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"Praça Bia Wachholz" é inaugurada no bairro Itoupava Central

"Praça Bia Wachholz" é inaugurada no bairro Itoupava Central

25/07/2019 às 12h03 Atualizada em 25/07/2019 às 15h03
Por: Tom
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Foi inaugurada na manhã desta quinta-feira (25), em Blumenau, a "Praça Bia Wachholz", em homenagem ao primeiro ano da morte da artista plástica blumenauense. Localizada na esquina das ruas Cristian Wilhelm Staack com a Guilherme Scharf, no Fidélis, próximo a casa da família Wahchholz. Familiares e amigos estiveram no local e lembraram com muita emoção e carinho de Bianca. A jovem foi assassinada pelo ex-namorado, Everton Balbinott, na casa dos pais dela.

Todo espaço foi revitalizado, ganhou grafitagem com flores e pássaros em cores alegres elaborado pelo artista Charles Boaventura Caetano. Ali, serão ofertadas atividades e eventos de conscientização sobre violência doméstica, além de discutir temas como o feminicídio. "Eu peço que as mães fiquem atentas, pois às vezes o mal pode estar do seu lado e você não sabe. Ele era uma pessoa normal, aparentemente, eu achava que jamais ele faria algo contra minha filha, e fez na minha frente," conta a mãe de Bianca, Sônia Lima.

Foto: Jamille Cardoso/Portal Alexandre José

O nome da praça foi determinado através de um Projeto de Lei de autoria do vereador Bruno Cunha (PSB). A partir de agora, o dia 25 de julho será sempre celebrado em Blumenau como o "Dia de Luta Contra o Feminicídio". "A violência contra a mulher é um assunto muito sério e precisamos avançar muito com relação às políticas públicas. Aqui, essa praça representa o que a Bianca sempre foi, uma artista livre, vivendo com a arte. Que seja um espaço de reflexão," conclui.

Um ano depois, o nome de Bianca Wahchholz ganhou vida e virou sinônimo de luta contra a violência doméstica com a criação de um instituto. A advogada e assessora jurídica do Instituto Bia Wachholz, Maria Tereza, explica que a ideia é ajudar as vítimas com trabalho social voluntário com oficinas, atendimento psicológico e palestras, por exemplo. "Estamos aqui para difundir o que é um relacionamento abusivo e auxiliar essas mulheres. Nosso trabalho é dar um norte para elas. Que seja um serviço preventivo para que ninguém entre em um relacionamento abusivo," conta.

Foto: Jamille Cardoso/Portal Alexandre José

Relembre o crime

Bianca Wachholz foi morta no dia 25 de julho, na casa dos pais, no bairro Itoupava Central. O crime foi testemunhado pela mãe da vítima, Sônia Lima. Segundo testemunhas, Everton não aceitava o fim do relacionamento. Um dia antes de cometer o homicídio, o acusado já havia ameaçado a vítima dizendo que a mataria colocando uma arma em sua cabeça.

Bianca, assustada e com medo, foi até a casa dos pais e naquele mesmo dia enviou um áudio pelo WhatsApp a um amigo do casal relatando tudo o que havia acontecido e disse que registraria um boletim de ocorrência. Cerca de uma hora depois, Everton pulou o muro da residência. A artista plástica disse à mãe que ouviu alguém entrando.

Ao abrir a porta da cozinha, Sônia se deparou com o ex-companheiro da filha e convidou ele para entrar. Em seguida, Bianca apareceu no corredor e perguntou se Everton estava armado. Naquele momento, ele sacou o revólver e perseguiu a vítima, que se desequilibrou e caiu no chão do banheiro. Foi aí que ele fez um único disparo no rosto de Bianca, que morreu na hora.

O ex-namorado fugiu e se apresentou à polícia um dia após cometer o crime, prestou depoimento e foi liberado. Porém, a polícia representou pela prisão preventiva do suspeito e assim que a Justiça emitiu o mandado, Éverton foi preso, no dia 27 de julho, na casa de um parente. Desde então, ele está detido no Presídio Regional de Blumenau à espera do julgamento.

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