
Fase
Que temporada complicada para o futebol profissional da cidade.
Todos os planos, todas as fichas e as apostas estavam depositadas no acesso.
Que não veio, mais uma vez.
O último ano que um time daqui disputou a Série A foi em 2019.
Foi o Metropolitano - no Sesi.
Que acabou rebaixado.
E pagou muito de seus pecados, por cinco anos seguidos, no Alto Vale.
Mesmo assim, subiu.
Mais caiu novamente em 2021.
E desde então não voltou.
Instabilidades
O Blumenau, por sua vez, não sabe o que é jogar uma primeira divisão desde 1998.
Quando foi o lanterna da competição e fechou as portas.
Entre 2006, com outro CNPJ até 2025, já como SAF, o clube interrompeu as atividades, foi excluído e pediu licença.
O melhor momento nesta volta foi ano passado - os títulos da Série C, em 2017 e 2021, servem de consolo.
A previsão para esta temporada também era boa, assim como a do ríval.
Só que outra vez, a frustração superou a expectativa.
A decepção do BEC foi ainda maior por conta da Série D.
Legado
Historicamente, a melhor e a pior fases dos dois clubes sempre foram comandadas por gente daqui.
E dentro dessse contexto, até pela complexidade de se fazer futebol, há muito mais méritos do que deméritos desse pessoal.
Mesmo pontuando que um clube quebrou e outro ficou à beira da falência por causa dessa turma.
Realidade
No entanto, é importante lembrar das coisas boas.
Mesmo tendo a percepção que os grandes feitos dificilmente vão se repetir.
Afinal, está cada vez mais difícil mobilizar e persuadir empresários a investir no futebol local.
Muitos chegaram ao limite - outros estão quase lá.
Não suportaram o fardo de colocar dinheiro (alguns receberam de volta) e ainda sofrer uma saraivada de xingamentos (e até ameaças).
Logística
A galera cansou já faz um tempo.
Tanto é que "forasteiros" tocam o departamento de Futebol do Metropolitano desde 2020 - os blumenauenses continuaram segurando o rojão no CT com café, almoço, janta, alojamento, suplementos no dia a dia nos treinos, aluguéis de apartamentos, viagens, hotéis, taxas, borderôs…uma bucha.
E no Blumenau, a SAF é gerida por "intrusos" desde 2025 - também com os mesmos pepinos, além do pagamento e suas intermináveis rescisões.
Salvação
Espera-se que a SAF do Blumenau arrume a casa (acerte os salários atrasados de colaboradores e prestadores de serviço) e volte a se fortalecer.
E que a Recuperação Judicial (RJ) do Metropolitano definitivamente seja colocada em prática (o processo permanece sendo avaliado por um juiz).
Com a efetivação da RJ, pretende-se criar a SAF.
Encabeçada por Luiz Alberto Martins de Oliveira Filho, da LA Sports, e mais dois empresários (especula-se que também são de fora).
Oxalá isso se confirme logo, para que esses investidores não sejam seduzidos por projetos mais atraentes.
Mesmo sabendo que o futebol catarinense (melhor fosse na Série A) ainda é uma boa vitrine para expor seus jogadores.
Base
Em suma, é um ano para se esquecer.
Com exceção do aproveitamento de alguns atletas Sub 18 nos times principais.
E o próprio desempenho de ambos na Copa SC.
O Blumenau, inclusive, faz o primeiro jogo da semifinal contra o Guarani de Palhoça neste sábado (7), às 17h, no Sesi.
Justamente o adversário que eliminou o Metropolitano nas quartas de final.
Ainda existe esperança.

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