
Foi inaugurada na manhã desta quinta-feira (25), em Blumenau, a "Praça Bia Wachholz", em homenagem ao primeiro ano da morte da artista plástica blumenauense. Localizada na esquina das ruas Cristian Wilhelm Staack com a Guilherme Scharf, no Fidélis, próximo a casa da família Wahchholz. Familiares e amigos estiveram no local e lembraram com muita emoção e carinho de Bianca. A jovem foi assassinada pelo ex-namorado, Everton Balbinott, na casa dos pais dela.
Todo espaço foi revitalizado, ganhou grafitagem com flores e pássaros em cores alegres elaborado pelo artista Charles Boaventura Caetano. Ali, serão ofertadas atividades e eventos de conscientização sobre violência doméstica, além de discutir temas como o feminicídio. "Eu peço que as mães fiquem atentas, pois às vezes o mal pode estar do seu lado e você não sabe. Ele era uma pessoa normal, aparentemente, eu achava que jamais ele faria algo contra minha filha, e fez na minha frente," conta a mãe de Bianca, Sônia Lima.

O nome da praça foi determinado através de um Projeto de Lei de autoria do vereador Bruno Cunha (PSB). A partir de agora, o dia 25 de julho será sempre celebrado em Blumenau como o "Dia de Luta Contra o Feminicídio". "A violência contra a mulher é um assunto muito sério e precisamos avançar muito com relação às políticas públicas. Aqui, essa praça representa o que a Bianca sempre foi, uma artista livre, vivendo com a arte. Que seja um espaço de reflexão," conclui.
Um ano depois, o nome de Bianca Wahchholz ganhou vida e virou sinônimo de luta contra a violência doméstica com a criação de um instituto. A advogada e assessora jurídica do Instituto Bia Wachholz, Maria Tereza, explica que a ideia é ajudar as vítimas com trabalho social voluntário com oficinas, atendimento psicológico e palestras, por exemplo. "Estamos aqui para difundir o que é um relacionamento abusivo e auxiliar essas mulheres. Nosso trabalho é dar um norte para elas. Que seja um serviço preventivo para que ninguém entre em um relacionamento abusivo," conta.

Bianca Wachholz foi morta no dia 25 de julho, na casa dos pais, no bairro Itoupava Central. O crime foi testemunhado pela mãe da vítima, Sônia Lima. Segundo testemunhas, Everton não aceitava o fim do relacionamento. Um dia antes de cometer o homicídio, o acusado já havia ameaçado a vítima dizendo que a mataria colocando uma arma em sua cabeça.
Bianca, assustada e com medo, foi até a casa dos pais e naquele mesmo dia enviou um áudio pelo WhatsApp a um amigo do casal relatando tudo o que havia acontecido e disse que registraria um boletim de ocorrência. Cerca de uma hora depois, Everton pulou o muro da residência. A artista plástica disse à mãe que ouviu alguém entrando.
Ao abrir a porta da cozinha, Sônia se deparou com o ex-companheiro da filha e convidou ele para entrar. Em seguida, Bianca apareceu no corredor e perguntou se Everton estava armado. Naquele momento, ele sacou o revólver e perseguiu a vítima, que se desequilibrou e caiu no chão do banheiro. Foi aí que ele fez um único disparo no rosto de Bianca, que morreu na hora.
O ex-namorado fugiu e se apresentou à polícia um dia após cometer o crime, prestou depoimento e foi liberado. Porém, a polícia representou pela prisão preventiva do suspeito e assim que a Justiça emitiu o mandado, Éverton foi preso, no dia 27 de julho, na casa de um parente. Desde então, ele está detido no Presídio Regional de Blumenau à espera do julgamento.
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