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“O Vovô Chopão se reinventa todo dia”, diz Luiz Cé, criador do icônico personagem da Oktoberfest Blumenau

Em entrevista ao AJ, Luiz Cé relembra as origens do personagem, conta como o Vovô Chopão ultrapassou as páginas dos jornais e se tornou presença marcante nos desfiles.

16/10/2025 às 10h18 Atualizada em 16/10/2025 às 15h25
Por: Maurício Cattani
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Foto: Maurício Cattani/Arquivo pessoal
Foto: Maurício Cattani/Arquivo pessoal

Há mais de quatro décadas, o traço do publicitário Luiz Cé deu vida a um dos personagens mais queridos de Santa Catarina: o Vovô Chopão. Criado em 1979, o simpático senhor de barba branca, chapéu e chope na mão se transformou em símbolo da Oktoberfest Blumenau e em referência cultural para gerações de catarinenses.

Em entrevista ao AJ, Luiz Cé relembra as origens do personagem, conta como o Vovô Chopão ultrapassou as páginas dos jornais e se tornou presença marcante nos desfiles, nas escolas e nas ações educativas, e revela os planos para o futuro do ícone que conquistou crianças e adultos há mais de 40 anos.

Confira a entrevista 

O Vovô Chopão nasceu em 1979 e rapidamente virou símbolo de Blumenau e da Oktoberfest. O que o senhor enxerga que esse personagem tem de tão especial para conquistar crianças e adultos por tanto tempo?

Desde o início, a conquista de crianças e adultos foi resultado de um trabalho constante e consciente meu, Luiz Cé. O Vovô Chopão nasceu da busca por uma figura simpática, carismática e de personalidade positiva: um personagem saudável, que inspirasse confiança nas famílias e encantasse as crianças pela sensibilidade natural delas.

Os primeiros traços surgiram em 1979. Em 1980 eu já publicava tirinhas no jornal O Estado de Florianópolis. Em 1983 fui convidado pelo Jornal de Santa Catarina para ilustrar e editar o caderno infantil Jornal da Criança, onde o Vovô Chopão apareceu com sua família os netos Chopinho e Sapeca, o cachorro Ressaca, o papagaio Célio e outros personagens criados para contracenar com ele. De 1983 a 1996 assinei esse trabalho: oito páginas por semana, montadas em tamanho natural na redação toda quarta-feira  eu fazia tudo sozinho.

O tablóide infantil era encartado no Jornal de Santa Catarina e tinha circulação estadual. Assim, aos fins de semana o Vovô Chopão chegava ao extremo oeste, ao norte, ao sul do estado e, principalmente, ao Vale do Itajaí. Aos poucos o personagem deixou de ser só uma figura local: tornou-se um símbolo do Vale do Itajaí e referência cultural em Blumenau e em Santa Catarina.

O que fez a diferença foi a proposta consistente: conteúdo positivo, criativo e educativo. As crianças se identificavam com as brincadeiras, histórias e passatempos; os adultos exigentes quanto ao que os filhos consomem  aprovavam a qualidade e o valor educativo. Como sempre digo: a criança é a porta de entrada da família. Quando ela leva para casa um jornal, uma revistinha ou um brinquedo que gosta, toda a família se envolve e foi assim que, em pouco tempo, o Vovô Chopão conquistou gerações.

 

Muitos personagens criados nos anos 80 ficaram no passado, mas o Vovô Chopão atravessou gerações. Qual foi o segredo para mantê-lo vivo e relevante por mais de quatro décadas?

É verdade. Acompanho histórias em quadrinhos desde os anos 1950 e cresci com os personagens da Disney. Vi muitos personagens nas décadas de 50, 60 e 70 desaparecerem  inclusive alguns criados para concorrer com o Vovô Chopão durante a Oktoberfest, que não sobreviveram.

