
O desempenho do Comércio foi um dos destaques do mercado de trabalho catarinense em 2025. Ao longo do ano, o setor acumulou 11.989 novas vagas formais, conforme os dados do Novo Caged referentes a dezembro. O resultado confirma a força do segmento como um dos principais motores da empregabilidade no estado.
O Comércio varejista teve papel central nesse avanço, respondendo por 6.228 postos de trabalho, o equivalente a mais da metade do saldo registrado. O resultado acompanha o cenário de crescimento econômico de Santa Catarina, que avançou cerca de 5% em 2025, segundo o Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), refletindo diretamente no aumento do consumo das famílias e na necessidade de novas contratações.
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Uma análise mais detalhada do segmento está presente na edição mais recente do Informativo Mensal de Emprego, elaborado pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). O estudo considera os dados do Novo Caged até novembro de 2025 e informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024, último ano com números consolidados.
O levantamento mostra que o saldo de vagas no Comércio varejista apresentou crescimento de 16,6% em dois anos, ao comparar os meses de novembro de 2023 e 2025. Somente em novembro do ano passado, o setor abriu 4.450 novos postos formais.
Entre as atividades que mais contrataram, o destaque ficou com o comércio de mercadorias em geral, especialmente hipermercados e supermercados, responsáveis por aproximadamente metade das admissões líquidas registradas no mês.
Os dados mais recentes da RAIS também apontam a relevância do Comércio varejista no estoque de trabalhadores formais. Em 2024, o setor reuniu 12,2% de todos os vínculos formais em Santa Catarina, liderando entre os segmentos econômicos.
Dentro do varejo, hipermercados e supermercados concentraram 26,6% dos empregos, seguidos pelas lojas de materiais de construção (9,9%) e pelo comércio de vestuário e acessórios (8,7%).
O perfil das empresas reforça a importância dos pequenos negócios. As microempresas responderam por cerca de 40% dos empregos formais do setor, enquanto as de pequeno porte concentraram 33%. Já médias e grandes empresas somaram, juntas, pouco mais de um quarto das vagas. Esse cenário também se refletiu na geração de novos empregos: em novembro de 2025, mais de 60% das contratações ocorreram em micro e pequenas empresas.
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