
Nesta terça-feira (22) é comemorado o Dia Mundial da Água, recurso essencial à vida. A data foi definida há 30 anos, em 1992, pela Organização das Nações Unidas (ONU), e já mostrava que algo precisava ser feito para preservar o abastecimento potável para as pessoas.
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Mas, para manter a qualidade da água dos rios e córregos nas cidades, é preciso investir na implantação de uma rede de saneamento básico eficiente que deve estar no planejamento do orçamento público. Santa Catarina, de acordo com o Painel do Saneamento, estudo feito pelo Instituto Trata Brasil, mostra que apenas 25,3% dos catarinenses têm acesso à coleta de esgoto.
Com base nesses mesmos dados, o Instituto Trata Brasil publica todo o ano o Ranking do Saneamento, uma pesquisa que mostra os indicadores de água e esgoto nas 100 maiores cidades do Brasil. Três municípios de Santa Catarina estão na lista: Blumenau, 66ª posição, Florianópolis (60ª) e Joinville (78ª). O relatório faz uma análise dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano de 2020, publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. (Veja aqui o ranking completo)
Apesar de aparecer na 66ª posição, Blumenau subiu uma posição no ranking nacional em relação ao último relatório. A cidade tem atualmente 47% de cobertura do sistema de coleta. São 21 bairros atendidos e duas estações de tratamento de grande porte, localizadas na Fortaleza e no Garcia.
Uma pesquisa feita pela BRK Ambiental em parceria com o Senai, mostrou que o Índice de Qualidade das Águas (IQA) na cidade subiu 88,3%. São 25 pontos de análise em córregos, ribeirões e rios de Blumenau que já possuem coleta e tratamento de esgoto.
Os resultados são medidos por parâmetros como oxigênio, coliformes fecais, potencial hidrogeniônico, bioquímica de oxigênio, temperatura da água, nitrogênio, fósforo, turbidez e sólidos totais.
De acordo com dados do Instituto Trata Brasil, o saneamento básico auxilia no combate à transmissão de várias doenças. O impacto é econômico: a cada R$ 1 investido em saneamento, outros R$ 4 são economizados na saúde. Além de promover a preservação ambiental, com a recuperação da fauna e a flora próximas
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