O Vovô Chopão, lançado em 1979, começou a ganhar espaço e claro: surgiram outros projetos tentando emular o sucesso. O problema desses que sumiram foi basicamente falta de continuidade, talento e vocação. Não dá para criar um personagem só pensando em faturar; é preciso amor pelo desenho, compromisso com o conteúdo, criatividade e, acima de tudo, talento.

Eu tinha vocação desde criança  desenhar sempre foi meu lazer. Quando vim para Blumenau e vi o fluxo de turistas do Brasil e do exterior, decidi criar um personagem que conversasse com esse público, que representasse a cidade e seus produtos dos cristais às porcelanas, das malhas aos felpudos. Planejei o Vovô Chopão para dialogar com quem visitava a cidade, não apenas para vender, mas para encantar.

Além do trabalho constante e da vontade, houve uma dose de sorte: em 1980 ganhei espaço no jornal O Estado, e em 1983 tive um tablóide inteiro encartado no Jornal de Santa Catarina. Foi essa combinação persistência, talento, criatividade e um pouco de sorte  que manteve o Vovô Chopão vivo e querido pelo público.

⁠O senhor se surpreende com a dimensão que o personagem tomou, sendo adotado como símbolo oficial da Oktoberfest, estampando cartazes, revistas e até ações educativas?

Quando criei o Vovô Chopão em 1979, não tinha ideia da dimensão que ele alcançaria. Nasceu como um personagem simples fruto de gosto pelo desenho e de vontade de contar histórias e foi ganhando corpo aos poucos até que, em 1983, com a criação do Jornal da Criança, ele encontrou um espaço sólido para se comunicar com as famílias. Esse jornal não só consolidou sua voz e personalidade, como também permitiu experimentar formatos tirinhas, passatempos, pequenas histórias e atividades educativas  que aproximaram o personagem das crianças e dos pais.

O convite para atuar como símbolo e divulgador da primeira Oktoberfest deu um novo impulso ao Vovô Chopão. Passou a ocupar cartazes, materiais promocionais, decoração de rua e dos pavilhões; a presença dele deixou de ser apenas impressa e ganhou espaço físico na cidade. Essa visibilidade ampliou o alcance do personagem: quem via o Vovô Chopão nas páginas do jornal passou a encontrá-lo nas ruas, nas festas e nos eventos, o que fortaleceu a identificação do público.

Ao longo do tempo, o Vovô Chopão também entrou em ações educativas nas escolas da região. Essas iniciativas foram fundamentais: permitiram que o personagem deixasse de ser apenas entretenimento e se tornasse uma ferramenta de aproximação com conteúdos pedagógicos hábitos, leitura, brincadeiras saudáveis  sempre com a mesma voz amigável e respeitosa que o público já conhecia.

O que realmente sustentou tudo isso foi uma combinação de consistência criativa, trabalho diário e a intenção clara de criar algo de valor não apenas um produto passageiro. A presença do Vovô Chopão em jornais, nas festas e nas escolas transformou-o em um elemento reconhecível da cultura local: um personagem que nasceu no traço e virou parte da cidade.

O Vovô Chopão é associado à alegria, mas também assumiu um papel de educador em cartilhas sobre cidadania, cultura e meio ambiente. Como foi essa transição de mascote festivo para agente cultural e educativo?

Quando criei o Vovô Chopão, ele nasceu como um personagem festivo e popular. Com o tempo, porém, as crianças por sua sensibilidade natural passaram a perceber algo além do humor: identificaram no Vovô um agente de aprendizagem. A partir daí iniciou-se uma nova fase uma transformação concreta do personagem: de divulgador de evento regional para promotor de educação e conhecimento.

Essa virada ganhou ritmo em 2012, quando o Sescom Blumenau (Sindicato dos Contabilistas) me convidou para desenvolver material educativo dentro do programa “Corte do Bolo Tributário”. O formato era simples e efetivo: nos eventos realizados na escadaria da Igreja Matriz, além de distribuir fatias de bolo para o público, o sindicato entregava cartilhas sobre impostos, cidadania fiscal e temas contábeis. Produzimos a primeira cartilha dedicada ao conceito de imposto; em seguida vieram títulos sobre o papel do contribuinte e outros assuntos relacionados à contabilidade, sempre adaptados para o público jovem.

