
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (8), a Operação Fronteira Sul. A ação tem como foco desarticular uma rede criminosa que interliga facções de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, com ramificações que chegam ao sistema prisional de São Paulo.
Os mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual das Organizações Criminosas, foram cumpridos simultaneamente em Itajaí (SC) e Cruz Alta (RS). A ofensiva conta com apoio da Polícia Penal de Santa Catarina, incluindo o uso de cães farejadores e do Grupo de Tático de Intervenção (GTI).
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As investigações, conduzidas pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque, revelaram detalhes sobre o alto grau de estruturação dos criminosos:
Falso uniforme: O principal alvo da operação foi identificado utilizando coletes balísticos e uniformes semelhantes aos das forças de segurança de SC e RS, além de portar armamento pesado.
Conexão interestadual: O líder do esquema possui cargo de comando em uma facção gaúcha, mas tem origens em uma organização criminosa paulista.
Histórico criminal: Outro investigado possui condenação superior a 20 anos no sistema penitenciário de São Paulo e atuava na conexão com grupos catarinenses.
Identificação de drogas: Durante a apuração, foram encontrados tabletes de drogas com inscrições nominais de integrantes da facção, reforçando a organização logística do grupo.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o nome "Fronteira Sul" faz referência à necessidade de proteger as divisas entre os estados e interromper o intercâmbio de armas e entorpecentes entre as regiões.
Os materiais apreendidos nesta manhã passarão por perícia da Polícia Científica. Os dados obtidos devem auxiliar o GAECO a identificar novos envolvidos e aprofundar a investigação sobre a rede criminosa. O processo tramita em sigilo.
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