
A Prefeitura de Blumenau anunciou nesta segunda-feira (8) que não irá prorrogar os contratos mantidos com a empresa Orcali, responsável pelos serviços de limpeza, zeladoria e vigilância nas escolas e Centros de Educação Infantil (CEIs) da rede municipal. Juntos, os contratos somam mais de R$ 75 milhões.
A decisão foi tomada após a abertura de uma revisão interna dos contratos, motivada pela Operação Sentinela, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e que investiga um esquema de fraude em licitações nos contratos de vigilância e limpeza nas escolas.
Segundo a administração municipal, a empresa será oficialmente notificada e deverá concluir a desmobilização das equipes até o dia 26 de junho. Ao anunciar a decisão, o prefeito Egidio Ferrari (PL) disse que a medida foi adotada para preservar o interesse público e garantir a continuidade dos serviços prestados nas unidades de ensino do município.
"Nós não podemos continuar contratos com uma empresa que está envolvida em escândalos de corrupção. Daqui a pouco ela não consegue nem cumprir o contrato, porque essas empresas elas tiveram as suas contas bloqueadas, então a gente não pode prejudicar o interesse público e a prestação de serviço. Por isso a rescisão dos contratos e o encaminhamento de contratação emergencial para que não dê prejuízo de zeladoria, de manutenção, de limpeza e também de controle de acesso às nossas unidades escolares", explicou.
De acordo com Egidio, a mudança não irá afetar o funcionamento das 46 escolas e 82 Centros de Educação Infantil da rede municipal.
Para garantir a continuidade dos serviços, o município anunciou a realização de duas contratações emergenciais. Uma delas será voltada à limpeza e conservação predial das unidades, enquanto a outra atenderá as demandas relacionadas ao controle de acesso e monitoramento das escolas.
Uma das principais mudanças anunciadas pela Prefeitura envolve o modelo de segurança nas unidades escolares.
O município deixará de utilizar vigilância armada e passará a adotar porteiros para realizar o controle de acesso. O contrato emergencial terá duração inicial de seis meses. Segundo o prefeito, o novo modelo busca ampliar a segurança preventiva e fortalecer o vínculo com a comunidade escolar.
A Prefeitura também anunciou investimentos em tecnologia para reforçar a segurança das unidades de ensino.
O plano prevê a instalação de catracas eletrônicas, ampliação do cercamento digital da cidade, implantação de câmeras com inteligência artificial integradas à Central de Monitoramento e a criação de novas regras para acesso às escolas.
A proposta inclui ainda a exigência de cadastro prévio de pais e responsáveis para entrada nas instituições. A meta da prefeitura é que toda a estrutura tecnológica esteja implantada até o início do ano letivo de 2027.
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