
Essa semana encontrei na entrada de um shopping aqui de Blumenau a propaganda de uma loja com produtos do Flamengo.
Lá estavam Gabigol e Everton Ribeiro como garotos-propaganda.
Segurando taças.
Um título tem como premissa valorizar o jogador, o treinador, a instituição.
Só que nem todos são beneficiados.

Vou usar o exemplo do próprio Metropolitano para justificar que a conquista de 2018, de certa maneira, não ajudou exatamente o clube, em nada.
Após ser campeão da Série B criei na época aqui no Portal, na Massa FM e na NDTV, inclusive para todo o estado, com a participação no Clube da Bola, a expectativa de que teríamos aumento de patrocinadores, parceiros, sócios, torcedores...
Um trânsito menos burocrático em Brasília para buscar recursos.
O resgate do orgulho e da autoestima.
Depois de um tempo de sofrimento, oficialmente, o time levantava seu primeiro troféu.
Foi uma bonita festa que tive o prazer de acompanhar.
Que começou em Itajaí.
Parou em frente à antiga prefeitura.
E terminou em um bar no bairro Itoupava Norte.
Diretores, jogadores, integrantes da comissão técnica e torcedores bebemoraram aquele momento ímpar.
Aí veio 2019.
E depois de uma campanha irregular, com problemas (o atraso de salários foi um deles), a equipe foi rebaixada.

Lógico que ser campeão é bom.
Só que nesse momento, o mais importante é subir.
Para isso basta um empate neste domingo (13), em Tubarão, contra o Hercílio Luz.
Se o Próspera vencer o Navegantes (que luta para não cair) e ficar tudo igual no sul do estado, o Metrô termina em 3º lugar.
E alcança o acesso.
Contudo, uma vitória simples no Estádio Anibal Costa o coloca na decisão.
Com chance de ser bicampeão.

Curioso para saber como foram os contatos durante a semana entre os cartolas e se de fato, as equipes farão um "jogo de compadres".
Como a briga lá em cima está boa e tem também a luta contra o rebaixamento, seguem a classificação e a tabela da 9ª rodada detalhadas.
Toda essa angústia poderia ser evitada com antecedência se o time de Eduardo Costa não tivesse perdido para o Próspera por 3 x 0.
Um concorrente direto, é verdade.
Até dá para relevar.
Porém, a derrota para o lanterna Guarani, em Palhoça, por 2 x 1, foi determinante.
De todo modo, fica a expectativa de fato para que o retorno à primeira divisão seja confirmado.
Seria um desastre ficar fora.
É difícil, mas pode acontecer se a equipe perder para o Hercílio Luz e Próspera e Barra vencerem respectivamente Navegantes e Fluminense - nesse caso, o Barra terá de tirar um saldo de cinco gols.
Até porque não acredito que a empresa que terceirizou o departamento de Futebol terá motivação para disputar uma nova e desgastante segundona - mesmo com contrato até dezembro de 2021.

E cá entre nós, era para ser bem menos complicado do que há dois anos.
O nível técnico da competição é sofrível.
Comparando os elencos, aquele de 2018 era bem superior.
Individual e coletivamente.

Vira e mexe esbarro na redação com algum político que vem participar de alguma entrevista.
Recentemente um deles me perguntou (geralmente não sabem nem se o time está disputando alguma coisa): e o Metrô?
Pacientemente expliquei sobre a situação e tal.
E aproveitei para mostrar todo meu descontentamento e inconformismo pelo(s) time(s) não jogar(em) na própria cidade, por não termos um estádio, sobretudo municipal, e ter de depender de favores.
Mudança de assunto.
Mesmo com o acesso e oxalá com torcida em campo, ano que vem vamos seguir pelos próximos três anos (tempo do contrato com o Atlético de Ibirama) sendo motivo de chacota.
Vergonha que não tem prazo de validade.

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