Depois que o Sescom encerrou essa atividade, decidimos não abandonar o projeto. Com o apoio de patrocinadores locais, mantivemos a produção de cartilhas educativas por conta própria porque sabíamos que as crianças já criavam uma expectativa por esse material. A iniciativa cresceu: hoje já temos mais de 40 títulos publicados, cobrindo temas que vão desde educação ambiental (água, cidades sustentáveis) até história local, imigração e segurança comunitária.

Atualmente estamos trabalhando em cartilhas sobre Imigração Italiana, Oktoberfest e Segurança na Comunidade, todas com complementos em forma de palestras e atividades em escolas. Para o final do ano planejamos uma cartilha especial sobre Natal e Férias, pensada para unir diversão e conteúdo educativo algo que as crianças já esperam ansiosamente.

Mais do que números, o ganho foi cultural e social. O Vovô Chopão deixou de ser apenas um mascote de festa para se tornar um agente cultural e pedagógico: aprovado pela comunidade, pela imprensa, pelos professores, pelos pais e, principalmente, pelas crianças. Essa transição consolidou o personagem como ferramenta de aproximação entre o entretenimento e a educação, alcançando não só Blumenau, mas escolas e famílias em várias regiões do estado.

Durante esses anos, o senhor já teve propostas para “modernizar” ou até substituir o Vovô Chopão como símbolo da festa? Como lida com o desafio de preservar a tradição sem deixá-lo parecer datado?

Verdade: manter um personagem vivo por décadas é para poucos  só os criativos comprometidos e quem trabalha com seriedade consegue isso. O Vovô Chopão sempre andou para a frente, sem olhar para trás.

O personagem conquistou o público com tirinhas no O Estado de Florianópolis e depois com o Jornal da Criança (1983–1996), mantendo contato direto com crianças e adultos. A participação na Oktoberfest deu outra dimensão ao projeto, mas a trajetória não foi só festa: entre 1979 e hoje o Vovô Chopão passou por várias transformações de estilo, de mídia e de papel social.

No traço, por exemplo, houve uma evolução clara: saímos do estilo charge de origem para um desenho mais arredondado, moderno, com linguagem própria de desenho animado. Hoje ele é produzido tanto no papel quanto no computador, adaptando-se às demandas visuais atuais sem perder a identidade.

Economicamente e institucionalmente, o Vovô sempre foi independente. Trabalhamos mais de 20 anos divulgando a festa sem receber um centavo do poder público ou da organização. Só a partir de 2004 houve um valor simbólico pelo uso do personagem. Paralelamente, desenvolvemos licenciamentos  tivemos um contrato com a Moellmann e mais de 55 produtos com a imagem do Vovô vendidos o ano inteiro, especialmente na Oktoberfest. Esses royalties ajudaram a sustentar o projeto e a manter o personagem ativo.

Muita gente tentou emplacar personagens concorrentes na festa; alguns eram até de amigos. A diferença é que o Vovô Chopão sempre teve trabalho sério, consistência e aprovação do público. Quem surge só para “ganhar dinheiro” desaparece rápido e foi isso que aconteceu com a maioria dos concorrentes.

Modernizamos conforme deu: impressões coloridas, material promocional atual, projetos audiovisuais. Temos um desenho animado produzido pelo Studio Belli sobre direito do consumidor e recebemos da banda Vox3 uma música que carinhosamente chamamos de “Hino do Vovô Chopão”. Essas ações mostram que modernização e respeito à tradição podem caminhar juntos.

