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Emerson Luis. Esporte: Muito além do suor

Emerson Luis. Esporte: Muito além do suor

23/08/2024 às 21h34 Atualizada em 24/08/2024 às 00h34
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Matheus Corrêa durante uma prova de marcha atlética. Foto: CBAt
Matheus Corrêa durante uma prova de marcha atlética. Foto: CBAt

O Grupo ND está completando 35 anos.

Alguns personagens que fizeram parte dessa história estão sendo convidados a prestar depoimentos sobre um fato jornalístico marcante nessa trajetória.

Henrique Zanotto falou da neve no Morro do Cambirela em Palhoça em 2013.

Henrique Zanotto e personagens da matéria da neve no Morro do Cambirela. Foto: Reprodução/NDTV

Márcia Dutra destacou as chuvas e os ventos fortes provocados pelo Furacão Catarina em 2004.

Márcia Dutra em seu depoimento sobre o Furacão Catarina. Foto: Reprodução/NDTV

E eu fui escolhido para relembrar a passagem da Tocha Olímpica por Gaspar e Blumenau em 2016.

Falando sobre a Tocha Olímpica. Foto: Reprodução/NDTV

Foi um momento marcante para as 70 pessoas que conduziram a chama por 200 metros.

Paratletas e o técnico de basquete Camargo na região da Fonte Luminosa. Foto: Ivo Lima/ME

Também serviu para que eu fizesse uma reflexão e uma comparação da força do esporte blumenauense no passado (não tão distante).

Tiago Splitter conduzindo a chama em 2016. Foto: Ivo Lima/ME

E do cenário atual.

Duda Amorim também foi uma das protagonistas do evento. Foto: Internet

O nosso histórico olímpico impressiona, é pesado.

Ana Moser na Vila Germânica. Foto: Ivo Lima/ME

Ana Moser foi a precursora ao ganhar a primeira medalha.

O bronze do vôlei em 1996, em Atlanta.

Ana Moser na brigada partida da semifinal contra Cuba em 1996. Foto: Agência Estado

Antes, em 1984, também nos Estados Unidos, em Los Angeles, Marcelo Greuel foi o primeiro atleta de Blumenau a disputar os Jogos.

O ciclista ficou em 12º lugar na prova de 1 km contra o relógio.

Marcelo Greuel, na época, corria pela Caloi. Foto: Arquivo pessoal

A lista é grande.

Ana Amorim em ação em 2003. Foto: AFP/Getty Images

As irmãs Ana e Eduarda Amorim.

Duda foi eleita a melhor jogadora do mundo em 2013. Foto: Internet

E Fabiana Gripa, do handebol.

Fabiana Gripa vibrando com a camisa da seleção. Foto: Internet

Rosane Budag, do tiro carabina de ar 10 metros (prima da Miss Brasil de 1975, Ingrid Budag).

Rosane Budag conheceu o tiro ao se mudar para Joinville. Foto: Rogério Souza Junior/ND

Tiago Splitter, que teve a infelicidade de se machucar e não disputar os Jogos Olímpicos como atleta de basquete.

Tiago em ação no San Antonio Spurs. Foto: Internet

No entanto, o primeiro brasileiro a jogar na NBA esteve em Paris, como auxiliar técnico do croata Aleksandar Petrovic.

Tiago e comissão técnica durante uma vitória nas Olimpíadas. Foto: Internet

Jonathan Riekmann, nos 50 km da marcha atlética.

Jonathan Rickmann esteve no Rio em 2016. Foto: Internet

E Matheus Corrêa, nos 20 km da mesma modalidade.

Matheus Corrêa terminou em 39º lugar em Paris. Foto: Internet

Blumenauenses natos, da gema.

Nossa representatividade poderia ser muito maior se o futsal fizesse parte das Olimpíadas.

Diego Roncaglio vai jogar a Copa do Mundo de Futsal no Uzbequistão a partir de 14 de setembro. Foto: SL Benfica

Agora se levarmos em consideração profissionais que vieram para cá cedo e aqui evoluíram como atletas, o leque é ainda maior.

Do handebol, por exemplo, vêm três exemplos:

Macarrão (Joaçaba SC).

O polivalente e aguerrido Macarrão. Foto: Internet

Fausto (Caçador SC).

Fausto esteve nas Olimpíadas como atleta e preparador físico. Foto: Internet

Rudolph Hackbarth (Indaial SC).

