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Fiscalização apura origem de espuma no Rio do Testo em Pomerode

Formação anormal foi observada próxima à barragem.

18/07/2025 às 14h15 Atualizada em 18/07/2025 às 19h11
Por: Gabriel Menezes
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Foto: Reprodução/Charles Kath
Foto: Reprodução/Charles Kath

Uma grande quantidade de espuma foi registrada no Rio do Testo, em Pomerode, no Vale do Itajaí, na terça-feira (8). A formação foi observada na queda d’água próxima à barragem localizada nos fundos de uma empresa, que acionou a fiscalização ambiental do município.

De acordo com a equipe de fiscalização, a espuma estava se formando no curso do rio. Até o momento, não foram registradas mortes de peixes, o que indica um possível impacto apenas físico e visual da água.

Coletas e vistorias fazem parte da investigação

A Polícia Militar Ambiental e as equipes de fiscalização realizaram coletas de amostras da água em diferentes pontos do rio. O material foi encaminhado para análise laboratorial e o laudo técnico deve ser concluído em até 30 dias.

O objetivo é identificar a substância responsável pela formação da espuma e, se possível, o agente causador do lançamento irregular.

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Além da coleta de amostras da água, as equipes fizeram vistorias em empresas localizadas entre a Rua Bertoldo Tiedt e a barragem, onde a espuma foi registrada. Caso seja confirmada a origem irregular da substância, os responsáveis poderão ser autuados com base na Lei de Crimes Ambientais, que prevê multas que podem ultrapassar R$ 1,6 milhão.

Ouvidoria

A fiscalização envolveu técnicos de Pomerode, do Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (CIMVI) e do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). As informações sobre a situação do rio podem ser passadas para a ouvidoria de Pomerode, através do telefone (47) 3387-7234.

Morador de Pomerode registrou a espuma no Rio do Testo

Na quinta-feira (10), o morador, Charles Kath registrou também espuma no Rio do Testo, já em um trecho localizado em Blumenau. Segundo Charles, a siutação acontece com frequência. 

A Secretaria de Meio Ambiente de Blumenau (Semmas) informou que já acompanha o caso e confirmou que a situação não é inédita. Segundo a Semmas, equipes de fiscalização já estiveram no local anteriormente, mas não identificaram a origem do problema. O órgão solicitou apoio técnico do Instituto do Meio Ambiente (IMA) para auxiliar na investigação.

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