Hoje o Vovô é símbolo adotado pelo povo, pelos turistas e pela cidade  mas permanece independente: divulga Blumenau, o turismo, as tradições e a Oktoberfest o ano inteiro, com ou sem parceria formal com o Parque Vila Germânica. Nosso trabalho segue por cartilhas educativas, presença em eventos corporativos, em escolas do Vale do Itajaí e em cidades como Florianópolis, Joinville, Pomerode, Gaspar e outras. Onde o Vovô aparece, ele leva cultura germânica, tradições locais e orgulho da comunidade.

Em resumo: longevidade não vem por acaso. Vem de talento, trabalho contínuo, respeito ao público, parcerias inteligentes e um pouco de sorte. O Vovô Chopão existe hoje porque foi tratado como projeto cultural e não como produto descartável.

O senhor acredita que Blumenau e a Oktoberfest seriam as mesmas sem o Vovô Chopão? Até que ponto o personagem ajuda a sustentar a identidade cultural da cidade?

Quando se fala do futuro do Vovô Chopão sem a Oktoberfest, é fácil cair em achismos levianos. O que dá para afirmar com responsabilidade é o que os fatos mostram: houve sempre uma relação de mão dupla. O personagem ajudou a divulgar a festa, a cultura germânica e Blumenau; por outro lado, a visibilidade e a estrutura da Oktoberfest catapultaram o Vovô para além dos limites da cidade  tornando-o conhecido no estado e no país. Não dá para reduzir isso a “um depende do outro” de forma simplista, mas também não faz sentido negar o quanto cada um favoreceu o crescimento do outro.

Historicamente, a presença do Vovô Chopão na Oktoberfest marcou um ponto de virada. Em 1985, quando a organização passou a requisitar a presença do personagem nos desfiles, o Vovô foi humanizado pela primeira vez: desfilou na Rua XV de Novembro em cima de um carro alegórico feito especificamente para ele. A partir de então, a participação nos desfiles se tornou tradição ano após ano o Vovô segue presente nos cortejos.

A Vovó Chopão nasceu para acompanhar esse movimento: criada em 1987 e humanizada em 1989, ela passou a dar companhia ao Vovô nos eventos e desfiles. Em 1989 mandamos confeccionar máscaras de látex no Rio de Janeiro; mais tarde, em 2001, o nosso amigo Jonas dos Santos desenvolveu máscaras inteiramente em espuma que fizeram sucesso pela qualidade, beleza e praticidade. Hoje contamos com máscaras atualizadas armação interna em ferro que melhora ventilação e acabamento em espuma e tecido muito mais confortáveis para quem usa: fáceis de tirar e recolocar para beber água, descansar ou higienizar-se durante a apresentação.

Ao longo das décadas o trabalho foi se modernizando sem perder a essência: do papel para o digital, de tirinhas a materiais educativos, de produtos licenciados a animações sempre com seriedade e consistência. A Oktoberfest e o Vovô Chopão cresceram juntos, e a parceria entre iniciativa privada, criadores e organização do evento (como a equipe do Parque Vila Germânica) mostrou-se exemplar a logística e o profissionalismo da organização impressionam e são decisivos para o sucesso da festa. Quem acompanha sabe o ritmo: assim que termina a Oktoberfest começam os preparativos para Natal e Ano Novo prova de que o trabalho é intenso e contínuo.

É justo dizer que a festa e o personagem alimentaram-se mutuamente. O Vovô ajudou a divulgar Blumenau e suas tradições; a Oktoberfest e a cidade, por sua vez, deram escala e projeção ao personagem. Mas prever “o fim” de um ou do outro seria arriscar palavra sem base. O que existe de concreto é um legado construído com trabalho, respeito ao público e adaptações técnicas e criativas ao longo dos anos e isso continua vivo.

Quarenta anos depois da primeira Oktoberfest, o Vovô Chopão continua presente. O que significa para o senhor participar desta edição histórica de 40 anos da festa?

Na verdade, são 41 anos desde a criação da festa, mas estamos celebrando a 40ª edição por causa das duas edições suspensas durante a pandemia. Isso não diminui a importância da marca: para mim é motivo de orgulho e vitória chegar a essa marca com o Vovô Chopão presente ano após ano.

