
A Câmara Municipal de Blumenau manteve, durante a sessão desta terça-feira (8), dois vetos parciais relacionados à legislação ambiental do município. Um deles retira a previsão de recompensa financeira para quem denunciar descarte irregular de lixo. O outro envolve regras para a identificação e o manejo de árvores consideradas de risco.
O primeiro veto está relacionado ao projeto que institui o Programa Municipal de Combate ao Descarte Irregular de Lixo. O trecho retirado previa que o responsável por uma denúncia que resultasse em penalidade receberia 20% do valor da multa efetivamente recolhida.
A recomendação para o veto considerou que a recompensa poderia provocar aumento significativo no número de denúncias, inclusive casos sem provas suficientes ou motivados por conflitos pessoais, ampliando a demanda sobre a estrutura de fiscalização.
Outro argumento apresentado é que nem toda denúncia resulta na identificação do responsável, aplicação de multa ou efetivo pagamento da penalidade. Nesse cenário, a expectativa pelo recebimento da recompensa poderia aumentar questionamentos e processos administrativos.
Com a manutenção do veto, o programa de combate ao descarte irregular de lixo poderá ser aplicado sem o mecanismo de recompensa financeira previsto originalmente.
A justificativa apresentada também considera que o descarte irregular ocorre em volume elevado no município, o que poderia gerar uma quantidade de denúncias capaz de sobrecarregar os setores responsáveis pela fiscalização e análise dos casos.
✅ Clique aqui para seguir o canal AJ Notícias no WhatsApp
O segundo veto parcial está relacionado ao projeto que institui o Código do Meio Ambiente de Blumenau.
Segundo a justificativa apresentada pelo Executivo, uma reavaliação técnica identificou que alguns dispositivos poderiam criar exigências consideradas restritivas para caracterizar árvores em risco iminente de queda.
Entre os pontos questionados estava a necessidade de demonstrar a situação por meio de método científico comprovado e indicar a possibilidade de queda em curto prazo. A avaliação é de que essas condições poderiam tornar o processo mais burocrático e dificultar uma resposta rápida em situações de risco.
A justificativa para o veto considera ainda o histórico de eventos climáticos de Blumenau e a necessidade de permitir uma atuação rápida da Defesa Civil diante de árvores que representem perigo à população.
Também foi apontado que outros dispositivos da legislação já estabelecem uma definição para árvores de risco e tratam da compensação ambiental.
Com a decisão dos vereadores, os dois vetos parciais foram mantidos pela Câmara de Blumenau.
Mín. 11° Máx. 25°