
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) prendeu nesta quarta-feira (25) um homem de 24 anos suspeito de agredir a companheira, que estava grávida de aproximadamente sete meses. Segundo a investigação, as agressões teriam antecipado o parto e provocado a morte do bebê logo após o nascimento.
O caso aconteceu no fim de janeiro de 2026 e ganhou repercussão durante o sepultamento da criança. Na ocasião, a vítima, bastante abalada, relatou a familiares e amigos que havia sido agredida pelo companheiro e o responsabilizou pela morte do filho.
A partir da denúncia, a Polícia Civil instaurou inquérito e iniciou as investigações para esclarecer os fatos. A mulher prestou depoimento na delegacia, confirmou as agressões e apresentou documentos que comprovam o nascimento e o óbito do recém-nascido. Outros elementos de prova também foram reunidos para reforçar a versão apresentada.
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De acordo com o prontuário médico requisitado pela autoridade policial, há registro de que o suspeito "foi expulso pelo segurança devido a agressões verbais em alto tom ocorridas no quarto da paciente antes da alta hospitalar", o que, segundo os investigadores, reforça a gravidade do comportamento do homem.
O suspeito já havia sido preso anteriormente por homicídio e também foi indiciado por agressões contra a mesma vítima. Diante do histórico e dos elementos reunidos durante a investigação, o delegado responsável pelo caso, Filipe Martins, representou pela prisão preventiva do acusado.
O pedido foi acolhido pelo Ministério Público de Santa Catarina e decretado pelo Poder Judiciário.
Segundo o delegado, caso fique comprovado o crime, o investigado poderá responder por homicídio, além do crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica.
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