Estivemos juntos desde cedo: no início o trabalho era feito por amor muitas vezes sem remuneração  e hoje isso virou uma relação profissional com contratos e parcerias formais com o Parque Vila Germânica. O personagem deixou de ser apenas um traço no papel e se transformou num símbolo vivo da festa. Hoje o Vovô não vem sozinho: formamos um casal com a Vovó Chopão, ambos humanizados, desfilando no carro alegórico exclusivo e circulando diariamente pelos setores da Oktoberfest para fotos e recepção do público. Essa presença constante é fruto de trabalho, disciplina e respeito pelo evento não de oportunismo.

Tenho participação no evento desde 1984, quando fui convidado a criar o primeiro cartaz, e desde então o Vovô Chopão mantém presença efetiva na festa: desfiles, divulgação, material impresso e atuação ao vivo. O casal também participa de ações ao longo do ano — empresas, festas de aniversário e até casamentos sempre cumprindo a missão de promover as tradições germânicas e divulgar Blumenau.

Chegar à 40ª edição é celebrar resistência cultural: muito trabalho, suor e vitórias compartilhadas. É também reconhecimento ao time que acompanha o personagem desde os primeiros anos até hoje  equipe que não desistiu e que mantém o Vovô vivo na memória do povo. Parabéns a todos os envolvidos: à organização do Parque Vila Germânica, à imprensa, aos patrocinadores e, claro, ao público que acolhe o Vovô e a Vovó com carinho.


⁠O senhor acredita que o Vovô Chopão ainda tem potencial para se reinventar e conquistar as novas gerações, especialmente em um mundo cada vez mais digital e conectado? Como imagina esse futuro?

O Vovô Chopão se reinventa todo dia. A transição do papel para o digital não foi opcional: foi exigência do público especialmente da nova geração, que vive nas telas. A resposta nossa tem sido prática e gradual: preservamos as raízes (as cartilhas educativas em papel) e, ao mesmo tempo, ampliamos a presença digital com conteúdos pensados para criança e família.

Já produzimos material concreto: uma cartilha impressa e um desenho animado de cerca de 5 minutos sobre Direito do Consumidor, criado pelo Studio Belli de Blumenau. Temos também um tema musical do Vovô, composto pela banda Vox3. Esses projetos mostram o direcionamento: usar o legado dos materiais em papel como base criativa para ações multimídia.

Na prática, o que estamos fazendo agora:
-publicar fotos e vídeos das participações em escolas e eventos nas redes sociais (Facebook, Instagram e YouTube);
-transformar cartilhas em versões digitais com movimentos, sons e narração já testamos animações simples que dão mais vida à revista no celular e no computador;
-planejar jogos, passatempos interativos e desenhos animados curtos baseados nos títulos já publicados.

Sabemos também das limitações reais: material digital de qualidade custa mais do que imprimir uma revista. Por isso a estratégia é escalonar os investimentos priorizar parcerias, patrocinadores e produtoras locais, e avançar conforme houver recursos. Não é sonho utópico, é planejamento: passo a passo e com responsabilidade financeira.

Percebe-se até um movimento favorável ao papel segundo reportagens recentes, há um público voltando a procurar livros físicos o que reforça nossa opção híbrida: manter as cartilhas em papel e convertê-las em experiências digitais atraentes.

Temos uma meta concreta: celebrar em grande estilo os 50 anos do Vovô Chopão, em 2029. A ideia é preparar, ao longo dos próximos anos, um conjunto de ações festa, desfile, materiais digitais e presenciais que honrem a trajetória. Mas tudo com cronograma, orçamento e parcerias bem definidos.

Resumo curto e direto: vamos para o digital sem abandonar o papel. Com criatividade, parceiros certos e calma estratégica, o Vovô Chopão seguirá relevante para crianças, famílias e escolas tanto no caderno quanto na tela.

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