Rudolph começou a jogar handebol na Escola Machado de Assis. Foto: Internet

A marcha atlética conta com mais um trio.

Sérgio Galdino (Armazém SC).

Sergio Galdino durante prova nas Olimpíadas de Atenas em 2004. Foto: Internet

Moacir Zimmermann (Foz do Iguaçu PR).

Em 2016, Moacir competiu no Rio, nos 20 km. Foto: Internet

E o técnico João Sendeski (Galvão SC).

João como treinador da AABLU em 2016. Foto: Internet

Não dá para esquecer de Suzana Nahirnei.

Que se tornou a primeira representante da cidade a participar de uma Paralimpíada.

Suzana Nahirnei conheceu o paradesporto de Blumenau com 17 anos de idade. Foto: Internet

Aos 30 anos, a paranaense de Candói (pequeno município da região central que faz limite com Guarapuava), vai disputar a prova de arremesso de peso (tem o terceiro melhor índice no mundo e o primeiro do Brasil) no próximo dia 4 de setembro às 7h.

Paratleta foi medalha de bronze no Grand Prix da Suíça em 2022 no lançamento de dardo. Foto: Internet

Tem ainda muita gente com passagem rápida por Blumenau, que acabou disputando a maior competição do planeta.

Oposto Alan Souza defendeu o vôlei de Blumenau ano passado. Foto: Apan

Voltando ao trabalho de formação e continuidade na carreira, entendo que dificilmente teremos condições de repetir tamanha façanha.

Como afirmou Ana Moser, em entrevista recente, "eu fui uma privilegiada pelo acesso ao esporte. Não foi o sistema que me deu uma carreira esportiva, foi a sorte de ter nascido no lugar certo, na hora certa, em 14 de agosto de 1968, em Blumenau. Se eu tivesse nascido em outro lugar, não teria jogado vôlei".

Ana Moser fez parte da equipe Transbrasil /Pinheiros em 1986. Foto: Internet

O esporte estava no DNA da família.

Seu pai, Acari Moser, jogou no Grêmio Esportivo Olímpico.

Inclusive enfrentou Pelé, em agosto de 1961, em amistoso no Estádio da Baixada.

Pelé disputa bola com Nilson Greuel e Acari Moser que está atrás de Nilson. Foto: Arquivo Histórico de Blumenau

A ponteira estourou porque teve todas as condições de exercer seu trabalho de iniciação aqui (começou com 7 anos) e em São Paulo, a partir de 1984.

Com 16 anos foi convocada pela primeira vez para a seleção infanto-juvenil.

Uma grande equipe, em um grande centro.

Tudo conspirou à favor.

Ana Moser começou a jogar vôlei em Blumenau.

Muita coisa mudou.

A política está fortemente impregnada no esporte.

Não temos mais dirigentes como Lorival Beckhauser. Foto: SME/Blumenau

Quando é preciso rever as contas, enxugar um orçamento ou fazer cortes, sobra para o esporte.

Com repasse minguado, infraestrutura longe da ideal em alguns casos e apoio limitado dos patrocinadores privados (não confundir com parceiros) está cada vez mais difícil formar e motivar um atleta.

Treino da Associação Blumenau de Karatê. Foto: ABK

Naturalmente surgem o desânimo, o esgotamento, as desistências...

Time adulto de vôlei saiu de uma Superliga para o fim das atividades em menos de 3 meses. Foto: Bluvôlei

O esporte deixa de ser prioridade.

Blumenau comemora mais um título dos JASC. Foto: SME/Blumenau

Acabou o tempo em que os Jogos Abertos eram a "Copa do Mundo" de um atleta.

Pedágios, pasteladas, feijoadas, macarronadas, risotos, rifas, vakinhas, bazar...

Não fossem as associações de pais, muitas crianças e adolescentes já teriam largado o esporte.

São eles que pegam junto e fazem a coisa acontecer.

Só que chega uma hora que não dá mais.

É preciso ser racional.

Ginásio do Sesi recebe neste fim de semana o Campeonato Catarinense de Ginástica Artística. Foto: Ablugo

Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de repórter/setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é apresentador, repórter, produtor e editor de esportes do Balanço Geral da NDTV Blumenau. Na mesma emissora filiada à TV Record, ainda exerce a função de comentarista, no programa Clube da Bola, exibido todos os sábados, das 13h30 às 15h. Também é boleiro na Patota 5ª Tentativa 

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