o júri popular. A sessão durou cerca de nove minutos, e ele respondeu apenas às perguntas feitas por seu defensor público.
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Após os debates, a juíza se reunirá com os jurados, a acusação e a defesa para a votação dos quesitos que orientarão a sentença. A leitura da sentença está prevista para o final do julgamento e será realizada com a presença apenas dos familiares das vítimas, do réu e da imprensa.
O ataque ocorreu em 5 de abril de 2023, na creche particular Cantinho Bom Pastor, em Blumenau. O réu invadiu o pátio da instituição e matou quatro crianças a machadadas, ferindo outras cinco. Após o crime, ele se dirigiu ao Batalhão da Polícia Militar e se entregou.
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