
Notícia atualizada às 17h25
Aos 29 anos de idade, Angelo Ricardo Bonamente toma remédio todos os dias. O morador do bairro Garcia, em Blumenau, utiliza um medicamento controlado de quatro em quatro horas para dor crônica intratável. Porém, há duas semanas, o aposentado por invalidez está sem fazer o tratamento, pois o produto está em falta nos Ambulatórios Gerais (AGs) de Blumenau.
O nome do remédio é Tramadol 50mg. Se fosse comprar nas farmácias, gastaria mais de R$ 700 para adquirir as dez caixas necessárias por mês. Sem condições de pagar esse valor, o paciente aguarda pela distribuição do medicamento, que terminou em todos os AGs, sem previsão de chegada. “Eu recebo apenas o benefício do INSS. Ou eu compro comida para o meu filho de três anos ou eu compro os remédios”, desabafou o aposentado.
Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o desabastecimento tem relação com a demanda, que é flutuante, e também com os processos de aquisição, que precisam passar por licitação, empenho. No caso desse fornecedor, a medicação vem de Recife, no Estado de Pernambuco, o que faz com que demore um pouco mais a entrega.
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