
Ossos do ofício
Quem vira crítico se torna alvo.
Está submetido a ser confrontado.
Sujeito a tomar porrada de quem se sentiu ofendido, injustiçado ou desvalorizado.
Normal.
Afinal, existem diversas interpretações e leituras do que se pretendeu expor em um determinado tema.
Democracia
A discussão é importante.
O debate é salutar.
Sempre com discernimento e respeito.
Block
Já excluí muita gente mal educada, que se acha no direito de ir para o Instagram vomitar suas sandices e recalques em quem avalia de maneira, digamos, mais racional, seu time ou dirigente preferidos.
Podem seguir me xingando, fazendo média com os coleguinhas de 5ª série e ganhando emojis de mãozinhas batendo palmas, porque não estou nem aí.
Não vou rebater quem não tem nada a perder e pretende colocar fogo no parquinho.
É o melhor caminho.
O próprio Google informa que “bloquear pessoas nas redes sociais é um recurso legítimo de proteção de paz de espírito, limite pessoal e saúde mental”.

Desacordos
A gente só tem a ganhar com debates civilizados.
Pode chamar no privado, sem problema, porque no circo público e virtual, não dá.
De qualquer maneira, sempre vou preservar a fonte de quem se sentiu atingido por uma ou outra colocação.
Como um integrante do Blumenau Futsal, que ficou triste (essa foi a palavra que ele usou) com alguns tópicos da última coluna.
Não esperava que eu tivesse aquele tipo de postura.
Trocamos mensagens como dois adultos.
Divergindo e consentindo em alguns pontos.
Concordando e discordando em outros detalhes.
Pautas
Como eu ter publicado informações que não são verdadeiras (segundo ele) sobre o que rolou nos bastidores do polêmico protesto contra a Federação Catarinense de Futsal (FCFS).
Pediu que eu pensasse com carinho e atenção sobre o que de fato aconteceu naquela semana.
E que eu também precisava dar um voto de confiança, acreditar no processo, valorizar o trabalho que vem sendo feito, pois os desafios são grandes e muita coisa boa vem sendo construída.
Além de mostrar coisas positivas (e não negativas) do projeto.
Histórico
Não me ofendi com nada.
Respeito seus pontos de vista.
A exceção foi querer me pautar.
Afinal, se tem uma coisa que fiz ao longo da minha carreira foi exaltar o trabalho do futsal - bem antes da sua fundação em 2017.
Compreensão
Essa última opinião, foi, de alguma forma, "pesada", reconheço.
Mas se o texto for dissecado e interpretado sem emoção, chega-se a conclusão que o objetivo foi justamente exaltar o trabalho, sobretudo a performance do time Sub 20 (base do adulto).
Sem deixar de lembrar, que a falta de recursos para ter um grupo mais competitivo e a maratona de jogos, estavam (e continuam) sobrecarregando esse elenco jovem e extremamente promissor.
Que está na semifinal do estadual da categoria contra a Chapecoense.
Mais uma viagem longa e desgastante, como tantas outras ao longo da temporada, como foi dito na postagem anterior.
Jogo de ida, no oeste, dia 4 de novembro.
Volta, dia 10 de novembro, na Vila Esportiva.
Série Ouro
A propósito, a equipe adulta fez ontem (29) na Arena Jaraguá, a partida de volta da Série Ouro, depois do inusitado 2 x 19.
Nova vitória do adversário, desta vez por 3 x 1.
Em tempo, sigo aguardando a sua resposta sobre as inverdades que contei.
Resultados
Essa dificuldade estrutural e financeira não acomete apenas o futsal.
Todas as modalidades, de uma forma ou de outra, estão padecendo.
Basta ver as estatísticas nos últimos anos nas competições da Fesporte e até mesmo nos estaduais.
O exemplo mais recente foi o basquete masculino, que terminou o estadual em 3º lugar, atrás de Joaçaba e do campeão Brusque - o time feminino sobrou e ficou com a taça.
Brasil
Já a participação nacional se limita ao vôlei masculino, que vai seguir disputando a Superliga B por causa da desistência de alguns times - a Apan foi rebaixada para a Superliga C.
Ao handebol feminino, que em outubro chegou até a fase de grupos da Liga Nacional, em São José SC - terminou em 3º lugar e não avançou para a etapa final, em dezembro, em Niterói RJ.
Que terá Pinheiros SP x Criciúma SC; Português PE x Cascavel PR brigando pelo título.
E naturalmente o futsal com a Liga Silver (Série B) e a LNF Talentos Sub 20 (Série A).
Regra
Está todo mundo mesclando atletas adultos e gente da casa
O que é muito bom - desde que não se atropele etapas.
O atleta só matura jogando e competindo.
Mudança de rota
Joinville fez isso no final da década de 90.
Cansou de brigar (e perder na maioria das vezes) com Blumenau pelo caneco dos JASC.
Cansou.
Fez uma limpa geral.
Apostou na formação e ultimamente tem dominado a Olesc e os Joguinhos.
Lapidação
O trabalho que se faz por aqui ainda é muito bom, especialmente pelo irrestrito apoio das associações de pais.
Seguimos revelando muitos talentos.
Porém, é importante reconhecer que outros municípios estão investindo forte na iniciação.
E pagando melhor atletas, professores e técnicos.
Velhos tempos
É preciso entender que os dirigentes e os políticos mudaram.
No caso específico desta queda de braço do Blumenau Futsal com a federação e com Jaraguá, fosse nas décadas de 70 e 80, no áureos tempos dos cartolas da SME, esse jogo seria adiado.
Porque Blumenau tinha muita força e moral.
Era respeitado e temido.
Mandava dentro e fora das quadras.

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